<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286</id><updated>2012-02-16T07:11:41.880-02:00</updated><title type='text'>Outra Via</title><subtitle type='html'>Outra Via é um blog destinado à reflexões sobre educação, desenvolvimento sustentável, política (de alto nível), espiritualidade (sem dogmas) ou qualquer outro tema que instigue o senso crítico. O humor também está em pauta... seriedade demais faz mal à saúde.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-7944139019057008553</id><published>2010-09-29T19:58:00.008-03:00</published><updated>2010-10-14T15:33:52.107-03:00</updated><title type='text'>A mídia e as eleições</title><content type='html'>Não é de hoje que a mídia brasileira age de forma cínica em época de eleições. A manipulação de notícias é um fato histórico que causou e causa muito estrago mundo afora. Infelizmente, os movimentos sociais e pessoas que lutam por sociedades mais justas são, frequentemente, as maiores vítmas dessa perseguição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um cara apartidário e ainda não defini meu voto, mas posso dizer que ele será contra a hipocrisia dos meios de comunicação. Sobre isso, o teólogo e filósofo, Leonardo Boff, escreveu uma matéria que serve de parâmetro para analisarmos a atuação da mídia nas atuais eleições de nosso país. Colei o texto abaixo, mas o original pode ser acessado em: &lt;a href="http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=81543&amp;amp;edt=1"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=81543&amp;amp;edt=1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/small&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 255);" class="titulo"&gt;A mídia comercial em guerra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Por Leonado Boff*   &lt;/p&gt;             &lt;p&gt;Sou profundamente a favor da liberdade de expressão, em nome da  qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do  Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a  publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as  torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda  do regime autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história de vida me avaliza a fazer  as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o presidente Lula e  a midia comercial, que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está  ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o  uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da  liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu  mover uma guerra acirrada contra o presidente e a candidata Dilma  Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a  distorção e a mentira direta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos dar o nome a esta mídia  comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e  ideológicos contrariados, se comportam como famiglia mafiosa. São donos  privados que pretendem falar para todo o Brasil e manter sob tutela a  assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da  Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a  razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira.  Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital  que sempre explorou o povo e que não aceita um presidente que vem deste  povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública,  pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta  como um feroz partido de oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua fúria, quase  desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e  analistas não têm o mínimo  respeito devido  à mais alta autoridade do  pais, ao presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o  chicote da palavra que humilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um fato que eles não  conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um  operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da  pobreza, chegasse a ser presidente. Este lugar, a Presidência, assim  pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora  não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem  meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o  lugar do peão é na fábrica, produzindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o mostrou o grande  historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria  dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada,  antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se  reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o  reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas  virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo,  Jeca  Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela  lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de  novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence  (p.16)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É  uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o  pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que  progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se  depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo.  Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o presidente de  todos os brasileiros.  Isso para eles é simplesmente intolerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se  deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais  organizados, de onde vêm Lula e tantas outras lideranças. Não há mais  lugar para coronéis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula  afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa  midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente  arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a  porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura  da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes  de informação e de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo, cansado de ser governado  pelas classes dominantes, resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como  o seu representante. Uma vez no governo, operou uma revolução  conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo,  mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões  de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres  laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de  fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder  mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a  melhorar de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro conceito inovador foi o desenvolvimento  com inclusão social e distribuição de renda. Antes, havia apenas  desenvolvimento/crescimento, que beneficiava aos já beneficiados à custa  das massas destituidas e com salários de fome. Agora, ocorreu visível  mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a  esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no governo  atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa  reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas  públicas na direção dos mais marginalizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a grande  maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de  mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que  assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna  crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova  história democrática do Brasil. Vai  ser uma democracia cada vez mais  participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à  corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes  opulentas e ao seu braço ideológico, que é a mídia comercial. A  democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento  dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela Veja (que faz questão de  não ver…), protagonista de mudanças sociais não somente com referência à  terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de  produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia  comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto,  neocolonial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista? Ou o  Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à  margem e agora despontando com energias novas, para construir um Brasil  que ainda nunca tínhamos visto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse Brasil é combatido na  pessoa do presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o  que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das  má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A  vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construído  com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;*Leonardo Boff é teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-7944139019057008553?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/7944139019057008553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=7944139019057008553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7944139019057008553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7944139019057008553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/09/midia-cinica-e-as-eleicoes.html' title='A mídia e as eleições'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-2704065135643016189</id><published>2010-08-26T21:09:00.006-03:00</published><updated>2011-07-30T13:11:51.749-03:00</updated><title type='text'>Pra que serve o amor?</title><content type='html'>Uma excelente animação, muito criativa e singela. É uma tentativa de compreender o sentido do amor, se é que há algum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="364" width="445"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Akg8E6N2618?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Akg8E6N2618?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="364" width="445"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------&lt;br /&gt;Música e letra: Edith Piaf: &lt;a href="http://migre.me/17Mk1"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;http://migre.me/17Mk1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-2704065135643016189?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/2704065135643016189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=2704065135643016189&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/2704065135643016189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/2704065135643016189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/08/pra-que-serve-o-amor_8887.html' title='Pra que serve o amor?'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-3004136237031841022</id><published>2010-05-22T23:13:00.021-03:00</published><updated>2011-08-02T01:03:08.733-03:00</updated><title type='text'>Pais Maiúsculos e pais minúsculos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S_i57G3BXVI/AAAAAAAAAVc/XvY62tnjg_E/s1600/tristefeliz.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 188px; FLOAT: right; HEIGHT: 246px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474329772173647186" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S_i57G3BXVI/AAAAAAAAAVc/XvY62tnjg_E/s200/tristefeliz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR" lang="PT-BR"&gt;A garota de 11 anos passa por mim chorando. Pergunto o que aconteceu, mas ela não responde. Pergunto aos pais, que vêm logo atrás, e esses também não respondem. Dirijo-me até a garota, que já está no quarto, chorando sobre a cama. Aproximo-me dela e pergunto, mais uma vez, o que houve: "Meus pais não me deixaram sair com minha melhor amiga". Questiono se há algum motivo especial para a proibição. A resposta é apenas mais choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que me irrita nessa breve vida é ver uma criança sendo maltratada. Outra coisa bastante difícil é lidar com pais que definem suas atitudes autoritárias como "boa educação". Infelizmente, hoje me deparei com as duas situações ao mesmo tempo. Nessas horas, minha providência instintiva é tentar colaborar de alguma forma, pois não gosto de ver uma criança entristecida. No entanto, minha colaboração é entendida, com certa frequência, como uma interferência negativa na "boa educação" que os pais dizem estar dando. Já me acostumei a ouvir a surradísima frase: "você não tem que dar palpite na educação de MEU filho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo qualificar como mal informados os pais que se julgam proprietários de sua prole, como se a responsabilidade da educação estivesse restrita somente aos genitores. Pior ainda é ouvir: "um dia você será pai, daí entenderá o que fazemos". Normalmente, dizem isso em tom de ameaça ou mau agouro, previamente assumindo que eu tomarei os mesmos rumos tortos que me tomaram naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma terceira coisa que também me irrita nessa estória: ver pessoas iletradas em pedagogia desafiarem alguém que estudou muito essas áreas. Não sou professor à toa, não estudei modelos pedagógicos à toa, não trabalho com educação de crianças e jovens à toa. Ainda me falta aprender muito sobre isso tudo, mas já consegui ler alguma coisa sobre importantes educadores e, apesar de ainda parco, meu conhecimento permite-me farejar autoritarismo à distância. E são os pais autoritários que normalmente dizem: “temos de ser duros com os jovens, nossos pais é que estavam corretos". Regurgitam tudo o que sempre ouviram, sem perceber que a reprodução de suas neuroses não carrega qualquer êxito educacional, nem para si mesmos e muito menos para seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um amigo que diz uma frase sábia: "eles não sabem que não sabem". Pois é assim que tenho visto muitos pais desde que comecei a trabalhar com crianças e jovens, há 15 anos. Simplesmente, os pais ignoram que não sabem pedagogia e que não entendem a mínima de educação infantil ou juvenil. A esses pais desavisados, é importante lembrar que pouco ou nada conseguirão com suas atitudes autoritárias. Normalmente, conseguem o contrário daquilo que procuram atingir. Se querem educação, ganham deseducação. Se querem respeito, ganham desrespeito. Se querem autoridade, ganham filhos que os desafiarão cada vez mais. É por isso que pensei em classificar esses indivíduos de "pais minúsculos". Essa expressão veio à minha mente agora há pouco, quando procurava uma forma de definir esses pais de maneira clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pais minúsculos ignoram os sentimentos e opiniões de seus descendentes, como se fosse natural ignorar pessoas. Impõem suas palavras aos jovens e crianças sem dar espaços para questionamentos. Estabelecem horários, rotinas e regras que mal podem ser flexibilizadas. Dizem que os pais alheios não são educados o suficiente e proíbem seus filhos de conviverem com essa ou aquela pessoa. São preconceituosos e temerosos em relação aos ambientes que seus filhos frequentam, rotulando diversos locais como antros disso ou daquilo. Pais minúsculos, se não tomarem cuidado, criarão filhos também minúsculos, pois transmitem inseguranças, medos e tristeza, ao invés de ensinarem coragem, força e alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pais maiúsculos", logicamente, são o oposto de tudo isso. Respeitam os sentimentos e opiniões de crianças e jovens, pois sabem o quão cuidadoso deve ser o processo de construção das futuras gerações. Não impõem suas vontades de forma autoritária, mas compreendem que seus filhos também possuem autoridade e que, dentro de uma família, as autoridades devem ser construídas e respeitadas entre todos. Pais maiúsculos não seguem regras rígidas de horários, vestimentas ou ambientes a serem frequentados. Sabem que esses fatores variam conforme a circunstância e criam filhos flexíveis o suficiente para interagir com um mundo que será cada vez mais diferente do que é no presente. Pais maiúsculos reconhecem seus eventuais preconceitos e evitam passá-los a seus filhos, pois sabem que isso poderá produzir seres humanos também preconceituosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço a dificuldade em lidarmos com muitos desafios da educação formal e informa, e espero que esse texto não soe como moralista aos leitores. Sei que conversar, dialogar e brincar com crianças e jovens é um desafio e tanto, onde todos nós temos limitações para criar ambientes continuamente construtivos. No entanto, volto a alertar que o autoritarismo é a pior estratégia nesses processos, algo que deve ser evitado a todo custo. &lt;/span&gt;Por favor, façam isso em prol das futuras gerações.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;---------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Imagem: &lt;a href="http://migre.me/Hxnv"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;http://migre.me/Hxnv&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-3004136237031841022?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/3004136237031841022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=3004136237031841022&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3004136237031841022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3004136237031841022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/05/pais-maiusculos-e-pais-minusculos.html' title='Pais Maiúsculos e pais minúsculos'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S_i57G3BXVI/AAAAAAAAAVc/XvY62tnjg_E/s72-c/tristefeliz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-7784191690775136363</id><published>2010-05-07T23:35:00.017-03:00</published><updated>2011-08-03T01:08:27.628-03:00</updated><title type='text'>O fim da morte</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S-TLL7Vul2I/AAAAAAAAAVU/mYfhDIkacoY/s1600/fimmorte1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 219px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468719253302450018" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S-TLL7Vul2I/AAAAAAAAAVU/mYfhDIkacoY/s200/fimmorte1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Faz poucos dias que li uma interessante reportagem sobre o "fim da morte". Trata-se de uma matéria sobre os avanços da medicina e seus impactos em nosso breve futuro. Dentre os temas abordados estão as células-tronco, a nano medicina e a produção de órgãos artificiais. Achei surreal a possibilidade de podermos discutir, ainda no início do século XXI, a possibilidade de a ciência vencer a morte. Você pode ler a matéria na íntegra em &lt;a class="tweet-url web" href="http://migre.me/A7NB" rel="nofollow" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;http://migre.me/A7NB&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Caso também ache a reportagem surreal, podemos discutir algumas questões que passaram a me inquietar desde então, como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como reestruturaríamos a moral e a ética humana diante da possibilidade de sermos imortais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como agirão os crédulos diante da possibilidade de não serem mais julgados após morte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como serão estruturados os sistemas de trabalho, saúde, alimentação e habitação? O fim da morte permitirá que gerações se sobreponham, mas haverá sistemas sociais que contemplem todos esses sobreviventes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como serão nossas relações profissionais? Uma expectativa de vida ilimitada permitiria que tivéssemos várias carreiras durante uma longa vida. Poderíamos ser médicos durante 60 anos, poetas por mais 40 e jornalistas por mais 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como ficam as religiões e suas teorias sobre o mundo metafísico? Jogaremos tudo por água abaixo ou criaremos comunidades onde será permitido morrer em paz, de acordo com a religião de cada grupo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caso não gostemos da ideia de vida eterna e optemos por morrer à moda antiga, quem teria coragem de sofrer e acabar com si mesmo, tendo a oportunidade de permanecer vivo e saudável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que toda essa elocubração pode parecer sem sentido, mas várias coisas sem sentido transformam-se em realidade a cada novo dia desse século XXI. Se continuar assim, esse blog terá quem o alimente até o século XXII, no mínimo...&lt;br /&gt;----------------------------------------&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://migre.me/CROb"&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;http://migre.me/CROb&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-7784191690775136363?