Kris Carr é uma jovem atriz americana. Tem 37 anos, é bonita, inteligente, sexy. Faz documentários interessantes, incentiva hábitos saudáveis de vida, luta por causas sociais, ambientais e culturais. É casada, vive feliz com seu marido, pratica yoga e também é vegetariana. É conhecida em boa parte do mundo, mantém um blog visitadíssimo, possui um site idem e lançou um livro que virou referência de luta para milhares de pessoas. É uma grande mulher, sem dúvida, do tipo que todo homem gostaria de ter ao seu lado. Ah... já ia me esquecendo de dize ... Kris tem um câncer incurável.
Para muita gente, o início do parágrafo anterior não combina com aquela doença ao final. Parece que há algo errado na estória, que juventude, beleza, inteligência e sucesso não combinam com doença ou fracassos de qualquer tipo. Soa como algo injusto, fora de tempo, inoportuno.
Kris Carr também achou que o câncer incurável era algo fora do contexto de sua vida. Assimilar uma situação assim leva algum tempo, exige uma digestão dos fatos. Kris foi diagnosticada com a doença em 2003, quando ficou sabendo que tinha um tipo incurável de câncer no fígado (ver notas de rodapé).
O susto é regra nesses momentos e a reação negativa inicial também... afinal, que estória é essa de tirarem minha vida tão cedo? Talvez Kris não tenha encontrado resposta para essa pergunta, mas certamente descobriu que possui um talento especial, tão especial que até o nome é estranho: resiliência.
Kris Carr também achou que o câncer incurável era algo fora do contexto de sua vida. Assimilar uma situação assim leva algum tempo, exige uma digestão dos fatos. Kris foi diagnosticada com a doença em 2003, quando ficou sabendo que tinha um tipo incurável de câncer no fígado (ver notas de rodapé).
O susto é regra nesses momentos e a reação negativa inicial também... afinal, que estória é essa de tirarem minha vida tão cedo? Talvez Kris não tenha encontrado resposta para essa pergunta, mas certamente descobriu que possui um talento especial, tão especial que até o nome é estranho: resiliência.
Inicialmente formulado como um conceito da Física, o termo resiliência é pouco conhecido fora do mundo acadêmico. Na verdade, é um conceito ainda novo para a maioria das ciências. Fisicamente definindo-o, é a propriedade que alguns materiais possuem de voltarem ao estado normal após submetidos à máxima pressão ou deformação.
Tomado como empréstimo por áreas como Psicologia e Administração, o termo tem sido utilizado para definir um tipo positivo de comportamento humano, além de explicar alguns de superação em diferentes organizações. Em geral, "resiliência" significa a capacidade que pessoas e organizações possuem para lidar com problemas de forma pró-ativa, superando dificuldades aparentemente sem solução, sem se deixarem abater, sem culparem ninguém por isso e - principalmente - acreditando que sempre é possível superar o obstáculo que encaram.
Para alguns estudiosos, resiliência é algo inato ao ser humano, mas que nem todos desenvolvem... ou não têm a chance de desenvolver. É uma virtude, sem dúvida, e pode ser praticada cotidianamente, pacientemente, forjando a personalidade humana para resistir às mais diferentes adversidades.
Tomado como empréstimo por áreas como Psicologia e Administração, o termo tem sido utilizado para definir um tipo positivo de comportamento humano, além de explicar alguns de superação em diferentes organizações. Em geral, "resiliência" significa a capacidade que pessoas e organizações possuem para lidar com problemas de forma pró-ativa, superando dificuldades aparentemente sem solução, sem se deixarem abater, sem culparem ninguém por isso e - principalmente - acreditando que sempre é possível superar o obstáculo que encaram.
Para alguns estudiosos, resiliência é algo inato ao ser humano, mas que nem todos desenvolvem... ou não têm a chance de desenvolver. É uma virtude, sem dúvida, e pode ser praticada cotidianamente, pacientemente, forjando a personalidade humana para resistir às mais diferentes adversidades.
A primeira vez que me deparei com palavra resiliência foi em 2000, num curso sobre gestão de organizações não-governamentais. ONGs são especialmente reconhecidas por lutar não só contra problemas que afetam o mundo, como também com as próprias dificuldades financeiras e administrativas para manter suas lutas ativas. São consideradas organizações resilientes por suas lutas contra a fome, a desigualdade social, pelos direitos humanos, pela proteção à natureza, dentre outros. Fazem isso com escassos recursos, com a disposição inabalável de seus líderes e voluntários, com a solidez dos ideais que as sustentam.
Comecei a trabalhar em ONGs logo após formado, tanto voluntária quanto profissionalmente. Conforme me envolvia com esse mundo, passei a melhor entender o significado prático do conceito apresentado naquela aula. Sabia o que representava aquilo no dia-a-dia de uma organização, mas não imaginei que também teria que aplicar a resiliência em minha própria vida.
Comecei a trabalhar em ONGs logo após formado, tanto voluntária quanto profissionalmente. Conforme me envolvia com esse mundo, passei a melhor entender o significado prático do conceito apresentado naquela aula. Sabia o que representava aquilo no dia-a-dia de uma organização, mas não imaginei que também teria que aplicar a resiliência em minha própria vida.
Hoje compreendo exatamente o que essa significa andar por essa estrada. Posso dizer que é uma estrada estranha, às vezes difícil de percorrer. Mas quando se anda por ela, aprende-se a seguir em frente mesmo quando a força quase acaba. Aprende-se, especialmente, a exercitar a coragem a cada metro percorrido.
Assim como quase todo ser humano, viajei bastante por essa estrada até agora. É assim que desenvolvemos perseverança e auto-confiança. Meu olhar mudou, minha percepção de mundo não é mais a mesma e tudo isso só me trouxe vantagens. Procuro mostrar isso para outras pessoas, tento alertar aquelas que ainda não encontraram sua própria resiliência. E sou feliz porque me foram dadas condições para perceber isso, pois é com essa resiliência que pretendo mudar um pouco de mim e do mundo.
Assim como quase todo ser humano, viajei bastante por essa estrada até agora. É assim que desenvolvemos perseverança e auto-confiança. Meu olhar mudou, minha percepção de mundo não é mais a mesma e tudo isso só me trouxe vantagens. Procuro mostrar isso para outras pessoas, tento alertar aquelas que ainda não encontraram sua própria resiliência. E sou feliz porque me foram dadas condições para perceber isso, pois é com essa resiliência que pretendo mudar um pouco de mim e do mundo.
Se pudesse lhe dar um conselho, diria para exercitar sua resiliência o mais rápido possível. Não espere que uma situação mais desafiadora a desperte, como ocorre com frequência. Muitas pessoas começam a descobrir que conseguem superar dificuldades quando passam por elas, não antes. Porém, antecipar-se nesse jogo é importante. A resiliência pode ser exercitada com mais confiança, mas auto-estima, com a prática de ações que ajudem o próximo. A resiliência possibilitará que você ajude a si mesmo, que ajude ao próximo, que ajude o mundo. Se fizer isso, vai beneficiar muita gente, a começar por você.
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Notas
1. Contrariando todas as previsões, Kris Carr está viva cinco anos após o diagnóstico de câncer. É um caso que vem desafiando a medicina tradicional.
2. Site de Kris Carr: http://www.crazysexycancer.com/