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/7784191690775136363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=7784191690775136363&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7784191690775136363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7784191690775136363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/05/o-fim-da-morte.html' title='O fim da morte'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S-TLL7Vul2I/AAAAAAAAAVU/mYfhDIkacoY/s72-c/fimmorte1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-3174145398851695248</id><published>2010-05-05T00:08:00.031-03:00</published><updated>2011-08-03T01:18:45.013-03:00</updated><title type='text'>Tu amas?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S-DdGZbhRaI/AAAAAAAAAVM/QFn1IPlRv4s/s1600/tu+amas2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 206px; FLOAT: right; HEIGHT: 207px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467613049603048866" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S-DdGZbhRaI/AAAAAAAAAVM/QFn1IPlRv4s/s200/tu+amas2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Já viveu uma relação onde não havia cobranças? Já se sentiu feliz quando seu parceiro(a) lhe avisou que faria uma viagem sozinho(a)? Já aceitou o término de uma relação desejando boa sorte no próximo relacionamento dele(a)? &lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR" lang="PT-BR"&gt;É... eu sei... talvez só um louco dissesse "sim" diante dessas questões. Afinal, costuma-se dizer que é impossível amar sem sentir ciúmes. Ou que é impossível sublimar o apego a ponto de se dizer: - Boa viagem, amor! Envie umas fotos das férias na praia! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR" lang="PT-BR"&gt;Não seria estranho se você me dissesse que não respondeu um "sim" sequer às perguntas acima. Se isso é mesmo verdade, sugiro que repense sua forma de se relacionar com o próximo, pois todos os sentimentos que cultivou até hoje podem ser simplesmente tudo, menos amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR" lang="PT-BR"&gt;Ah... ok... você acha exagero de minha parte afirmar isso! Acha que amar tem, realmente, a ver com ciúme... que uma certa dose de possessividade é inerente às relações. Se bobear, ainda dirá que ciúme é uma forma de mostrar seu sentimento de afeto pelo próximo. Bem... caso pense mesmo assim, seus argumentos assemelham-se a chavões que costumo ouvir quando toco nesse assunto. Infelizmente, conheço bem esse falatório, pois eu mesmo já o usei nas relações afetivas de minha vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR" lang="PT-BR"&gt;Fiz 40 anos em fevereiro passado, tempo suficiente para compreender que "amor" significa muita coisa, menos ciúme, medo, apego ou qualquer sentimento menos nobre. Obviamente, cheguei a essa compreensão após ter feito tudo ao contrário, ou seja, após ter nutrido os piores sentimentos em nome daquilo que eu também considerava como "amor". Lógico que não fazemos isso o tempo todo. Mas, quando o assunto é relação a dois, corremos o risco de enlouquecermos em tempo integral, caso não tomemos cuidado com o conceito de amor que adotamos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR" lang="PT-BR"&gt;Faz tempo que me dedico a exercitar somente meus talentos afetivos, tentando controlar falhas emocionais corriqueiras, como ciúmes, insegurança e medo de perder quem está ao meu lado. Já avancei alguns passos nesse processo, mas é necessário um treino constante para chegar a esse ponto, numa constante luta contra a própria escuridão. Lógico que há recaídas em alguns momentos, mas, na média, meus esforços têm dado resultado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR" lang="PT-BR"&gt;Após tantos tropeços, amar, para mim, significa nutrir a própria confiança, fortalecer a própria coragem e compreender os próprios limites. Sem essas premissas, não se consegue estruturar o outro a sua volta. Parece simples quando se fala, mas não é simples quando se faz. É por isso que, quando me pedem, dou minha receita e procuro deixar a pessoa livre em sua própria jornada de descoberta do amor. Minha única expectativa é, um dia, encontrar essa mesma pessoa e perguntar: - Amaste? E receber letras maiúsculas como resposta: - AMEI.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  ---------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagem: &lt;a href="http://migre.me/Bcrf"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;http://migre.me/Bcrf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-3174145398851695248?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/3174145398851695248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=3174145398851695248&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3174145398851695248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3174145398851695248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/05/tu-amas.html' title='Tu amas?'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S-DdGZbhRaI/AAAAAAAAAVM/QFn1IPlRv4s/s72-c/tu+amas2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-8182744246991677621</id><published>2010-03-20T18:33:00.066-03:00</published><updated>2011-08-03T01:32:33.529-03:00</updated><title type='text'>Jesus foi pra balada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S6VoiaNjSeI/AAAAAAAAATc/BzeR-ibVbk4/s1600-h/jesus+balada.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 196px; FLOAT: right; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450877864362854882" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S6VoiaNjSeI/AAAAAAAAATc/BzeR-ibVbk4/s320/jesus+balada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;" lang="PT-BR" &gt;- Mas o que teu pai vai falar?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;- Meu &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Pai &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;já tá sabendo...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Tome cuidado então...&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; Se liga, mãe, sou da paz! Fui!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR;font-family:Georgia;font-size:13.5pt;" lang="PT-BR"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT-BR" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;Jesus foi pra balada naquela noite e se divertiu muito. Paquerou, encheu a cara, dançou pra valer e papeou besteiras sem sentido. Uma noite típica da adolescência, idade onde tudo é presente e não há preocupações com o passado, muito menos com o futuro. Nessa fase, a única ordem é viver intensamente, com a energia dos hormônios ligada na voltagem máxima. Jesus abalou naquela noite e voltou para casa com o sol raiando. Obviamente, não acordou para o almoço de domingo. Seus pais, preocupados com a boemia do filho, cogitaram em proibí-lo de sair na noite da Galiléia. Mas... como se proíbe um dos filhos de Deus? Na falta de uma resposta razoável para essa questão, deixaram a ideia de lado e concluíram a refeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus continuou curtindo sua adolescência anônima da forma como qualquer jovem faria. Encontrou inúmeras garotas interessantes, transou diversas vezes, conviveu com espiritualistas de diversas linhas, teve amigos e amigas com diferentes preferências sexuais, especulou muito sobre o sentido da vida, aprendeu sobre o amor ao próximo, questionou os fundamentos de sua própria existência, enfim, viveu intensa e absurdamente sua singular juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como saboreou o lado romântico da vida, Jesus também descobriu a obscuridade do mundo a sua volta. Experimentou o amargo gosto da violência, da intolerância, do preconceito e do ódio. Conheceu a natureza confusamente dúbia do Homem, justamente a dubiedade que o mataria tempos depois. Caminhou sobre o fio da navalha que nos divide entre o bem e o mal, tentando equilibrar-se na corda bamba das emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus Cristo procurou superar a condição humana, vivendo os amores e horrores inerente à existência em nosso planeta. Entretanto, aposto minhas fichas como ele não pediu a ninguém para ser lembrado em seu momento de maior sofrimento, imortalizado numa imensa e sangrenta cruz. Como bom alto astral que deveria ser, Jesus, certamente, gostaria de ser retratado pelo jeito descontraído que todos nós procuramos ter em nossas próprias fotos. Se existisse a câmera digital na Galiléia, tenho convicção de que ele posaria para uma foto sorrindo e apontando para as lentes, como se dissesse: - Aí, gente... essa é pra posteridade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto e o breve texto desse &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; trazem a ideia básica que tenho sobre Jesus Cristo e sua vida. Estou cheio da imagem de sofrimento que nos persegue até hoje. Acho um saco essa neurose com cruz, pregos, espinhos, suor e sangue. Nunca gostei dessa representação e não vou mais alimentar essa compulsão social pela dor e pelo sacrifício. Mesmo porque, creio que Jesus continua se divertindo nas baladas celestiais, junto com os grandes mestres que também nos trouxeram mensagens semelhantes de amor. Agora, se me derem licença, vou para minha própria balada, pois também sou um filho dos Deuses.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem&lt;span style="color:#000000;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.clubesanto.com/clube/wp-content/uploads/2009/01/dogma-jesus.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;http://www.clubesanto.com/clube/wp-content/uploads/2009/01/dogma-jesus.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-8182744246991677621?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/8182744246991677621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=8182744246991677621&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/8182744246991677621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/8182744246991677621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/03/jesus-foi-pra-balada.html' title='Jesus foi pra balada'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S6VoiaNjSeI/AAAAAAAAATc/BzeR-ibVbk4/s72-c/jesus+balada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-3470716014901670966</id><published>2010-03-09T22:17:00.023-03:00</published><updated>2010-03-10T10:04:11.623-03:00</updated><title type='text'>Ilha das Flores</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ilha das Flores&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é um documentário brasileiro, escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado, em 1989. É um curta-metragem que mostra, claramente, a insustentabilidade da estrutura social em que ainda vivemos. Em 1995, &lt;em&gt;Ilha das Flores&lt;/em&gt; foi eleito, pela crítica européia, como um dos cem mais importantes curtas-metragens do século. Também está listado entre os "1001 filmes para se ver antes de morrer", no livro que leva esse mesmo título. Não sei quais são os outros mil, mas esse curta é mesmo obrigatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="400" height="330"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KAzhAXjUG28&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KAzhAXjUG28&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="330"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;Informações sobre o filme retiradas da Wikipédia: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_das_Flores_(curta)"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_das_Flores_(curta)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-3470716014901670966?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/3470716014901670966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=3470716014901670966&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3470716014901670966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3470716014901670966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/03/ilha-das-flores.html' title='Ilha das Flores'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-6384705131935960989</id><published>2010-03-02T22:53:00.055-03:00</published><updated>2010-03-20T19:45:47.987-03:00</updated><title type='text'>Sincericídio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S43rzoWRDnI/AAAAAAAAATU/pkLa176GR_s/s1600-h/Ovo+suicida+7.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 213px; FLOAT: right; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444266796797464178" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S43rzoWRDnI/AAAAAAAAATU/pkLa176GR_s/s200/Ovo+suicida+7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Questão 1. Você marcou o primeiro encontro com aquela pessoa que paquera há algum tempo. Durante o primeiro jantar a dois, você age da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Procura passar a melhor imagem possível, abordando assuntos de forma cuidadosa, sempre mantendo uma certa formalidade.&lt;br /&gt;b) Procura demonstrar descontração para conhecer melhor a pessoa, mas se precavendo para não desagradá-la com algum comentário irônico.&lt;br /&gt;c) É absolutamente sincero em suas colocações, não importando o que a pessoa pensará a seu respeito ou se isso acabará com qualquer possibilidade de relação. Abre sua alma como se já a conhecesse há muito tempo, inclusive contando sobre seu último surto emocional e os aprendizados de seus antigos relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 2. Você consegue um ótimo emprego numa época em que a crise econômica domina o cenário mundial. Durante seus primeiros meses na empresa você age da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Procura transmitir a imagem de uma pessoa eficiente e aplicada ao trabalho, esforçando-se para agradar seus superiores e seus novos colegas, visando preservar seu futuro na empresa.&lt;br /&gt;b) Procura agir com certa pró-atividade, trazendo algumas ideias aos seus superiores, mas sem demonstrar que pretende interferir nos rumos do negócio.&lt;br /&gt;c) No dia da contratação, informa seus superiores sobre seu perfil empreendedor e seus planos futuros de tocar seu próprio projeto. Informa, ainda, que será muito sincero sobre tudo que achar necessário mudar na função que está assumindo. Na primeira reunião formal com a diretoria, diz a seu chefe que não tolera atrasos e solicita que ele seja mais pontual nas próximas reuniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão 3: Você tem uma discussão em família, envolvendo um assunto que considera importante tratar com seus pais, irmãos e cunhados(as). Diante disso, você:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Procura minimizar os efeitos da discussão e diz que aquilo é só mais um simples atrito familiar.&lt;br /&gt;b) Procura polemizar com seus familiares e cria algum caso, para que todos saibam que você tem uma opinião formada sobre o assunto.&lt;br /&gt;c) Envia um &lt;em&gt;email&lt;/em&gt; homérico a todos os familiares diretamente envolvidos com o problema, sabendo que isso poderá dar início à terceira guerra mundial em sua família. Envolve pais, irmãos e cunhados(as) na discussão e aproveita para dizer que nunca mais aceitará hipocrisia entre pessoas do mesmo sangue. Convoca, ainda, uma reunião com quase todos os familiares e lava a roupa suja acumulada desde sua infância. Seus pais e irmãos o olham incrédulos, mas o perrengue acaba por resolver quase todas as disputas acumuladas na família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você assinalou a alternativa C em todas as questões acima, então já sabe o significado da palavra "sincericídio”. Caso tenha assinalado as alternativas A ou B em algumas das questões, então fique atento: você não é um sincericida e corre um sério risco de levar sua vida na base da hipocrisia e das meias palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já deves ter percebido, sincericídio é uma junção entre as palavras "sinceridade" e "suicídio". Pode-se dizer que é o hábito de demonstrar sinceridade de forma incondicional, não importando a que ponto as palavras ou atos o levarão, nem as consequências que poderão advir de tal prática. Isso não significa, em hipótese alguma, que os sincericidas sejam inconsequentes. Muitíssimo pelo contrário, são as pessoas mais consequentes desse mundo, justamente porque se esforçam para superar suas próprias mentiras e contradições. São abertos e jogam limpo o tempo todo. Fazem isso dentro da própria família, na relação a dois, no ambiente profissional e onde mais houver oportunidade. Possuem uma tolerância limitada em relação a jogos de cena e falsos sentimentos, coisas muito comuns entre os seres humanos. São muito reativos à falsidade, mentiras, hipocrisias, meias palavras, olhares tortos ou silêncios provocadores. São responsáveis e esperam que ajam de forma recíproca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri, recentemente, que sou um potencial sincericida... ou um sincericida de fato, para ser mais sincero. Talvez seja efeito de minha chegada aos 40 anos, talvez seja o resultado do duro processo de renascimento pelo qual passei nos últimos três anos. Não sou psicólogo, mas creio ser difícil identificar a origem psicológica do sincericídio. Sei, apenas, que é resultante de um conjunto de fatores que levam uma pessoa a perceber a efemeridade da vida. Em outras palavras, é aquele momento extremamente difícil em que uma pessoa se depara com a morte alheia ou com a possibilidade concreta da própria morte. Normalmente, é um momento de muita dor, que nos faz perceber as coisas idiotas que fizemos durante boa parte de nossas vidas e que não nos servirão mais daquela fase em diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sincericídio é um caminho sem volta e sem desvios, mesmo porque ninguém sente necessidade de retorno quando trafega por essa via. O sincericida não defende seus erros, apenas os assume e procura corrigi-los. Não diz que não disse, apenas assume suas palavras e procura reforçá-las (em caso positivo) ou se desculpar (no eventual mau uso). Não inventa desculpas ou pretextos, apenas diz o que pretende fazer ou o que fez, para que os outros saibam com quem estão lidando. Não faz aquilo que não deseja e não cria falsas expectativas, pois aprendeu a respeitar a si mesmo e ao próximo. Justamente por isso, necessita de reciprocidade em todos os aspectos de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarar a possibilidade de morte permitiu-me reforçar meu caráter sincericida. Felizmente, tenho encontrado pessoas que estão dispostas a viver da mesma forma. Nem todas passaram por momentos difíceis como o meu, mesmo porque é possível descobrir esse caminho pelo amor, não apenas pela dor. Espero encontrar mais pessoas com esse pique daqui por diante, pois tenho tido extrema dificuldade para lidar com mentiras. Como sei que há muitos mentirosos e hipócritas de plantão, deixo meu alerta de que esses não sobreviverão diante dessa força que está se instalando em muitas pessoas. Na guerra de atitudes, os sinceridas levam grande vantagem, principalmente pela gratidão que recebem daqueles que enxergam a ética de suas ações. Sem falsa modéstia, foi essa gratidão que recebi ao optar pela alternativa C nas três situações que descrevi no início desse texto. Aliás, situações absolutamente reais, que vivi há pouco tempo. Pode acreditar no que digo... é a mais pura sinceridade.&lt;br /&gt;----------------------------------------&lt;br /&gt;Nota:&lt;br /&gt;Su, obrigado pela inspiração para esse &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;. Adorei ter conhecido uma sincericida que compreende meu sincericídio. Você é realmente demais! Sinceros beijos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-6384705131935960989?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/6384705131935960989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=6384705131935960989&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/6384705131935960989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/6384705131935960989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/03/sincericidio.html' title='Sincericídio'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S43rzoWRDnI/AAAAAAAAATU/pkLa176GR_s/s72-c/Ovo+suicida+7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-4565176117513020411</id><published>2010-02-10T15:08:00.048-02:00</published><updated>2010-02-11T23:56:51.457-02:00</updated><title type='text'>Alma Livre Futebol Clube</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S3NI_JuivgI/AAAAAAAAASU/GKaJwL9WlCY/s1600-h/alma+livre.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 202px; FLOAT: right; HEIGHT: 236px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436769424946413058" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S3NI_JuivgI/AAAAAAAAASU/GKaJwL9WlCY/s200/alma+livre.gif" /&gt;&lt;/a&gt; Não sou adepto de nenhuma religião ou teoria espiritual, pois já faz algum tempo que torço para o &lt;em&gt;ALFC -Alma Livre Futebol Clube&lt;/em&gt;. Na verdade, não sei se tal time já existe ou em qual divisão joga. Caso não exista, está criado a partir de agora e a admissão de sócios começa neste instante. Se tiver interesse em ser um torcedor da nova agremiação, fique atento aos nossos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dez Esclarecimentos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Primeiro Esclarecimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: o ALFC é uma associação não-doutrinária, que aceita torcedores de qualquer religião ou prática filosófica espiritualista, desde que esses não tragam, para o estádio, seus dogmas enraizados, suas crenças petrificadas, suas culpas indevidas ou seus valores lapidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Segundo Esclarecimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: o ALFC não possui um deus único, muito menos deuses múltiplos. Sequer é necessária a adoção de um deus. Cada sócio é livre e responsável por elaborar, se assim desejar, a ideia que bem entender de entidade superior. Não há restrição quanto a sexo, raça, nacionalidade ou etnia do futuro ser metafísico. Tal entidade pode, também, pertencer ao reino animal, vegetal ou mineral, ou mesmo uma combinação disso tudo. Pode ser infinito ou limitado, cheio ou vazio, luminoso ou escuro, bonito ou feio, tudo ou nada, gordo ou magro, alto ou baixo, Yin e Yang, Sol e Lua, Karma e Dharma... enfim... vocês entenderam o espírito da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Terceiro Esclarecimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: fica vedada, sob qualquer circunstância, a criação de deuses ou entidades malfeitoras no quesito "ente superior", proposto no Esclarecimento Segundo. O ALFC é uma entidade exclusivamente benfeitora, uma vez que já existe problema demais nesse mundo. Para coibir eventuais associados dispostos a estimular o lado obscuro da força, serão usados todos e quaisquer expedientes necessários e atualmente disponíveis, tais como: sal grosso, reza brava, folha de louro, vela branca, ferradura, pé de coelho, figa, orações, colar de alho, estaca de madeira, imagens de santos, trevo de quatro folhas, três batidas na madeira, amuletos em geral ou qualquer instrumento que afugente esse tipo de coisa. Em resumo, se vier para atrapalhar, da porta não passa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quarto Esclarecimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: apesar de se dispor a usar todo e qualquer expediente para afastar demônio, mau olhado e olho gordo, o ALFC não estimula o uso de artíficios entre seus membros, mesmo porque, sabemos que o poder vital não reside em imagens ou amuletos, mas sim nos próprios seres humanos. Ficam liberados, no entanto, quaisquer objetos que possam ser utilizados de forma ecumênica e que não estimulem a adesão de pessoas ou grupos a esse ou aquele instrumento de fé ou crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quinto Esclarecimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: não poderá ser atribuída, ao ALFC, qualquer responsabilidade ou propriedade divina pelos milagres ou poderes paranormais eventualmente realizados ou desenvolvidos por seus membros. Sabemos que os seres humanos fazem coisas inacreditáveis e surreais, mas cada associado está livre para atribuir o milagre ao deus, entidade, poder, ciência ou qualquer outra coisa que tenha criado no Esclarecimento Segundo, sem que o merecimento de tais fenômenos recaia, necessariamente, sobre indivíduos ou grupos pertencentes à agremiação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sexto Esclarecimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: caso o associado insista em atribuir qualquer evento metafísico ao ALFC, tal situação de fanatismo será discutida entre os membros da diretoria, a qual, por sua vez, consultará seus respectivos deuses, também criados segundo as normas do Esclarecimento Segundo desse estatuto. Para proceder à análise da questão, a diretoria reunir-se-á em data cósmica a ser definida posteriormente, uma vez que o ALFC não segue o calendário gregoriano. Como tal processo poderá resultar em burocracia astral, sugerimos que nossos associados pratiquem seus milagres e poderes em prol da humanidade, desencanando dessa ideia besta e sacal de rotular eventos ainda estranhos aos nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sétimo Esclarecimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: o ALFC não possuirá, em hipótese alguma, estádio ou sede própria, emprestada, cedida, doada, ganha por usucapião ou adquirida sob qualquer outra forma. Fica vedada, também, a criação de qualquer sede provisória por seus associados, uma vez que a ALFC acredita que a espiritualidade ou práticas metafísicas não exigem espaços próprios para serem praticados. Consequentemente, não endossamos a criação de igrejas, templos, monastérios, terreiros ou congêneres. Sugerimos que nossos associados reúnam-se, apenas e tão somente, para praticar o bem, independente de espaços físicos ou geográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Oitavo Esclarecimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: o ALFC não admitirá, em qualquer hipótese, a discriminação religiosa, espiritual, astrológica, adivinhatória, sexual, racista, étnica ou de qualquer outra origem incabível para pessoas de bom senso. Todos os associados deverão praticar a tolerância em relação ao próximo, seja ele/ela criador ou criadores (ou não) de qualquer tipo de deus previsto no Esclarecimento Segundo desse estatuto. Tolerância é bom e será prática obrigatória nas não-depedências já previstas no Esclarecimento Sétimo acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nono Esclarecimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: todos os associados estão, previamente, eximidos de quaisquer sentimentos de culpa que possam causar danos psicológicos (transitórios ou permanentes), a si mesmos ou a outros, tais como: medo de pecar (afinal, pecamos todos os dias), crença em tribunais divinos após a morte, neuroses de culpa relacionadas ao sexo, mania de confissão, compulsão em doutrinar o próximo, dentre outras. A prática do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bem&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; guia, inexoravelmente, as ações do ALFC, sendo o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bem &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;entendido como toda e qualquer ação que promova o crescimento humano, a fraternidade e o bem-estar pessoal ou coletivo, sejam tais ações direcionadas a seres humanos, animais, vegetais ou minerais. Como a culpa está excluída do estatuto da ALFC, todo e qualquer caso que infrinja essa disposição será imediatamente avaliado pela diretoria, que, aí sim, reunir-se-á segundo o calendário gregoriano, na primeira hora disponível para tal. Caso seja comprovada a infração, o sócio poderá ser advertido ou expulso do ALFC, conforme a gravidade daquilo que viria a ser considerado um pecado ou culpa, caso existissem tais termos em nossos Dez Esclarecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Décimo Esclarecimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: os dez esclarecimentos entram em vigor na data de hoje e poderão ser questionados a qualquer momento, pois a reflexão e a crítica são virtudes que serão sempre estimuladas pelo ALFC. Ficam vedados, contudo, quaisquer questionamentos à finalidade vital da associação, que é a prática inexorável do Bem, sendo o Bem entendido conforme disposto no Esclarecimento Nono. Vamos, portanto, à batalha! E que nos protejam todos os deuses existentes ou que vierem a ser criados por nossos futuros torcedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Logotipo do ALFC criado, colorido, contornado e preenchido, agora há pouco, pelo site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.says-it.com/seal/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.says-it.com/seal/&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-4565176117513020411?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/4565176117513020411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=4565176117513020411&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/4565176117513020411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/4565176117513020411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/02/alma-livre-futebol-clube.html' title='Alma Livre Futebol Clube'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S3NI_JuivgI/AAAAAAAAASU/GKaJwL9WlCY/s72-c/alma+livre.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-4291758100580823968</id><published>2010-02-08T19:28:00.034-02:00</published><updated>2010-02-19T00:19:57.973-02:00</updated><title type='text'>Tomate, Cebola e Sexo</title><content type='html'>&lt;em&gt;- Olha o tomate, a cebola e o guia de sexo! Tá baratinho, vamos levar, minha gente!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse guia fala sobre sexo tântrico, moço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Tântrico, Kamasutra e tudo o que a senhora teve e ainda vai ter de fantasia erótica! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom, acho que eu e meu marido precisamos inovar no sexo. Deixa ver esse manual...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Tá aqui... olha só... cada posição diferente! Coisa boa mesmo, senhora!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Xiii, meu filho, eu já transava nessas posições muito antes de você nascer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ah é? Então dá uma olhada na página 143.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei... tá bom... 141, 142... tá aqui... Nossa!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não falei pra senhora?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa aqui eu nunca fiz... quem tá embaixo, o homem ou a mulher?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- É a mulher que fica embaixo, mas fica atrás... num ângulo de 30 graus!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Embaixo, mas atrás... parece difícil, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Foi o que falei... aqui tem coisa que a senhora nunca imaginou...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-&lt;/em&gt; Escuta... mas será que essa posição dá prazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Bom, depende... a senhora tem orgasmo fácil?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... fácil... fácil... acho que não... Sabe, moço, meu marido prefere ficar por cima, mas essa posição tradicional não me dá prazer. Só concordo pra não chateá-lo... sabe como é! Mas quando sou eu que fico por cima... aí fico louca! Grito tanto que a vizinhança até reclama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ha, ha, ha... sorte que não sou vizinho da senhora!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é... mas meu marido é enjoado, sabe. Foi mal acostumado... os pais eram conservadores... viviam dizendo que homem transa por cima da mulher... aí ele ficou meio neurótico, não varia muito as posições...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Nesse caso, a senhora tá precisando de um agito mesmo! Que tal se arrumasse novos parceiros?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah não, moço, não tenho mais idade pra isso. Eu fazia isso quando era jovem, mas hoje não dá mais... é muito trabalho ficar trocando de parceiro... procura um, daí outro... volta pro um...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Sei, sei... é coisa mais da juventude, né?... Mas diga pro seus filhos participarem de um...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, sim, já falei várias vezes, mas eles são caretas como o pai. Preferem transar em casa, com as respectivas namoradas. A juventude não é mais a mesma hoje em dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Bom... vou dar um conselho pra senhora... tá vendo aquele outro feirante ali? Ele vende um monte de coisa diferente... tem masturbador manual, automático, à pilha, com bateria recarregável, gel excitante e coisa que até o diabo duvida! Eu sei porque compro algumas coisinhas lá, pra fazer amor com minhas mulheres...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa dica, vou passar lá então! A propósito, quantas mulheres o senhor tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- De papel passado tenho uma, mas têm mais duas que passam em casa de vez em quando. Minha mulher oficial gosta, sabe?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela é bissexual?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- É sim... tem dia que até eu fico de fora... hahaha... sabe como é...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei... fui bissexual também... mas mulher fala muito depois da transa... homem é mais sossegado... acaba, vira pro lado e dorme! Aí eu voltei a ser hetero depois dos 40...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Bom... gosto é gosto e a gente não discute, não é mesmo?&lt;/em&gt; Hetero, bi, tri... que diferença faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É isso aí... brigada então, moço! Vou continuar minha feira, tá uma manhã linda e ainda preciso comprar frutas pra abastecer a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Só fruta?!? Não vai levar cebola ou tomate? Tão bonitos e fresquinhos!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom... me vê um quilo desse tomate então. Mas escolha uns bem bonitos... não entendo nada de legumes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, um colega me disse que deveríamos falar sobre sexo da mesma forma como falamos da feira de cada semana. Encarar o papo com naturalidade, sem pudores, medos ou conservadorismos. Esse &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;é uma homenagem a essa ideia, a qual também defendo. Lógico que o diálogo acima é uma tentativa descontraída de abordar o tema, não representando minhas preferências sexuais. Mas acharia muito bom se o sexo fosse encarado com menos estigma e mais descontração por nossa sociedade. Não defendo a pornografia e promiscuidade, não é isso. Mesmo porque ambas só existem em razão de o sexo ser tratado como um tabu social. Se fosse tratado com mais naturalidade, tenho certeza que seríamos menos neuróticos e mais saudáveis, tanto física quanto emocionalmente.&lt;br /&gt;É isso, tá dado o recado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-4291758100580823968?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/4291758100580823968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=4291758100580823968&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/4291758100580823968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/4291758100580823968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/02/tomate-cebola-e-sexo.html' title='Tomate, Cebola e Sexo'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-1084381282023827368</id><published>2010-02-07T21:50:00.036-02:00</published><updated>2010-02-08T14:48:11.869-02:00</updated><title type='text'>Em busca da reflexão perdida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S29OVfPsFsI/AAAAAAAAARs/fEyYFWudc7E/s1600-h/ins333.GIF"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 120px; FLOAT: right; HEIGHT: 189px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435649406331000514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S29OVfPsFsI/AAAAAAAAARs/fEyYFWudc7E/s200/ins333.GIF" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S29OM0sat_I/AAAAAAAAARk/58Q9cLFwjyk/s1600-h/ins333.GIF"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 99px; FLOAT: left; HEIGHT: 121px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435649257469818866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S29OM0sat_I/AAAAAAAAARk/58Q9cLFwjyk/s200/ins333.GIF" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S29OGccegqI/AAAAAAAAARc/NuqWkaDRhIo/s1600-h/ins333.GIF"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 105px; DISPLAY: block; HEIGHT: 154px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435649147881292450" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S29OGccegqI/AAAAAAAAARc/NuqWkaDRhIo/s200/ins333.GIF" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Penso, mas pouco reflito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Pergunto, mas não me respondem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ouço, mas pedem que eu esqueça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Faço, mas me proíbem de repetir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Vou, mas tentam me segurar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Volto, mas tentam me impedir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Protesto, mas me ignoram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Mostro, mas dizem que não enxergam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Calo-me, então, como um morto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Afirmam, finalmente, que estou vivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou parado em frente à tela de meu blog há um bom tempo, tentando elaborar frases de efeito para iniciar esse texto. Já havia escrito algumas orações mais convencionais, mas nada parecia ter o impacto que pretendia dar ao assunto. Talvez seja o calor desse domingo de verão, mas me recuso a culpar o clima pelo vazio momentâneo de minha mente. Na falta imediata de palavras, procurei imagens que pudessem estimular minha reflexão. Deparei-me com essa que tripliquei acima e que bem demonstra aquilo que pretendo expressar. Com o estímulo visual, retomei minha reflexão e as palavras vieram à tela com mais facilidade, como se fosse um desabafo desprendendo-se de minha memória. Não são mais frases de efeito que elaboro, mas lembranças de situações reais que vivenciei durante meus anos escolares e em minha vida adulta. É um desabafo não muito bom, concordo, mas sinto a necessidade de refletir sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curiosa essa dificuldade para achar as palavras certas, montar a estrutura adequada de raciocínio, buscar as letras que combinem com os sentimentos. Escrever não é tarefa fácil, todos sabem disso. Mas há algo obscuro por detrás dessa dificuldade, uma espécie de sombra sutil que se projeta sobre a capacidade de reflexão de inúmeras pessoas. Não é uma sombra natural, fruto de algum tipo de luz que pudesse nos iluminar. Pelo contrário, é uma sombra completamente artificial, programada para nos intimidar desde nossa mais sublime infância. Não, esse texto não é sobre qualquer teoria da conspiração! É a simples constatação de uma fase de minha existência, provavelmente semelhante ao processo que outros milhares de seres humanos viveram e viverão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço parte de uma geração que foi muito estimulada a &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;em&gt;não pensar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. Recebemos educação escolar e familiar aos montes, mas sempre em doses alopáticas, provenientes de receitas bem controladas. Tal prescrição excluiu princípios ativos fundamentais para a formação humana, como o estímulo à expressão de ideias, a crítica e a autocrítica, o livre pensar e a capacidade de reflexão. Esse importante complemento da fórmula educacional permaneceu escondido entre as prateleiras de valores sociais e culturais que cercavam meu mundo. Tentei vasculhar tais prateleiras inúmeras vezes, mas nunca saí ileso dos arames farpados que as protegiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou fruto de um sistema social e educacional onde se ensinava a engolir pensamentos, ao invés de manifestá-los. Impulsos como reflexão, crítica, questionamento e curiosidade eram tratados com muito cuidado por educadores, pais e sociedade em geral. Nasci no início de 1970, poucos anos após o golpe militar que cravou a indigna ditadura no Brasil. Tão indigna, que minha infância e adolescência foram cercadas por um currículo governamental fragmentado em disciplinas desconexas, especialmente elaboradas para serem decoradas, jamais questionadas. Até meus 13 anos de idade, ainda fui capaz de digerir a indigesta pedagogia formulada pelos generais e seus comparsas. Daí por diante, meu rendimento escolar despencou em queda livre, sem direito ao uso de paraquedas. Não cheguei a vivenciar a temida repetência, mas desenvolvi uma grande habilidade para cumprir a sentença de recuperação de várias disciplinas. Ironicamente, foi graças a esse regime que descobri a humanidade de alguns professores, que se descontraíam diante dos alunos condenados à escola até a véspera de natal. Frente a alguns poucos pupilos com supostas dificuldades de aprendizagem, os professores conversavam, trocavam ideias e se tornavam nossos amigos, fazendo exatamente aquilo que deveriam ter feito durante todo o ano. Situação cômica, se não fosse trágica, pois a atitude da maioria era exatamente a inversa no período letivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei quase minha vida inteira em escola pública, considerada referência de qualidade à época. Apesar do currículo travado em matérias isoladas e do rígido sistema de disciplina, era o que havia de melhor, mesmo quando comparada aos bons colégios particulares de minha terra natal. No entanto, quando penso na propalada excelência de ensino da época, ainda me questiono: "- Que escola foi aquela que não nos ensinou a pensar?". Como já disse em &lt;a href="http://outravia.blogspot.com/2006/01/escola-que-no-tive.html"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;outro post,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; aprendi muito bem a decorar datas e fórmulas, mas não houve qualquer indício de reflexão, crítica ou questionamento sobre a programação pedagógica torta que recebíamos. &lt;p&gt;Tanto esforço da pedagogia da alienação acabou saindo pela culatra. Aprendemos a pensar sim, mas de forma inconscientemente pior. Como era impensável criticar professores e diretores, aprendemos a agradá-los pela frente e zombá-los pelas costas. Como pouco estimularam o carinho e o afeto entre os alunos, tratávamo-nos com a crueldade inerente às crianças e adolescentes. Como tínhamos medo da repreensão dos pais diante de baixos desempenhos, falsificávamos assinaturas nos boletins, aprendendo a enganar professores e pais ao mesmo tempo. Como não nos ensinaram a razão da pobreza e da riqueza de alguns colegas, aprendemos que os bens materiais definem o caráter das pessoas. Como não nos ensinaram filosofia, também não aprendemos a repensar tudo aquilo que é falsamente verdadeiro. Como não nos ensinaram sociologia, aprendemos a ignorar as mãos estendidas dos marginalizados, como se fossem estátuas incômodas de nossas ruas desiguais. Lógico que não nos transformamos em monstros na idade adulta... eu acho... mas fico imaginando quais as repercussões disso tudo nos valores dos amigos que nunca mais encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha geração poderia ter uma capacidade de reflexão altamente afiada, mas é provável que tenha se restringido o universo daqueles que conseguem enxergar além do óbvio. Faço muita força para estar entre esses, tratando de ler e me informar sobre tudo aquilo que não me foi apresentado. Há falhas em minha formação e o tempo já parece escasso para desprogramar a alienação lapidada com tanto zelo. Quando criei meu blog, tinha o objetivo claro de organizar meus pensamentos rumo a essa desprogramação. Pretendia treinar minha mente da mesma forma como treinei meu corpo, buscando mais clareza e coerência para refletir sobre minhas ações. Escrevo, portanto, para salvar a mim mesmo, pois sou um náufrago da antipedagogia. Sei que há muitos outros náufragos à deriva, mas nem sempre compartilhando o mesmo pedaço salvo de terra. São pessoas que mantêm a capacidade de reflexão e de indignação. Não banalizam seus problemas e nem escondem seus medos. Sabem que são essenciais ao mundo e, justamente por isso, são pessoas mais sinceras e mais autônomas na escolha de seus caminhos. Mesmo sendo náufragos, carregam a certeza de que, um dia, encontrarão um solo comum a todos. Enquanto isso, soltam seus sinais de alerta, na esperança de que outros também encontrem a reflexão perdida dentro de si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, sugiro que você também dê seus sinais de alerta. Pense! Fale! Exponha! Expresse! Combata! Reflita! Crie! Mostre-se! Se fizer isso, muitos saberão que também sobreviveu.&lt;br /&gt;--------------------------------------------&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://niilismo.net/galeria/pictures/repressao.jpg"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;http://niilismo.net/galeria/pictures/repressao.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-1084381282023827368?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/1084381282023827368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=1084381282023827368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/1084381282023827368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/1084381282023827368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/02/reflexao-perdida.html' title='Em busca da reflexão perdida'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S29OVfPsFsI/AAAAAAAAARs/fEyYFWudc7E/s72-c/ins333.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-8033501605551627176</id><published>2010-02-03T22:04:00.042-02:00</published><updated>2010-05-02T21:08:14.676-03:00</updated><title type='text'>A virtualidade dos sentimentos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S2oRPmdRfjI/AAAAAAAAAP8/coaTftzoXp4/s1600-h/61920.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 230px; FLOAT: right; HEIGHT: 221px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434174860094963250" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S2oRPmdRfjI/AAAAAAAAAP8/coaTftzoXp4/s320/61920.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;De: Precipitado 39&lt;br /&gt;Para: Cautelosa 34&lt;br /&gt;Assunto: Olá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, vi seu perfil e sua foto e te achei super interessante. Faz apenas dois dias que me cadastrei aqui e ainda estou vendo se este site é interessante... na verdade, foi uma amiga que insistiu para que criasse um perfil. Enfim, se quiser conversar, entre em contato, posso te enviar fotos.&lt;br /&gt;Bjs,&lt;br /&gt;Precipitado 39&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;Fui um garoto tímido durante minha infância e adolescência. Tímido talvez não seja o melhor adjetivo, quem sabe fosse só uma criança introspectiva. Ou as duas coisas, sei lá! De qualquer forma, sempre fui muito tímido em relação às garotas, isso é pura verdade. Achava muitas bonitas, apaixonei-me por algumas, mas poucas ficaram sabendo de meus sentimentos... afinal, como se declarar à amada quando se é criança ou adolescente? Se até hoje não tenho a resposta, quanto mais naquela fase! As namoradas que tive, abordei-as de forma indireta, nunca consegui passar uma cantada no primeiro momento. Melhorei um pouco na idade adulta, é lógico, mas não achei que me precipitaria tanto...&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;De: Cautelosa 34&lt;br /&gt;Para: Precipitado 39&lt;br /&gt;Assunto: Re: Olá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, Precipitado! Tudo bem com você?! Gostei bastante do seu perfil também! Acho que temos alguns pontos em comum... Como não sou assinante do site, só posso ler e responder a 1 mensagem sua. Então, *** no comunicador dos bonequinhos pelo nome que eu tenho aqui, com o final quente (hot), que por lá vai ficar mais fácil falarmos.&lt;br /&gt;Bjs, Cautelosa 34 :)&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;Meu coração bateu mais forte quando li essa resposta! Imaginem só! A primeira cantada do garoto tímido deu certo!!! Por Gotham, até que enfim!!!!! Pensando bem... talvez Cautelosa 34 seja uma mulher precipitada como eu! E como brilha essa foto dela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Mas espere... que papo é esse de "*** &lt;strong&gt;no comunicador dos bonequinhos&lt;/strong&gt;"??!!? E essa do "quente", do "hot"??!? Entendo bastante de internet, mas nunca vi essa linguagem, deve ser algo específico desse bendito &lt;em&gt;site&lt;/em&gt;! E ela ainda me diz que o final é quente!!!... Maravilha!!! Acho que isso aqui vai dar certo!!! Talvez fosse apenas bobagem meu preconceito contra sites de relacionamento! Sim... afinal, qual o problema em assumir a própria e escancarada carência perante seus conhecidos e outros milhões de internautas, postar sua foto num grande classificado emocional, dizer que você é bonito, charmoso, interessante em seu próprio perfil e - além de tudo - revelar que não consegue arrumar namorada!!! Ora, que situação trivial! Nunca me importaria com minha imagem e reputação diante disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Senhor, perdoai-me por criar meu perfil no classificadão emocional!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;Volto ao site no dia seguinte, agora como assinante "ouro" e R$ 34,00 mais pobre. Confesso... não resisti e paguei um mês de associação para descobrir o significado dos astericos, dos bonequinhos e do tal &lt;em&gt;hot&lt;/em&gt;. Pagamento feito, clico, novamente, na mensagem de Cautelosa 34. Por Gotham! Os asteriscos continuam lá! E nem sinal dos malditos bonequinhos!! Será que esse sistema é tão sofisticado assim? Preciso falar com ela, como faço isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse instante, surge um alerta na tela: "Cautelosa 34 acaba de ver seu perfil". Paro alguns segundos... encaro a tela com atenção. Muito bem... ela viu meu perfil... agora tenho de me mexer!! Surge outro sinal na tela, dessa vez dois coraçõezinhos piscando! Espere... esses corações... são... os BONEQUINHOS!!! É isso!!!!! Eureca!!! Os bonequinhos são apenas o ícone do bate-papo!!! Céus, será que a emoção atrapalha tanto a razão? Não sei se ela está me chamando, mas, finalmente, entendi que Cautelosa havia falado sobre o ícone do &lt;em&gt;site &lt;/em&gt;e sugerido que nos comunicássemos pelo msn HOTmail. Ah tá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok... continuando... calma agora... respire... você consegue teclar abertamente, apesar da cantada barata que passou em Cautelosa 34! Vamos lá, esse trauma de infância não existe mais! Dou um clique em "chamar para o bate-papo". Ela aceita! Estou "frente a frente" com a garota em quem passei a primeira cantada direta de toda a minha vida...&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;Precipitado 39: Olá, tudo bem?&lt;br /&gt;Cautelosa 34: Tudo bem, e você?&lt;br /&gt;Precipitado 39: Tudo também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fantástico! Ótimo começo! Acho que é assim que os adultos procedem quando passam cantadas diretas! Bem... agora preciso me concentrar e dizer a coisa certa...&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;Meu msn não gravou a conversa, mas posso garantir que foi muitíssimo agradável. Achei Cautelosa 34 o máximo! Inteligente, perspicaz, ótimas sacadas e um super bom humor! Aliás, foram essas as características que havia selecionado quando criei minha parceira ideal no &lt;em&gt;site&lt;/em&gt;. Sim, é isso mesmo que você acaba de ler! O &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; possui um super banco de dados e um sistema de busca avançada que lhe permite brincar de Deus e escolher a mulher ou o homem de seus sonhos. Sendo assim, fico distante somente alguns cliques de minha idealização romântica! Sem perder tempo, seleciono altura mínima e máxima, peso mínimo e máximo, somatotipo, cor dos cabelos, pele, olhos, nacionalidade, formação educacional, religião, tatuagens ou não, piercings ou não, cidade, estado, país, preferências materiais, espirituais e sexuais. A ideia não é excluir, mas sim idealizar de acordo com seus sonhos. Na verdade, acho que foi assim que Deus criou a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo minha seleção avançada e dou um clique em "buscar". Dois segundos depois, descubro que o deus aqui criou centenas de mulheres ideais!!!! Estão todas ali, bem diante de meus incrédulos olhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;("Senhor, perdoai-me se crio as mulheres em Vosso lugar, mas isso é realmente demais!!!")&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho religião, meu blog é testemunha disso. Mas um milagre acaba de se realizar! São centenas de perfis de mulheres ideais! Creio que cheguei ao Nirvana ou a algum plano do gênero! Passo os olhos pela primeira página, curioso para analisar minhas criações. São dezenas de fotos logo de cara, mas nenhuma se parece com a Afrodite que havia acabado de construir com meu &lt;em&gt;mouse&lt;/em&gt; divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda página idem... cada perfil com sua beleza, mas nenhum se encaixa naquele que visualizei em meus cliques no banco de dados. Talvez tenha sido só empolgação de minha parte. Mas vamos lá... terceira página...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Terceira página... espere aí... há algo diferente nessa terceira página... há um brilho que me chama a atenção! Paro! Focalizo a imagem por alguns instantes e clico em "ver perfil". Pronto! Era a primeira vez que acessava a página dela! Leio sua apresentação e tudo aquilo que um integrante do super classificado emocional tem o direito de dizer. Surge um sentimento imediato em mim, à medida em que leio seu perfil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um instante... alto lá, cara pálida! É apenas uma foto e algumas poucas palavras. Que estória é essa de sentimento? Lógico que foi agradável o bate-papo que tiveram depois disso.... mas... mantenha a racionalidade!!! Troque alguns &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt;, mas não mencione sentimentos logo de cara! Lembre-se: você é um cara tímido!&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;De: Precipitado 39&lt;br /&gt;Para: Cautelosa 34&lt;br /&gt;Assunto: Senti sua falta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi, Cautelosa!&lt;br /&gt;Obrigado por sua mensagem, já estava sentindo falta de ler suas palavras. E quando digo que "senti falta", não foi apenas de suas palavras. Devo confessar que foi um pouco diferente... foi um sentimento de querer falar com você, de trocar ideias novamente... cheguei mesmo a sentir saudade! Já lhe disse que paguei um mês aqui só para ler suas mensagens iniciais, isso já não é mais novidade. E peço desculpas se minha sinceridade lhe incomodar de alguma forma... mas preciso dizer que não tenho esses sentimentos há muito tempo...&lt;br /&gt;Beijos, de seu fã top one :)&lt;br /&gt;Precipitado&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;Santo Deus!!!!! Você enlouqueceu, Precipitado????? Você conversou apenas UMA vez com ela, em UM único e ímpar bate-papo!!! E manda logo essa conversa de saudade??? O que Cautelosa irá responder?!? Se é que vai responder!...&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;De: Cautelosa 34&lt;br /&gt;Para: Precipitado 39&lt;br /&gt;Assunto: Re: Senti sua falta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi, Precipitado! Tudo bem?! Desculpe a demora na resposta, mas realmente durante a semana meu dia é uma loucura e não tenho tempo de nada que dure mais que 30 seg... rsrs... Uma gracinha a sua mensagem! Qualquer mulher ficaria lisonjeada com ela e eu não sou diferente! Você também demonstra ser uma pessoa muito interessante e merece tantos elogios quanto os seus para mim! Ainda teremos bastante tempo para conversar e descobrir exatamente em que realmente acreditamos... De qualquer forma quero que você tenha certeza de uma coisa: Uma amiga você já ganhou!! E isso, neste momento, é o mais importante para mim!&lt;br /&gt;Também sou sua fã!!&lt;br /&gt;Bjsss, Cautelosa&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;É... você se precipitou mesmo, Precipitado! E Cautelosa respondeu com cautela!! Pudera! Que outra atitude esperar desses dois pseudônimos? Mas tudo bem... foi um bom começo para um cara tímido. Bom começo mesmo, pois parece que foi superada uma barreira de longa data... talvez eu tenha mesmo desmontado uma couraça Reichiana, pois é um padrão de minha infância que foi desconstruído. Nunca havia sido tão direto numa abordagem ao sexo oposto! Talvez essa tenha sido a razão de nosso encontro... quebrar algumas barreiras de meu lado... bater um bom papo de outro... construir mais uma nova amizade. Vamos em frente, vou me conformar se não der certo com ela! Já vi que há outros perfis de acordo com o que eu e os deuses imaginamos. Só não entendo, ainda, por que a foto dela brilha tanto mais que as outras...&lt;br /&gt;----------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;: Precipitado 39 e Cautelosa 34 são nomes fictícios. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-8033501605551627176?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/8033501605551627176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=8033501605551627176&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/8033501605551627176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/8033501605551627176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/01/virtualidade-dos-sentimentos.html' title='A virtualidade dos sentimentos'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S2oRPmdRfjI/AAAAAAAAAP8/coaTftzoXp4/s72-c/61920.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-5754106063112429043</id><published>2010-01-30T20:17:00.031-02:00</published><updated>2010-02-01T16:15:48.378-02:00</updated><title type='text'>O céu para nadar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S2SuoxRhUVI/AAAAAAAAAPc/__2l3jqF3GQ/s1600-h/voando+no+sonho2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 251px; FLOAT: right; HEIGHT: 252px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432659065960485202" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S2SuoxRhUVI/AAAAAAAAAPc/__2l3jqF3GQ/s320/voando+no+sonho2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Dou um impulso em direção ao céu! Meu corpo decola facilmente! Tem inicio, mais uma vez, o voo tão esperado. Ganhar altitude não é difícil, pois me sinto à vontade na decolagem. Pareço, no entanto, uma criatura alada estranha, pois não bato asas e não mantenho a postura quase imóvel dos super-heróis. Ao contrário, saio nadando em pleno ar! Sim, estou voando! Mas, ao invés de bater asas, movimento os braços para nadar, como se estivesse em plena água. Sinto meu corpo transbordar de êxtase e felicidade, a sensação é indescritível! Conforme me afasto do solo, acelero o ritmo de braçadas e ganho velocidade. Estou no céu de minha cidade, praticando a surreal natação aérea. Domino a atmosfera com meu nado e não perco tempo! Aproveito para voar por locais familiares, passo pela escola de minha infância, pelos locais onde brincava, visito alguns jardins públicos onde costumava me divertir. Sem dificuldade, mudo o estilo em pleno ar, alternando entre costas, borboleta e peito, este último, minha especialidade. Não sei quanto tempo se passa, não há minutos onde estou. Contudo, aos poucos sinto que minha energia começa a se esvair. Volto ao nado livre para poupar meu voo, mas minha força continua a se esgotar. Procuro nadar, rapidamente, em direção a terra, tentando evitar a queda iminente. Apesar da pressa do retorno, a sensação continua sendo de prazer. Neste momento, abro os olhos e acordo! Seguem-se alguns segundos, até me localizar, novamente, em meu quarto. Saio do estado de confusão e entendo que meu sonho predileto ocorrera mais uma vez. Sinto-me um pouco assustado, é verdade. Mas, acima de tudo, sinto prazer, pois a natação aérea é meu esporte predileto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relato acima é um sonho recorrente em minha vida. Muita gente sonha que está voando, eu sei disso. Mas nunca procurei saber quantos sonham estar nadando em pleno ar. No meu caso, posso garantir que, acima de qualquer explicação psicológica, minha viagem onírica é reflexo da habilidade que desenvolvi desde criança. Como já comentei em outros textos, comecei a nadar muito cedo, mais precisamente aos quatro anos de idade. Mal havia dominado o ato de andar sobre duas pernas e lá estava meu corpo na água, ambiente que se tornou tão familiar quanto o terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadar não foi a única habilidade que desenvolvi nessas quase quatro décadas de vida. Também aprendi a reconhecer minha força física e minha capacidade emocional para superar treinos extenuantes e muitas, muitas dores mesmo. Não que controlar e suportar a dor seja algo muito positivo, mas é uma condição exigida de todo e qualquer atleta. Da mesma forma que aprimorei meu fenótipo, desenvolvi competências sociais, pois aprendi a ser e a conviver de múltiplas formas. Como integrante de uma equipe talentosa e diversa, fui exposto a inúmeras formas e situações de relacionamento, fui levado a exercer minha liderança e viajei muito, conhecendo novos lugares, hábitos e culturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas experiências positivas acabaram por definir minha carreira profissional. Sou um dos integrantes pioneiros da primeira turma do curso de Bacharelado em Esporte, da Universidade de São Paulo. Experiência acadêmica inédita à época, que atraiu pessoas que haviam respirado o esporte com o mesmo entusiamo e com a mesma paixão que eu. Foi nesse mundo acadêmico que encontrei minha vocação para a docência no ensino superior, a qual, por sua vez, permitiu-me estudar as inúmeras dimensões que compõem o universo onde sempre vivi. De nadador compulsivo, transformei-me em professor e pesquisador. Nessa trajetória, tive a grata oportunidade de trabalhar com portadores de deficiências, tentando ensinar natação àqueles que me ensinaram a viver quase sem limites. Também ensinei inúmeras crianças a ter o mesmo prazer que tive pela água. Fiz o mesmo com vários adultos, ensinando-os a superar medos que nunca tive, mostrando que somente se domina o mundo aquático com doces toques, nunca com agitação e desconfiança. Passei adiante aquilo que vivi em toda minha vida, acrescido da paixão que tenho pela arte de ensinar, quer seja na água ou numa sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que é por tudo isso que iniciei esse texto relatando um sonho do passado. O mundo aquático funde-se entre minha realidade e minha fantasia. Na verdade, tenho a impressão de que não parei de sonhar até hoje. Das primeiras braçadas em minha infância, passando pela carreira de atleta, até chegar à profissão que abracei, tudo passou pelo onipresente significado da natação e da água em minha vida. E não me importa se minhas lembranças são reais ou não em alguns momentos. O importante é que domino tão bem o mundo aquático, que chego a nadar em pleno ar. E se venci a força da gravidade com minhas braçadas, creio que nada mais é impossível nessa vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-5754106063112429043?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/5754106063112429043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=5754106063112429043&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/5754106063112429043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/5754106063112429043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/01/o-ceu-para-nadar.html' title='O céu para nadar'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S2SuoxRhUVI/AAAAAAAAAPc/__2l3jqF3GQ/s72-c/voando+no+sonho2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-7447023704690178347</id><published>2010-01-05T20:49:00.012-02:00</published><updated>2010-01-05T21:02:04.878-02:00</updated><title type='text'>Give peace "more" chances</title><content type='html'>Milhões de seres humanos pedem, todo final de ano, que haja mais paz no ano seguinte. Às vezes conseguimos acalmar nossas vidas, a vida de alguns próximos, mas muita gente desvia da paz de propósito. Estou na "batalha" por um mundo melhor, muita gente está e milhares de outros já estiveram. Uma hora a gente vence, tenho certeza disso! "Give peace a chance" é uma música que nunca nos deixará esquecer de nosso maior objetivo.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object style="WIDTH: 182px; HEIGHT: 83px" width="182" height="83"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iPIlh8I8ht0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/iPIlh8I8ht0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="420" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-7447023704690178347?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/7447023704690178347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=7447023704690178347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7447023704690178347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7447023704690178347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2010/01/give-peace-more-chances.html' title='Give peace &quot;more&quot; chances'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-3606722314084540418</id><published>2009-07-11T20:19:00.094-03:00</published><updated>2009-07-18T15:15:55.246-03:00</updated><title type='text'>20 Ave Marias e 10 Pai Nossos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SlpptuloQjI/AAAAAAAAAPI/VNghmBa_eEU/s1600-h/confessionario2.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 238px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SlpptuloQjI/AAAAAAAAAPI/VNghmBa_eEU/s320/confessionario2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357710941031514674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tinha nove anos quando me confessei pela primeira (e única) vez. Experiência marcante que ainda trago em minha memória, apesar de não ter feito qualquer sentido naquele momento de minha infância. O ano era 1979, justamente quando ingressei nas aulas de catecismo, as quais me levariam à Primeira Comunhão ao final de um ano de aprendizado. Todas as terças-feiras, no período da tarde, frequentava as aulas naquele seminário próximo de minha casa. Aulas dadas por uma Irmã muito simpática e gentil com as crianças, mas creio que um pouco deslocada em sua difícil missão. Apesar de toda a cordialidade daquela boa senhora, pouco me lembro do conteúdo de suas aulas.  Lembro-me sim - e muito bem - do pé de laranja que havia nos fundos do seminário. Era ali, naquele espaço da laranjeira, que eu e meus amigos de catecismo nos distraíamos antes das aulas. Também era nesse espaço que fazíamos nosso lanche do intervalo, algumas vezes consumindo as próprias laranjas do local. Creio que as aulas duravam duas horas, talvez um pouco mais... ou até menos. Como disse, minhas lembranças estão mais ligadas às brincadeiras do que propriamente ao que aprendi durante aquele período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha experiência no catecismo é um exemplo de aprendizado não significativo para uma criança. Talvez fosse o momento de vida errado, o conteúdo errado ou a pedagogia errada, é difícil saber o que estava mais torto naquele processo. O fato é que, para uma criança de nove anos, pouco importava saber quais eram os dez mandamentos, o nome dos apóstolos de Cristo ou o significado de sua crucificação e ressurreição. Em minha mente infantil, tudo isso soava como a estória da Branca de Neve, Pinóquio ou qualquer personagem de uma boa fábula. Achava tudo aquilo engraçado em alguns momentos, tinha medo das estórias religiosas em outros, mas eram exatamente os mesmos sentimentos que as bruxas, fadas, monstros e princesas me despertavam. Naquela época, meu objetivo maior era brincar, correr, pular e praticar todas as inquietudes que qualquer criança carrega dentro de si. Permanecer imóvel numa sala de aula parecia um castigo, não combinava com nossa energia infantil quase incontrolável. A Irmã-professora provavelmente sabia disso e fazia o possível para nos conter, mas essa tarefa só era atingida com muita, mas muita fé mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final daquele ano, poucos dias antes da cerimônia de nossa Primeira Comunhão, todas as crianças foram levadas para confessar seus pecados. Lembro-me de meus colegas sentados ao meu lado no banco da catedral, de onde partíamos para o confessionário quando chegava nossa fatídica vez. Aquele foi um momento de temor e muita apreensão para mim. Não compreendia bem o que estava fazendo ali e, conforme a fila andava e minha vez se aproximava, procurava em minha mente todo e qualquer pecado que pudesse corresponder às expectativas do padre. Na verdade, não sabia bem o que era pecado, mas tinha consciência de que eram coisas consideradas erradas, principalmente sob a ótica de meus pais. Lembro-me que listei, em minha mente amedrontada, coisas como "eu brigo com meu irmão", "brigo com minha irmã de vez em quando" e "já levei bronca de minha mãe e meu pai". Também receava que só aquilo fosse pouco, talvez precisasse encontrar ou inventar mais pecados para preencher o tempo durante a hora do julgamento. A fila andava e minha lista de pecados não crescia, por mais que eu levasse minha mente em direção ao inferno. Quando, finalmente, chegou minha vez, lancei-me como um réu pelo longo corredor da catedral, até me ver ajoelhado diante do confessionário. Não me lembro o que o padre me disse inicialmente, mas comecei a tagarelar os pecados que havia decorado minutos antes. Feliz ou infelizmente, somente saíram de minha boca os relatos sobre as brigas com meus irmãos e as broncas de meus pais. O santo senhor deve ter entrado em choque ao saber que o ambiente familiar era o meu preferido na hora de pecar, pois sua sentença foi dada sem vacilo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vinte Ave Marias e dez Pai Nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti bastante convicção nessas poucas palavras, aquele homem parecia mesmo conhecer o antídoto para redimir minha vida de sacrilégios. Sentença dada, voltei imediatamente ao meu lugar, ajoelhei-me e comecei a cumprir minha pena espiritual. Lembro-me de ainda ter dito um "obrigado" ao padre antes de deixar o confessionário, mas não sei porque fiz isso... muito provavelmente pelo medo de dizer somente um "tchau"... ou, talvez, por me sentir aliviado pelo fim daquela tortura. Não sei ao certo, o fato é que agradeci, levantei-me e não olhei para trás, pois não queria ver a vítima que vinha na sequência. Dei alguns passos e me prostrei de joelhos no banco da frente da catedral, olhando para a grande imagem do crucifixo que pendia do teto, ao mesmo tempo em que fazia força para não perder a conta das primeiras Ave Marias. Mas até nisso eu me perdi, chegou um momento em que não sabia mais se havia rezado oito, nove ou onze vezes... apenas permaneci ali, balbuciando algumas orações para fazer o tempo passar. Calculei que, se ficasse ajoelhado por um período razoável, todos saberiam que havia cumprido minha pena por completo. Não poderia sair dali muito rápido, apesar de ser essa minha única e maior vontade naquele instante. Procurei permanecer na catedral tempo suficiente para que qualquer pessoa rezasse as trinta orações. Quando achei que estava bom, levantei-me e fui embora, somente pensando na próxima brincadeira que me aguardava ao sair dali. Nunca soube se calculei bem ou mal o meu tempo de reza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro, ao certo, o que fiz quando cheguei em casa. Provavelmente briguei com meu irmão, pois essa era nossa atividade preferida naquela época. Também devo ter levado outras severas repreensões de minha mãe e de meu pai  naquele dia. Creio que, em apenas poucas horas após retornar de minha purificação, já havia pecado tudo aquilo que acabara de confessar... e mais um pouco ainda.  Porém, mal me dei conta disso, continuei com todas essas transgressões por muito tempo, tive muitas outras brigas com meus irmãos, muitas respostas atravessadas para meus pais e todas essas coisas típicas da infância e adolescência. Por sorte, já havia acabado a Primeira Comunhão e nunca mais retornei a um confessionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida religiosa começou assim e se estendeu apenas por mais alguns anos, até que abandonei, definitivamente, a igreja católica. Lancei-me, então, em busca do conhecimento proferido por outras religiões, doutrinas e crenças. Frequentei o Budismo, o Espiritismo, fui a centros de Umbanda, conheci médiuns, curandeiros, conversei com supostos espíritos e entidades incorporados, enfim, perigrinei em busca de novas respostas e aprendizados. Logicamente, encontrei prós e contras em todas e é difícil dizer se existe alguma melhor ou pior. Hoje em dia, sou apenas um espiritualista, não tenho e não sigo qualquer prática religiosa. Comunico-me com o mundo espiritual à  minha maneira, sem dogmas, sem confessionários, sem culpa e sem frequentar templos ou igrejas. Observo aquilo que considero equivocado em meu modo de ser e agir, tentando me corrigir da melhor maneira possível. Não faço disso um policiamento ferrenho, mas sim um processo de aprendizado para aprimorar meu crescimento pessoal e meu relacionamento com o próximo. Prefiro prosseguir assim, pois já paguei os meus pecados com as vinte Ave Marias e os dez Pai Nossos de minha impecável infância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-3606722314084540418?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/3606722314084540418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=3606722314084540418&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3606722314084540418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3606722314084540418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2009/07/20-ave-marias-e-10-pai-nossos.html' title='20 Ave Marias e 10 Pai Nossos'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SlpptuloQjI/AAAAAAAAAPI/VNghmBa_eEU/s72-c/confessionario2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-3625689431390882041</id><published>2009-07-09T19:23:00.001-03:00</published><updated>2009-07-10T07:59:49.200-03:00</updated><title type='text'>Desliguem o aquecedor</title><content type='html'>Eu sempre gostei muito de frio, sou uma dessas pessoas que se estimula com a chegada do inverno, um maníaco que trabalha e pensa melhor com temperaturas abaixo de 20ºC. Gosto do calor também, mas somente para passar alguns dias descontraídos de férias, pegar uma praia e pronto. Já tive a oportunidade de comparar as situações, pois morei e trabalhei no litoral, no interior, em algumas capitais e também no exterior. Se pudesse optar pela catástrofe do aquecimento ou do resfriamento global, certamente ficaria com a segunda opção. O pior é que, cada vez mais, as estatísticas e dados científicos indicam que vou passar calor... e não será pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SlZaz6o8C-I/AAAAAAAAAOw/s313ABg7dkc/s1600-h/julho09_f_017.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 398px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SlZaz6o8C-I/AAAAAAAAAOw/s313ABg7dkc/s320/julho09_f_017.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356568654764575714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essa foto foi divulgada pela imprensa mundial nos últimos dias &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e&lt;/span&gt; mostra o Pólo Ártico em dois momentos muito próximos. O lado esquerdo da imagem representa a região no ano de 2005; o lado direito, a mesmíssima região em 2008. A coloração branca das fotos refere-se às camadas de gelo de maior espessura (4 metros ou mais). As regiões em azul escuro referem-se à camadas de gelo mais finas (até 1 metro de espessura). Não é preciso ser especialista para analisar o tamanho do estrago em apenas três minguados anos. É como se olhássemos para alguma região da Amazônia e visualizássemos floresta de um lado, desmatamento de outro. No caso do Ártico, a branca e espessa camada de gelo está, literalmente, indo por água abaixo em virtude do aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei, recentemente, de uma cidade localizada no litoral do Paraná. Fui a trabalho, mas consegui caminhar pela praia durante um dia de folga. Melhor dizendo... caminhei pelo que restava de praia... e garanto que não era muito. Sei que não é possível estabelecer uma relação direta entre a cidade em que estava, o fenômeno do aquecimento global e a elevação do nível dos mares. Porém, não vejo explicação mais plausível para a cena que presenciei: poucos metros de areia para caminhar, ondas quase atingindo o calçadão e um desgaste da orla que não parece natural e nem possível recuperar em curto prazo de tempo. Logicamente, há praias na cidade onde tudo parece normal, mas isso começa a se configurar como miragem no deserto: a praia está ali, mas pode não estar se a degradação mundial continuar em ritmo acelerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou do time dos pessimistas, pelo contrário, sou daqueles que acreditam nas estratégias de mudança que vêm tomando forma desde fins do século XX. Como já mencionei em outros textos deste blog, atuo em ONGs e conheço muita gente que está na batalha em prol do meio ambiente e de causas sociais de todos os tipos. São pessoas incansáveis, que atuam tanto em empresas quanto em governos ou no terceiro setor. É um exército e tanto, espalhado por dezenas e dezenas de países, mas ainda pouco frente à dimensão do desgaste social e ambiental que ocorre em nosso mundo. Por enquanto, aqueles que tentam consertar o estrago nadam contra a corrente, mas vários efeitos positivos já são sentidos, como pode ser visto nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sites &lt;/span&gt;que deixo relacionados ao final desse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt;. Se lhe sobrar um tempo, caro leitor ou leitora, dê uma olhada em alguns deles e procure contribuir da forma como puder, seja com doações, trabalho voluntário ou divulgando informação entre amigos, família, associações ou qualquer movimento do qual participe. Vamos lá, ajude a desligar o aquecedor global... está ficando quente por aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Conservação Internacional - Brasi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;l&lt;/span&gt;: &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www.conservation.org.br/"&gt;http://www.conservation.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Greenpeace Brasil&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;: &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www.greenpeace.org/brasil/"&gt;http://www.greenpeace.org/brasil/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;WWF Brasil&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;: &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www.wwf.org.br/"&gt;http://www.wwf.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Instituto Sócioambiental&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;: &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www.socioambiental.org/"&gt;http://www.socioambiental.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Fundação SOS Mata Atlântica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;: &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www.sosmatatlantica.org.br/"&gt;http://www.sosmatatlantica.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Fundação Gaia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;: &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www.fgaia.org.br/"&gt;http://www.fgaia.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Conselho Nacional de Defesa Ambiental&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;: &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www.cnda.org.br/"&gt;http://www.cnda.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Fundação O Boticário:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://internet.boticario.com.br/portal/site/fundacao/"&gt;http://internet.boticario.com.br/portal/site/fundacao/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Imagem retirada de&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/album/julho09_album.jhtm?abrefoto=4#fotoNav=17"&gt;http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/album/julho09_album.jhtm?abrefoto=4#fotoNav=17&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-3625689431390882041?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/3625689431390882041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=3625689431390882041&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3625689431390882041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3625689431390882041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2009/07/desliguem-o-aquecedor.html' title='Desliguem o aquecedor'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SlZaz6o8C-I/AAAAAAAAAOw/s313ABg7dkc/s72-c/julho09_f_017.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-4138992456075225755</id><published>2009-06-19T15:49:00.030-03:00</published><updated>2009-06-25T22:55:00.075-03:00</updated><title type='text'>Lutemos contra a fome</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SjvvSrD3v-I/AAAAAAAAAOQ/g_7hco26Hho/s1600-h/a-fome-de-pdua.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 231px; height: 223px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SjvvSrD3v-I/AAAAAAAAAOQ/g_7hco26Hho/s320/a-fome-de-pdua.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349132086508240866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O dia 19 de junho acaba de entrar para a história carregando um dado estatístico aterrador: o número de famintos no mundo acaba de ultrapassar a marca de um bilhão de pessoas. A informação está no relatório sobre segurança alimentar recém lançado pela FAO - Setor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. Em comparação ao ano de 2008, mais de 100 milhões de pessoas entraram ou entrarão para o grupo de famintos em 2009. Significa que 1/6 da humanidade não terá calorias suficientes para viver um dia sequer com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas postagens deste blog, relatei como percebia e sentia os efeitos da desigualdade social em minha própria vida. Não foram poucas as vezes em que cheguei a me deprimir ao encarar notícias como a de hoje, afinal, os números negativos são sempre grandiosos demais. A sensação de impotência diante de um quadro assim é frequente, mas hoje não escreverei palavras de lamentação, como fiz em textos passados. Hoje vou propor e dar dicas sobre como ingressar na luta para minimizar os efeitos dessa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro passo: mexa-se! Eu, você e milhares de pessoas temos condições de contribuir com organizações sociais que combatem a fome, a miséria e a desigualdade social. Não é necessário contribuir somente com doações financeiras, apesar da inegável ajuda que isso representa. Também é possível auxiliar com trabalho voluntário, doações de recursos materiais, ou mesmo convocando a família, parentes e amigos para colaborarem nessa batalha. Não importa a via pela qual chegue nossa contribuição, garanto que qualquer ONG, grupo ou movimento social dará as boas vindas à ajuda que viermos a oferecer. Se você não sabe por onde começar, procure a Secretaria de Assistência Social de seu município, vá à prefeitura, visite igrejas, informe-se sobre movimentos sociais e religiosos que auxiliam pessoas em situação de risco. Procure, também, a Ação da Cidadania de seu município, é provável que você encontre pessoas ligadas a esse movimento, concebido pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Tenho vários amigos que trabalham na Ação da Cidadania em minha cidade e todos são incansáveis batalhadores, sempre dispostos a fazer mais pelo próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que todas essas ações são emergenciais e não solucionam a questão da desigualdade social da forma como gostaríamos. A real luta contra as discrepâncias sociais requer uma mudança estrutural em nossa sociedade, uma mudança que transforme nossos atuais valores, nosso senso de ética, de responsabilidade e de cidadania. Requer, ainda, que pressionemos o poder público, empresas e organizações sociais em direção a um modelo de desenvolvimento socialmente justo. Isso tudo já começou a acontecer, conheço inúmeras pessoas e organizações que lutam por um mundo melhor. Mas, como dizia Betinho, "quem tem fome, tem pressa", e esses não estão dispostos a esperar pela revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------&lt;br /&gt;Alguns &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sites&lt;/span&gt; da Ação da Cidadania:&lt;a href="http://www.acaodacidadania.com.br/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.acaodacidadania.com.br/"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;www.acaodacidadania.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 51, 255);" href="http://www.acaodacidadania.org.br/"&gt;www.acaodacidadania.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 51, 255);" href="http://www.acaodacidadaniasalvador.com.br/"&gt;www.acaodacidadaniasalvador.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sites&lt;/span&gt; recomendados por Norton Tavares, autor de um dos comentários desse post:&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 51, 255);" href="http://www.blogemacao.com"&gt;www.blogemacao.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 51, 255);" href="http://www.youtube.com/acaodacidadania"&gt;www.youtube.com/acaodacidadania&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 102, 204);" href="http://www.twitter.com/acaodacidadania"&gt;www.twitter.com/acaodacidadania&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia completa no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;site &lt;/span&gt;da FAO:&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 51, 255);" href="https://www.fao.org.br/vernoticias.asp?id_noticia=814"&gt;https://www.fao.org.br/vernoticias.asp?id_noticia=814&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-4138992456075225755?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/4138992456075225755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=4138992456075225755&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/4138992456075225755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/4138992456075225755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2009/06/um-bilhao-de-famintos.html' title='Lutemos contra a fome'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SjvvSrD3v-I/AAAAAAAAAOQ/g_7hco26Hho/s72-c/a-fome-de-pdua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-5111442324379761762</id><published>2009-06-12T11:26:00.007-03:00</published><updated>2009-07-15T21:13:51.947-03:00</updated><title type='text'>Tocando em Frente</title><content type='html'>Essa canção já é antiga, mas traduz muito de meu momento de vida atual. A composição é de Almir Sater e Renato Teixeira, dois grandes nomes da música brasileira. O vídeo tem boas imagens, a melodia é belíssima e a letra idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Pxc6u_3oyN0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Pxc6u_3oyN0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-5111442324379761762?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/5111442324379761762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=5111442324379761762&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/5111442324379761762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/5111442324379761762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2009/06/tocando-em-frente.html' title='Tocando em Frente'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-4875058825560931583</id><published>2009-06-08T21:45:00.050-03:00</published><updated>2009-06-09T16:36:20.976-03:00</updated><title type='text'>Recue... e salte ainda mais longe!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/Si3IvCZkHlI/AAAAAAAAAN4/esnXdjqxms4/s1600-h/salto2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 234px; height: 158px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/Si3IvCZkHlI/AAAAAAAAAN4/esnXdjqxms4/s320/salto2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345149043182149202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É comum ouvirmos que recuar diante de uma situação é sinal de temeridade. Palavras como persistência, coragem e resiliência são sempre evocadas em livros e palestras de auto-ajuda, todas indicando o caminho da perseverança como o mais nobre a ser seguido frente às dificuldades. Não é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode soar estranho, mas o ato de recuar faz todo sentido quando se está consciente da razão do recuo. Nesse caso, recuar é, acima de tudo, um sinal de preparação, um ato calculado para produzir a energia de um salto ainda maior do que imaginávamos. Recuar significa acreditar no próprio potencial, reconhecendo que alguns passos atrás são fundamentais para transpor qualquer obstáculo sem tocá-lo. Recuar é sinônimo de coragem, não tenho mais qualquer dúvida sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De algum tempo para cá, meus textos parecem ter saído de um livro de auto-ajuda. Já escrevi, por exemplo, sobre a importância de celebrarmos cada segundo de vida, algo que passei a fazer mais intensamente nos últimos anos. Também rabisquei algo sobre a tal da resiliência, sobre o altruísmo e a determinação. Não são palavras vazias, mas sim reflexões, atitudes e desabafos reais do que vivo, penso e sinto. Só não havia incluído a habilidade do recuo como um valor que se soma a esse rol. Pois agora vejo que é justamente isso que tenho feito nos últimos dois anos. Recuei em virtude da dor física, da dor emocional, do medo, recuei por inúmeros motivos. Mas enquanto recuava, crescia meu desejo de dar um salto gigantesco. Sentia isso intensamente, sentia a vontade e a força para saltar, mas as amarras ao meu redor mostravam que faltava algo. Faltava, justamente, adquirir mais impulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse passado recente de minha vida, lutei incontáveis vezes para avançar nas situações que me desafiavam. Porém, não estava clara a necessidade de ganhar distância para ultrapassar ileso a barreira que mirava. Agora faz sentido o que antes via como paradoxal, pois era real a sensação de que me afastava de meus objetivos. Nesse instante, visualizo esse afastamento como uma preparação e sinto meus músculos, meu coração e meu espírito prontos para o salto. Desconheço o momento em que partirei na desafiadora corrida que há tanto aguardo. Mas isso não mais importa, pois meu recuo gerou a distância necessária para os vitais impulsos que darei em minha vida daqui por diante. Que venham os obstáculos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Grato ao Wlad pelo papo que me inspirou a escrever esse texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-4875058825560931583?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/4875058825560931583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=4875058825560931583&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/4875058825560931583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/4875058825560931583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2009/06/recue-e-salte-ainda-mais-longe.html' title='Recue... e salte ainda mais longe!'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/Si3IvCZkHlI/AAAAAAAAAN4/esnXdjqxms4/s72-c/salto2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-5307692404255760996</id><published>2009-06-07T09:54:00.002-03:00</published><updated>2009-06-21T18:22:48.842-03:00</updated><title type='text'>Guerreiros sem Armas</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(33, 88, 104);"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Iniciar uma guerra pode ser muito positivo, caso seja ao estilo do Programa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Guerreiros sem Armas&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;.  Criado pelo &lt;/span&gt;&lt;strong style="font-weight: normal; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Instituto Elos – Brasil&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;, esse Programa  "empreende ações para que as pessoas recuperem sua capacidade de sonhar e, com isso, a própria vontade de realizar seus sonhos junto com o outro. Atua em populações urbanas e tradicionais do litoral paulista sob alto risco social e ambiental, trabalhando com jovens empreendedores sociais de quatro continentes". O vídeo é um bom exemplo de cidadania e de como atuar, de forma integrada e participativa, junto à comunidades socialmente vulneráveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WoEaewZxIl0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WoEaewZxIl0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-5307692404255760996?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/5307692404255760996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=5307692404255760996&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/5307692404255760996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/5307692404255760996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2009/06/guerreiros-sem-armas.html' title='Guerreiros sem Armas'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-7964398244322226257</id><published>2009-02-16T12:26:00.003-03:00</published><updated>2009-02-16T19:14:10.656-03:00</updated><title type='text'>A história das coisas - The story of stuff</title><content type='html'>Este vídeo é uma criativa e elucidativa aula sobre desenvolvimento sustentável. Vale a pena assistir até o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3412294239230716755&amp;hl=en&amp;fs=true" style="width:400px;height:326px" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" type="application/x-shockwave-flash"&gt; &lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-7964398244322226257?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/7964398244322226257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=7964398244322226257&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7964398244322226257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7964398244322226257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2009/02/blog-post_16.html' title='A história das coisas - The story of stuff'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-3093888373376650366</id><published>2009-02-15T23:08:00.006-03:00</published><updated>2009-02-16T19:18:00.444-03:00</updated><title type='text'>Discurso de uma pequena heroína</title><content type='html'>O vídeo abaixo traz um discurso histórico proferido durante a Eco-92, Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, ocorrida no Rio de Janeiro. É um discurso de muita coragem, principalmente porque vem de uma pequena garota que, definitivamente, deixou sua marca na luta por um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mAedbD2pIwY&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mAedbD2pIwY&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-3093888373376650366?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/3093888373376650366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=3093888373376650366&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3093888373376650366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/3093888373376650366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title='Discurso de uma pequena heroína'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-2831728106323451120</id><published>2008-12-18T01:10:00.021-02:00</published><updated>2009-05-07T21:01:09.732-03:00</updated><title type='text'>Um blog blue</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SUmPEPt8_oI/AAAAAAAAALg/bEqEMky8oMg/s1600-h/azul.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280909341170138754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 241px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SUmPEPt8_oI/AAAAAAAAALg/bEqEMky8oMg/s320/azul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A cor azul deste blog não representa apenas meu gosto pessoal. Já editei essas cores várias vezes, experimentei diversos&lt;em&gt; templates&lt;/em&gt;, mas sempre volto aos tons de azul. Talvez seja um pouco de exagero, pois mal dá para distinguir entre as cores das caixas de texto e o tom externo que as envolve. Como disse, não é apenas questão de gosto, mas um símbolo de minha própria existência. Esse azul todo representa a água, ambiente onde passei boa parte de minha vida e que foi fundamental para determinar quem sou, quem fui e quem serei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estabeleci, desde muito cedo, uma relação de amor e confiança com o mundo azul. Tive minhas primeiras aulas de natação aos 4 anos de idade, nas piscinas mágicas de minha terra natal. Digo mágicas porque foram nessas piscinas que o feitiço foi lançado sobre mim. O contato com água sempre me encantou, numa espécie de magia que também se transferiu para outras piscinas, para lagos, rios e mares. É um feitiço deveras forte, pois se renova todas as vezes em que mergulho no mundo azul. Onde quer que esteja ou vá, sempre procuro me manter próximo a essa magia. É algo vital para mim, pois mantém meu astral em alta, meu humor em dia e minha saúde física e mental. Foram inúmeras as vezes em que organizei idéias e projetos enquanto nadava. Foram muitos os momentos em que superei minhas ansiedades e medos enquanto deslizava pela suave superfície aquática. Foram incontáveis as vezes em que fortaleci minha esperança, coragem e determinação no mundo azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As habilidades que desenvolvi nadando também influenciaram o modo como encaro a vida. Aprendi a inspirar de forma diferente, mais forte e mais intensamente, pois somente assim é possível entregar o oxigênio que cada célula demanda durante o esforço. É essa mesma inspiração que utilizo para oxigenar minha &lt;span style="color:#000000;"&gt;vida,&lt;/span&gt; traçar meu planos e desenhar meu futuro. Também aprendi a conviver com a dor dos treinamentos e a mobilizar forças quase inexistentes para encarar momentos de desafio. São essas mesmas capacidades que tenho utilizado para superar situações árduas que enfrento há mais de dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse, o mundo azul me fez como sou, alegrou minha infância, motivou minha juventude, deu-me forças na vida adulta. Aliás, foi olhando tanto azul que aprendi a enxergar a beleza das outras cores que compõem nosso mundo. Parece simples, mas nem sempre é fácil conviver ou dialogar com pessoas que interpretam a existência através de outras tonalidades. Esforço-me para compreender as diferenças de cada ser humano, mas é o divino azul que me guia no diálogo com as demais divinas cores que cruzam meu caminho. É assim que fluo, que me relaciono e que vivo cada precioso segundo de minha existência. Esse é meu mundo azul, minha vida azul, talvez minha alma azul. Foi por isso que criei um blog com esses tons, um blog &lt;em&gt;blue&lt;/em&gt;, pois somente aqui caberiam as palavras que dão cor à minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-2831728106323451120?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/2831728106323451120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=2831728106323451120&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/2831728106323451120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/2831728106323451120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2008/12/um-blog-blue.html' title='Um blog blue'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SUmPEPt8_oI/AAAAAAAAALg/bEqEMky8oMg/s72-c/azul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-7956693419152980968</id><published>2008-11-27T19:32:00.025-02:00</published><updated>2009-05-07T21:29:35.244-03:00</updated><title type='text'>Mangueiras e Mangas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SS8KvobtDLI/AAAAAAAAALY/2ux5DVEYgXI/s1600-h/mangueira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273445502097886386" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 223px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SS8KvobtDLI/AAAAAAAAALY/2ux5DVEYgXI/s320/mangueira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Semanas atrás me envolvi num debate interessante sobre Educação. Foi numa das listas virtuais da qual participo, onde há internautas bem ativos e sempre dispostos a encarar uma boa discussão. Todos ali são educadores de longa data, cada um com suas conquistas e cicatrizes acumuladas durante anos de batalha. Lá pelas tantas, as críticas passaram a orientar o rumo das conversas. E mesmo com a qualidade dos debatedores, as críticas adquiriram tons pessimistas, deixando expostas as feridas da área, ao invés de incentivar avanços na frente de batalha. Eu sei, eu sei... quando se trata do tema Educação, às vezes é difícil incluir o otimismo na conversa. Mas o pessimismo pouco ou nada ajuda, a não ser a alastrar o desânimo entre aqueles que estão no &lt;em&gt;front. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acompanhei os debates durante alguns dias, até que alguém comparou um projeto educacional à uma mangueira, tentando metaforizar as qualidades da Educação através dos dons que essa árvore carrega. Dons como beleza, sabor, força e capacidade de nutrir pessoas. Imediatamente, outro alguém surgiu para dizer que só visualizava as mangas que apodreciam com rapidez, sugerindo que o mesmo poderia ocorrer com aquele projeto. Lógico que cabiam críticas na discussão, mas as palavras eram apenas de descrédito, mais nada. Foi aí que decidi intervir, pois minha alergia a pessimismo me obriga a falar nesses momentos, é algo completamente impulsivo. Havia acabado de ler o projeto quando iniciei minha intervenção. E ao final da leitura, minha visão também era de uma bela mangueira, com todos os simbolismos positivos que essa árvore carrega. O documento que tinha em mãos propunha soluções fundamentais para a Educação, já tão enfraquecida por aqueles que insistem em focalizar apenas a manga sasonal, não a árvore perene. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu contraponto partiu de minha experiência pessoal. Tive a oportunidade de trabalhar cinco anos junto à uma &lt;span style="color:#000000;"&gt;organização &lt;/span&gt;que desenvolvia projetos baseados em potenciais comunitários. Olhávamos para situações aparentemente complicadas buscando o que havia de melhor naqueles ambientes: lideranças, idéias, iniciativas, cooperação e pessoas com inúmeros dons. Enxergávamos soluções onde a maioria somente apontava problemas. E sempre encontrávamos formas de transformar o cenário em questão, fosse com o auxílio dos potenciais existentes no setor público, privado ou terceiro setor, independente de partido, religião ou qualquer outro rótulo. Não havia espaço para pessimismo, derrotismo, lamentação e arrependimentos. Aceitávamos críticas se viessem acompanhadas por propostas de solução. E tentávamos... uma, duas, três ou quantas vezes fossem necessárias. Sempre era possível fazer algo mais e sempre chegamos em soluções. Plantamos várias mangueiras, sem dúvida nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após usar a lente dos potenciais por mais de cinco anos, tornou-se difícil, para mim, lidar com a miopia não corrigida de muitos pessimistas. Ainda vejo pessoas e organizações trilhando esse caminho, apenas apontando erros, necessidades e problemas. Lamentam, reclamam e criticam, raramente contribuindo para a melhoria do cenário. Se a Educação não chegou onde gostaríamos, é porque devemos fazer mais, propor mais, mobilizar mais, brigar mais, tentar mais. Não é batalha para apenas uma geração, por isso temos que deixar um legado positivo para aqueles que estão por vir. Nossas atitudes serão a base de inspiração para futuros educadores, seja para o bem ou para o mal. Diante dessa responsabilidade, não podemos esquecer que somos o cerne da mangueira, jamais a manga podre onde muitos tropeçam diariamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;---------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; organização junto à qual atuei foi o IDIS - Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.idis.org.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;www.idis.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-7956693419152980968?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/7956693419152980968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=7956693419152980968&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7956693419152980968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7956693419152980968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2008/10/mangueiras-e-mangas.html' title='Mangueiras e Mangas'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SS8KvobtDLI/AAAAAAAAALY/2ux5DVEYgXI/s72-c/mangueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-7350518117460382668</id><published>2008-11-09T23:56:00.036-02:00</published><updated>2009-05-07T21:24:25.807-03:00</updated><title type='text'>Resiliência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SUramlFxe_I/AAAAAAAAAMQ/gYAAHfKxoY4/s1600-h/resiliencia+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281273869371538418" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SUramlFxe_I/AAAAAAAAAMQ/gYAAHfKxoY4/s320/resiliencia+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Kris Carr é uma jovem atriz americana. Tem 37 anos, é bonita, inteligente, sexy e super alto astral. Faz documentários interessantes, incentiva hábitos saudáveis de vida, luta por causas sociais, ambientais e culturais. É casada, vive feliz com seu marido, pratica yoga e também é vegetariana. É conhecida em boa parte do mundo, mantém um blog visitadíssimo, possui um &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; idem e lançou um livro que virou referência de luta para milhares de pessoas. É uma grande mulher, sem dúvida, do tipo que todo homem gostaria de ter ao seu lado. Ah... já ia me esquecendo de dizer... que cabeça a minha!... Kris tem um câncer incurável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para muita gente, o início do parágrafo anterior não combina com a setença de morte em seu final. Parece que há algo errado na estória, que juventude, beleza, inteligência e sucesso não combinam com doença. Soa como algo injusto, fora de tempo, inoportuno. Kris Carr também viu assim no início, mais precisamente no ano de 2003, quando foi diagnosticada com um tipo incurável de câncer no fígado. O susto é regra nesses momentos e a reação negativa inicial também... afinal, que estória é essa de tirarem minha vida tão cedo? Talvez Kris não tenha encontrado resposta para essa pergunta, mas certamente descobriu que possui um talento especial, tão especial que até o nome é estranho: &lt;strong&gt;resiliência.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inicialmente formulado como um conceito da Física, o termo resiliência é pouco conhecido fora do mundo acadêmico. Na verdade, é um conceito ainda novo para a maioria das ciências. Fisicamente definindo-o, é a propriedade que alguns materiais possuem de voltarem ao estado normal após submetidos à máxima pressão. Tomado como empréstimo por áreas como Psicologia e Administração, o termo tem sido utilizado para definir um determinado tipo de comportamento humano, além de explicar alguns processos da área administrativa. Em geral, significa a capacidade que pessoas e organizações possuem para lidar com problemas de forma pró-ativa, superando dificuldades aparentemente sem solução, sem se deixarem abater, sem culparem ninguém por isso e - principalmente - acreditando sempre que vencerão o obstáculo que encaram. Para alguns estudiosos, resiliência é algo inato ao ser humano, mas que nem todos desenvolvem ou não têm a chance de desenvolver. É uma virtude, sem dúvida, e pode ser praticada cotidianamente, pacientemente, forjando a personalidade humana para resistir às mais diferentes adversidades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A primeira vez que ouvi a palavra resiliência foi em 2000, num curso sobre organizações não-governamentais. Aquela aula ficou em minha memória, pois me lembro do professor, lembro-me da classe, dos colegas, lembro-me das ONGs sendo classificadas como especialmente resilientes em seus combates incansáveis pelas causas sociais e ambientais. Organizações resilientes por suas lutas contra a fome, a desigualdade social, pelos direitos humanos, pela proteção à natureza. Fazem isso com escassos recursos, com a disposição inabalável de seus líderes e voluntários, com a solidez dos ideais que as sustentam. Sempre trabalhei em ONGs e entendi muito bem o significado prático do novo conceito apresentado naquela distante aula. Sabia o que representava aquilo no dia-a-dia de uma organização, mas não imaginei que também teria que aplicar a resiliência em minha própria vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje compreendo exatamente o que essa virtude significa. Entendo e sinto na alma estórias como a de Kris Carr, creio que sinto como se fossem minha própria estória, como uma estrada pela qual já passei. Posso dizer que é uma estrada estranha, às vezes difícil de percorrer. Mas quando se anda por ela, aprende-se a seguir em frente sem exitar no passo, sem lamentar o passado, sem temer o futuro. Aprende-se, especialmente, a exercitar a coragem a cada metro percorrido. Os quilômetros que nela viajei ajudaram-me a praticar a perseverança, a serenidade, a engraxar e lustrar meu bom humor a cada dia. Presto mais atenção no presente, nas pessoas, em cada cena que o mundo põe em minha frente. Meu próprio coração bate diferente hoje em dia, às vezes sem ritmo, mas isso pouco importa. Meu olhar mudou, minha percepção de mundo não é mais a mesma e tudo isso só me trouxe vantagens. Procuro mostrar isso para outras pessoas, tento alertar aquelas que ainda não encontraram sua própria resiliência. E sou feliz porque me foram dadas condições adequadas de luta, não me faltam ferramentas para mudar aquilo que preciso mudar em mim e aquilo que pretendo mudar no mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se pudesse lhe dar um conselho, diria para desenvolver sua resiliência o mais rápido possível! Se ainda não a encontrou, procure-a, garanto que ela está aí dentro. Só me prometa uma coisa: não espere que uma situação mais desafiadora a desperte. Encontre-a agora, nesse instante! Ela possibilitará que você ajude a si mesmo, que ajude o próximo, que ajude o mundo, que semeie esperança onde quer que vá. Encare sua luta, firme esse passo e levante esse olhar! Se fizer isso, vai beneficiar muita gente, a começar por você!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;----------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Notas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. Contrariando todas as previsões, Kris Carr está viva cinco anos após o diagnóstico de câncer. É um caso que vem desafiando a medicina tradicional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2. Site de Kris Carr: &lt;a href="http://www.crazysexycancer.com/"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http://www.crazysexycancer.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;3. Blog: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://crazysexycancer.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;://crazysexycancer.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-7350518117460382668?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/7350518117460382668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=7350518117460382668&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7350518117460382668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7350518117460382668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2008/11/resilincia.html' title='Resiliência'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SUramlFxe_I/AAAAAAAAAMQ/gYAAHfKxoY4/s72-c/resiliencia+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-8946512862575696755</id><published>2008-11-04T22:45:00.003-02:00</published><updated>2008-11-25T22:33:47.919-02:00</updated><title type='text'>OBAMA!!!!!!!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SSyY3_GjHlI/AAAAAAAAALI/t0MDDY9KD6c/s1600-h/img05.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272757351343136338" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 186px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SSyY3_GjHlI/AAAAAAAAALI/t0MDDY9KD6c/s320/img05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;OBAMA VENCEU!!!!!!!!!!!!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Certa vez escrevi uma postagem contra o agora ex-presidente Bush. Foi uma das primeiras desse blog. Lembro-me que me causava enjôo ver tanta gente hipócrita à frente da maior potência mundial. Agora Barack Obama acaba de ser eleito presidente dos Estados Unidos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estou cá nesse momento, tá a maior festa na rua, vejo pessoas felizes, um monte de gente chorando, se abraçando, pondo pra fora oito anos de mentiras, manipulações, guerras e opressão. Vejo pessoas celebrando a esperança de ter um líder que agora fala sobre paz, cooperação, entendimento, compreensão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Creio que o mundo todo aguardava por isso. Sei que Obama não é a solução, é um ser humano que falha como qualquer outro. Mas é um líder que inspira confiança e que promete trazer novos ares para um país que merecia tanto. Vou pra festa, isso sim!!!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-8946512862575696755?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/8946512862575696755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=8946512862575696755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/8946512862575696755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/8946512862575696755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2008/11/obama.html' title='OBAMA!!!!!!!!!!'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SSyY3_GjHlI/AAAAAAAAALI/t0MDDY9KD6c/s72-c/img05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-1111651417624803624</id><published>2008-10-10T00:36:00.022-03:00</published><updated>2009-01-27T17:37:01.726-02:00</updated><title type='text'>Palavras de Marina</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SO78jooiTFI/AAAAAAAAAF4/BOT_FszUkiI/s1600-h/palavras+de+marina.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255415504321006674" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px" height="282" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SO78jooiTFI/AAAAAAAAAF4/BOT_FszUkiI/s320/palavras+de+marina.bmp" width="300" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O texto abaixo não é meu, mas essas sinceras e doces palavras fizeram a diferença em meu dia. O texto é de Marina, uma pessoa querida que não encontro há muito tempo, mas que posso sentir em cada frase que foi escrita. Foi como se eu recebesse as palavras de suas próprias mãos...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Palavras de Marina&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pareço idiota... aos olhos superficiais e inquietos... mas só pareço. Acredito na paciência e na serenidade... acredito no amor... me emociono com as coisas belas da vida, da natureza... não perco a oportunidade de dar um sorriso sincero.... ou de deixar cair as lágrimas que afogam meu coração... Não acredito na felicidade que a maior parte das pessoas buscam... uma boa balada, muita grana, alguém para passar a noite.... Acredito que nós somos perfeitamente capazes de construir e sustentar a felicidade nas nossas vidas, com um pouco de maturidade para fazer as escolhas certas, bom humor para passar as horas difíceis... Hoje o que mais me faz feliz é o sorriso das minhas sobrinhas, o carinho sincero dos meus alunos, a companhia de amigos-irmãos tão fiéis que tem me ensinado tanto a amar mais e mais, a certeza de que eu estou amadurecendo meu espírito na busca de uma felicidade verdadeira, e não ilusória. Ainda busco um amor que consiga manter-se assim, acredito e confio a minha vida a Deus, que conhece meu coração mais do que eu mesma e sabe o que eu preciso, mereço e posso. Sei que tem me libertado de relações doentes que o meu coração quis teimar e persistir, por carinho e compreensão, paciência e vontade... nem sempre as pessoas entendem tudo isso... por isso iniciei dizendo que aos olhos dos outros eu posso, muitas vezes parecer sim uma tonta, às vezes até eu mesma me cobro por ser assim... calma... eu só sei que eu não quero sentir raiva... não quero sentir raiva de ex, nem de chefe, nem de ninguem... embora as vezes seja difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que é certo ou errado, pois muitas vezes eu mesma me pego errada.... na verdade a linha entre minhas qualidades e tantos defeitos é por vezes tão tênue, tão discreta que frequentemente sinto dificuldade em percebê-la... Semana passada um homem (que tinha acabado de conhecer) olhou dentro dos meus olhos e me disse... -Poucos amam como você. E me emocionei porque nós nem haviamos conversado... mas ele enxergou a minha alma... E eu pergunto... O que é certo? Amar verdadeiramente ou não? O que todos nós buscamos tanto e sabotamos tanto simultaneamente? É como dar braçadas e braçadas e não conseguir sair do lugar, das duas formas, da primeira não somos compreendidos, da segunda nós mesmos não nos compreendemos. Só sei que desejo a todos que possam sentir um pouco dessa forma bonita de amar e valorizar as coisas, os momentos e as pessoas que cruzam nossos caminhos. Sigo então alegremente os meus dias, percebo a cada dia que não tenho motivo algum de que reclamar... pois como diz um amigo meu..."O riso é o combustível da alma, nos faz palpitantes e acima de tudo nos traz a calma". Eis que a minha alegria tem-me mantido calma diante de cada desafio que me é apresentado nessa vida. E se tiver algum valor.... pegue para você que se deu o trabalho de ler esse imenso desabafo o meu mais sincero desejo de que você possa se conhecer e ser verdadeiramente feliz! Muito, muito obrigada aos que puderam compreender minhas palavras... sinto muito aos que não puderam. Deus nos abençoe! Amém!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-1111651417624803624?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/1111651417624803624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=1111651417624803624&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/1111651417624803624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/1111651417624803624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2008/10/palavras-de-marina.html' title='Palavras de Marina'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/SO78jooiTFI/AAAAAAAAAF4/BOT_FszUkiI/s72-c/palavras+de+marina.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-7514121545517214196</id><published>2008-06-07T23:08:00.014-03:00</published><updated>2008-07-12T15:46:36.480-03:00</updated><title type='text'>Espiritualidade sem religião</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_VvIkuHnGuBM/SEs9YmWrH4I/AAAAAAAAAA4/1Z81swEFbEg/s1600-h/religioes1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209324886805913474" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px" height="313" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_VvIkuHnGuBM/SEs9YmWrH4I/AAAAAAAAAA4/1Z81swEFbEg/s320/religioes1.jpg" width="325" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "Não preciso de religião para exercer minha espiritualidade". Frase dita por um amigo, numa dessas conversas despretensiosas no café da faculdade. Parece simples quando se diz, mas há algo nessa frase que muita gente parece não ter compreendido: não é necessário ser adepto de certa religião para se ter fé ou se relacionar com Deus, com Jesus, Buda, Alá, Maomé, Ogun ou qualquer outro ser divino. Tão pouco é necessário freqüentar igrejas, catedrais, templos, centros e terreiros para exercitarmos nossa espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Independente de qualquer religião, pode-se praticar a fé em casa, no trabalho, na rua, na balada, no cinema, com a pessoa que se ama, com as pessoas que não amamos, com os animais, com a natureza, enfim, em qualquer tempo e lugar. Também não é necessário crer em apenas uma só tradição para por em prática toda essa fé. Afinal, nenhum dos grandes mestres é propriedade desta ou daquela vertente religiosa. Jesus Cristo, por exemplo, não fundou uma religião ou filosofia. Apenas transmitiu uma mensagem de amor entre os seres humanos. Como a galera não estava muito bem preparada para entendê-lo, crucificaram nosso amigo para, depois, fundar religiões em seu nome. Já o Budismo nasceu a partir dos ensinamentos de Sidarta Gautama, mas imagino que o ex-príncipe também não pretendia dar à luz a uma religião dogmática. Nem isso queria Lao Tse, responsável pelas linhas que compõem o Tao Te Ching, a "bíblia" do Taoísmo. O mesmo serve para Confúcio, um brilhante filósofo, que nunca procurou impor suas reflexões de forma ortodoxa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não pretendo, em poucas linhas, negar a importância das religiões. Logicamente, há ótimos ensinamentos e práticas em todas elas, além de muitos movimentos e grupos religiosos que lutam pela dignidade da vida em todos os sentidos. Da mesma forma, não há como ignorar o lado obscuro de cada religião, onde todas desviam de seus propósitos e percorrem becos completamente sem saída, como a enganação, a exploração financeira e a doutrinação cega.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida sem religião parece impossível para a humanidade. O que faríamos com as catedrais, igrejas e templos se concluíssemos que esses lugares não são essenciais para o exercício da fé? O que faríamos com os líderes espirituais se compreendêssemos que cada um de nós possui uma liderança espiritual inata? O que faríamos com todos os santos e santas se vislumbrássemos que já nos foi dado todo o poder divino para enfrentarmos nossos problemas? Como viveria o ser humano se compreendesse que Deus é exatamente o mesmo para todas as religiões? E se concebêssemos Deus de forma diferente da habitual? É razoável supor que Ele não seja aquela manjada caricatura do senhor grisalho e barbudo. Talvez seja mulher, talvez seja negro, talvez oriental, quem sabe uma índia, um hippie, baixinho, alto, gordo, magro. Pode ser tudo isso ao mesmo tempo, pode não ser nada disso, pode ser energia pura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Normalmente, as pessoas desconversam quando toco nesse assunto. Tudo bem, sei que não é fácil discutir crenças tão enraizadas. Mas continuo torcendo para que cada pessoa passe a buscar sua fé não somente nas igrejas, nos templos, nas imagens ou nos crucifixos. Torço para que cada um sinta a espiritualidade pulsando dentro de si e perceba que também possui um poder divino. A partir desse momento, a religião não será tão necessária. Para ser sincero, creio que muita coisa melhoraria com isso... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-7514121545517214196?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/7514121545517214196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=7514121545517214196&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7514121545517214196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/7514121545517214196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2008/01/espiritualidade-sem-religio.html' title='Espiritualidade sem religião'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_VvIkuHnGuBM/SEs9YmWrH4I/AAAAAAAAAA4/1Z81swEFbEg/s72-c/religioes1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-5332450604841356398</id><published>2007-10-27T18:52:00.011-02:00</published><updated>2008-02-16T23:50:44.244-02:00</updated><title type='text'>A criança, o dromedário, o leão e os cordeiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_VvIkuHnGuBM/RyPdXP7j2tI/AAAAAAAAAAk/Rf1_YvJRtfw/s1600-h/leao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126184192360831698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 259px" height="293" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_VvIkuHnGuBM/RyPdXP7j2tI/AAAAAAAAAAk/Rf1_YvJRtfw/s320/leao.jpg" width="273" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desde crianças, escutamos e lemos fábulas repletas de metáforas sobre a condição humana. Muitas dessas estórias tendem a incutir valores nem sempre positivos nas desavisadas mentes infantis. Também existem fábulas que estimulam o senso crítico e a criatividade, mas essas pouco são contadas. A estória a seguir é uma delas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa fábula passa-se num distante reino, coincidentemente chamado Planeta Terra. Nesse reino, as crianças eram tratadas de forma bastante peculiar. Mal ensaiavam seus primeiros passos e a palavra mais importante que aprendiam era "NÃO". No início de suas vidas e ainda vibrantes com a chegada ao belo planeta, quase nenhuma importância davam ao significado daquele estranho som. Alguns anos se passavam e, com a incessante repetição, todas as crianças aprendiam o significado do NÃO. Nessa fase, formava-se uma pequena corcova nas delicadas costas daqueles pequenos seres. As crianças mal percebiam a tímida metamorfose, mas seus pais - e toda a sociedade - já olhavam com orgulho aquela transformação. Era o sinal de que a situação corria conforme planejada. Poucos anos após o início desse processo, a pequena corcova, agora com tamanho considerável, começava a incomodar. Nessa fase, quase todas as crianças freqüentavam escolas apropriadas para reforçar essa transformação. Também já recebiam os primeiros ensinamentos de suas futuras religiões, além de outros códigos de moral e conduta. Havia muitos tipos de escolas e religiões no Planeta Terra, quase todas dispostas a aumentar o tamanho da corcova. A receita para aumentá-la era simples: doses rígidas de educação, quantidades ínfimas de questionamento, muitas pitadas de rigorosos valores religiosos, sempre acompanhadas de ingredientes como moral e culpa. Para completar, onde quer que estivessem, as crianças eram cuidadosamente vigiadas por algum sentinela de plantão. Brincadeiras e iniciativas eram podadas aqui e ali, sempre interrompidas com a palavra mágica "NÃO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegavam à adolescência, as crianças já não mais se pareciam com seres humanos. Todas elas haviam se transformado em dromedários, mutação provocada pelo aprendizado das regras sociais, da rígida educação, da moral religiosa, da culpa e, logicamente, pelos anos de repetivivos "NÃOS". Somente grandes corcovas poderiam suportar toda essa carga, por isso as crianças assumiam a forma de dromedários. A essa altura, muitos sequer percebiam o peso sobre suas costas, de tão habituados a ouvir as verdades que lhes eram impostas. Por sorte, era justamente nessa fase que alguns dromedários descobriam uma palavra quase nunca pronunciada naquele planeta: o "SIM". Poucos haviam aprendido a utilizá-la quando crianças, mas parecia algo instintivo para alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme um ou outro dromedário repetia o "SIM", iniciava-se uma nova transformação. Seus corpos modificavam-se brutalmente e a pesada corcova desaparecia. Passavam, então, a ser leões. Pareciam muito mais ameaçadores nessa nova forma, mas estavam apenas mais confiantes e conscientes da força que um dia quase fora apagada de suas mentes e de seus desejos. Os leões, então, passavam a combater cada "NÃO" com sonoros e repetitivos "SIM". Não era fácil para pais, educadores e religiosos aceitarem aquela palavra de desafio, afinal, o método "NÃO" prevalecia há muito tempo no Planeta Terra. Era nessa fase que ocorriam duros embates entre os leões e os donos da virtude e da moral. Apesar de serem fortes, milhares de leões sofriam com os preconceitos e discriminações que lhes eram impostos durante esse período. Ainda assim, brigavam ferozmente contra o "NÃO", pois estavam dispostos a lutar por ideais há muito esquecidos naquele planeta. Para uma sociedade que esperava outro tipo de mudança, esse era um momento de profunda decepção. Porém, muito mais do que decepcionados, sentiam-se ameaçados. Para que a ameaça não se concretizasse, muitos leões eram colocados em clínicas de recuperação ou mesmo acusados de serem falsos leões. Muitos eram excluídos da sociedade, alguns eram literalmente abatidos, mas muitos acabavam assumindo posições onde podiam lutar contra as regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa fábula, havia uma última e trágica transformação, que atingia os dromedários que não haviam seguido os passos dos leões. Essa transformação ocorria quando os dromedários perdiam toda e qualquer iniciativa de pronunciar um único e tímido "SIM". Alguns ainda percebiam a negatividade da transformação, mas já não tinham forças para lutar contra ela. Após anos e anos de intensos "NÃOS", só lhes restava um destino: transformavam-se em cordeiros e essa era a condição definitiva de todos. Quando chegavam a essa fase, apenas sabiam repetir o que seus pais, seus professores, religiosos e outros velhos cordeiros lhes haviam ensinado. Pior que isso. Passavam a perseguir os poucos leões que restavam naquele planeta, atacando-os com os intensos "NÃOS" finalmente incorporados. Os leões, apesar de estarem em menor número, já não se incomodavam mais com aquilo. Haviam aprendido o difícil caminho para atingirem a forma de leão e era isso que importava. Dessa condição, passariam a planejar a transformação de todos os cordeiros do Planeta Terra. Tinham consciência de que seria um longo processo. Mas carregavam a certeza de que, um dia, cada cordeiro abandonaria seus medos e se transformaria no leão que sempre carregara dentro de si.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Inspirado na fábula que ilustra o livro "Assim falou Zaratustra", de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Friedrich Niestzsch&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Imagem: representação gráfica do signo de Leão&lt;/span&gt; - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/prosim/galeryPS.html"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;The ProSim Project&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-5332450604841356398?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/5332450604841356398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=5332450604841356398&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/5332450604841356398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/5332450604841356398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2007/10/criana-o-camelo-o-leo-e-os-cordeiros.html' title='A criança, o dromedário, o leão e os cordeiros'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_VvIkuHnGuBM/RyPdXP7j2tI/AAAAAAAAAAk/Rf1_YvJRtfw/s72-c/leao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-8890955957647038854</id><published>2007-06-10T21:44:00.004-03:00</published><updated>2008-06-07T23:52:55.340-03:00</updated><title type='text'>Reativando...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_VvIkuHnGuBM/Rmy6BKY_sVI/AAAAAAAAAAU/krFYPBewEks/s1600-h/EUA+4+081.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074635409271533906" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 302px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px" height="201" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_VvIkuHnGuBM/Rmy6BKY_sVI/AAAAAAAAAAU/krFYPBewEks/s320/EUA+4+081.JPG" width="289" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;7 de agosto de 2006. Foi quando escrevi minha última postagem para este esquecido blog. Dez meses depois, decidi colocá-lo na ativa novamente. Faz falta escrever, a gente perde o jeito, perde as palavras, perde a melhor forma de estruturar uma frase... mas vou recuperando isso aos poucos. Quero aproveitar o pique para relatar, ainda que em breves &lt;em&gt;flashes&lt;/em&gt;, o que ocorreu nesse período.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parte 1 - Em 9 de agosto do ano passado tive a sensação de perder alguém sem ter perdido. É estranho o sentimento que uma grande distância geográfica pode nos provocar. O chão desaparece por algum tempo e o próprio tempo adquire outra dimensão. Muito mais lenta, por sinal. O silêncio, que não era ouvido, começa a se fazer presente. O presente, que não era sentido, passa a durar cada eterno segundo. As noites, antes pouco vistas, passam a ser como o dia. Aprendi que há uma finalidade nesse processo... ajuda-nos a mobilizar forças que permaneciam latentes e alavancar planos não planejados. Coloca-nos num estado de prontidão onde toda a energia converge para um ponto que sequer existia. Passa-se a refletir como nunca e até mesmo a conversar com aqueles que apenas aguardavam o início do diálogo. Fase de instrospecção pura, necessária e dolorida. Tão dolorida que chega a deixar marcas físicas, algumas difíceis de se curar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Parte 2 - Floyd Rowry é um morador da cidade de São Francisco, Califórnia. Conhecio-o quando ele tentava vender jornais para apoiar o movimento dos sem-teto americanos. Parei para comprar o &lt;em&gt;Street Spirit&lt;/em&gt; e a conversa se estendeu. A situação dos &lt;em&gt;homeless&lt;/em&gt; é um contraste gritante para aqueles que andam pelas ruas endinheiradas dos Estados Unidos. Floyd era um cara esclarecido e consciente sobre seu papel e sobre sua tragédia social naquele momento. Não estava na rua à toa, problemas familiares e econômicos lá o colocaram. Não estava faminto, como é comum nos brasileiros abandonados à míngua. E tinha a clara noção de que Tio Sam e companhia poderiam resolver aquela situação, se realmente quisessem. Não só a situação do Floyd, mas dos milhares de &lt;em&gt;homeless&lt;/em&gt; que perambulavam pela &lt;em&gt;Market Street &lt;/em&gt;e outras tantas ruas dos EUA. Floyd tornou-se uma boa companhia. Fizemos um trato: ele me dava algumas aulas de inglês "de rua" e eu lhe pagava o que podia. Em nossas conversas, expliquei-lhe o motivo de minha inesperada ida aos EUA. Por coincidência, ambos estávamos ali por razões bem semelhantes. Floyd foi um grande amigo durante um bom tempo. Boas conversas, boas risadas, alguns choros e vários questionamentos, ambos tentando compreender as peças que a existência nos prega sem aviso prévio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parte 3: Cláudia também estava lá para me apoiar. Aliás, seu apoio começou bem antes de minha partida. Amável, inteligente e dinâmica, muito dinâmica. Do tipo que toma decisões rápidas e acertadas, sem pensar muito. Aliás, nela não há aquela linha de separação entre o pensamento e a decisão, tudo acontece ao mesmo tempo, sem inseguranças e meio termos. Uma pessoa rara, que equilibra intelectualidade e espiritualidade com extrema clareza. Ajudou-me muito, clareou meus pensamentos, apoiou meus projetos, incentivou minhas atitudes, indicou a direção que deveria seguir em terras ainda desconhecidas. Assim como Floyd, foi um tremendo suporte emocional, que surgiu na hora certa e distanciou-se no momento exato. Entrou e saiu de cena temporariamente, cumprindo à risca seu papel. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parte 4: Creio que o Evandro desvendou o segredo das mulheres: "- Quando elas disserem sim, é não. Quando elas disserem não, é sim". Soou engraçado naquele momento, mas na eterna tentativa de entendimento entre os sexos, essa simples verdade parece ser lei. Já estava em Berkeley nesse momento e foi meu caro amigo o responsável por clarear algumas angústias que insistiam em me acompanhar. Grande figura, humor totalmente à prova de bala, alto astral até quando as coisas nao iam tão bem. Orientador perfeito para quem busca boas dicas de eletrônicos e similares em qualquer lugar do mundo. Fotógrafo profissional, ensinou-me alguns truques para se fazer mágica no momento de tirar uma foto. Estou treinando até hoje e os resultados têm melhorado. Elisa também estava lá, assim como Nitti, Alex, Patrícia, Mr. Greg e Tammy. Todos grandes amigos, souberam ser solidários nos momentos mais precisos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parte 5: Sherry e Victor formam um casal especial e moram numa bela casa nos subúrbios de Berkeley. Foi ali que passei o final de dezembro e o início de janeiro, ajudando a cuidar das coisas enquanto estavam ausentes. Dali partia, diariamente, para meus passeios de bicicleta, que cruzavam boa parte de Berkeley, cortavam a universidade e, invariavelmente, acabavam na casa da&lt;em&gt; Delaware Street&lt;/em&gt;, o ponto de parada mais aguardado do dia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parte 6: Se não fosse por uma única pessoa, isso tudo sequer teria começado. Do inesperado e-mail que nunca deveria ter enviado, da visita a Yosemite até a correria de última hora no aeroporto, tudo passou pela motivação de estar próximo a ela. Os incansáveis jantares no restaurante tailandês, os numerosos cafés e cookies, os diversos passeios, natal, ano novo... cada dia tinha sua participação, ainda que fosse apenas em pensamento. Desde agosto de 2006, quando tudo teve início, meu norte foi invertido. Passei a agir mais instintivamente, deixando a tão praticada racionalidade de lado. Repensei hábitos arraigados, reformulei planos, propus decisões bastante sérias. Não foi fácil explicar-lhe em que ponto iniciou-se toda essa avalanche, só posso afirmar que realmente aconteceu e que foi muito sincera. Hoje, olhando pelo retrovisor, vejo que meu instinto guiou esse processo em velocidade máxima, sem me dar qualquer oportunidade de acionar o freio. Não posso dizer que a empreitada deu certo ou errado, mesmo porque a situação não se dividiu entre o sim e o não. Só posso afirmar que tudo foi apenas diferente do que havia sido até aquele momento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Final: Estou cá novamente, com as lições literalmente incorporadas. No momento, preocupo-me em fazer alguns pequenos reparos na máquina de órgãos e ossos que se exauriu completamente. Preciso acumular energias para levar o Pan adiante. Dez meses agitadíssimos, sem dúvida. E ainda sinto que a melhor parte está por vir...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-8890955957647038854?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/8890955957647038854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=8890955957647038854&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/8890955957647038854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/8890955957647038854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2007/06/reativando.html' title='Reativando...'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_VvIkuHnGuBM/Rmy6BKY_sVI/AAAAAAAAAAU/krFYPBewEks/s72-c/EUA+4+081.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-115500437899737459</id><published>2006-08-07T23:23:00.001-03:00</published><updated>2008-03-07T18:44:43.056-03:00</updated><title type='text'>A lógica do PCC</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/prisao.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px" height="133" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/320/prisao.jpg" width="128" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desde que escrevi pela última vez neste blog, muito vi e ouvi falar sobre o PCC. Hoje mesmo, São Paulo acordou com um pouco mais do agito da facção. Como de hábito, a questão voltou a ser tratada da forma mais superficial possível: bandidos de um lado; policiais, Estado e sociedade de outro. Bem e Mal separados pela costumeira miopia social. É trágico ouvir a solução esbravejada pela maioria das pessoas: "- Melhor matar esses caras mesmo!". Em maio passado, quando o PCC fez sua festa de inauguração em São Paulo, muitos supostos "pccistas" foram mortos nas periferias dessa gigantesca cidade. Solução inefetiva, obviamente, pois o combustível do PCC vem da desigualdade social enraizada em nosso país. Exterminar a violência à bala é assumir que a miséria não tem solução, é usar gasolina para apagar o fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O agora famoso Marcola, considerado o cérebro do PCC, foi menino de rua na Praça da Sé. Neste exato instante, muitos futuros "Marcolas" continuam lá, expostos a todo tipo de carência e violência. De violência ainda pior nasceu o PCC, gerado no interior da Casa de Custódia de Taubaté, presídio de segurança máxima do interior de São Paulo. Nasceu, especificamente, em um dos anexos desse presídio, conhecido como "Piranhão". O nome já diz tudo: era o local onde os condenados mais perigosos sofriam constantes torturas e maus-tratos, métodos de reabilitação tradicionais no sistema penitenciário brasileiro. Foi assim que nasceu o Primeiro Comando da Capital, um grupo criado para defender aqueles que deveriam ser reabilitados através de políticas públicas decentes. Foi nesse cenário de degradação que Misael Aparecido da Silva, um dos fundadores do PCC, escreveu a carta de fundação do partido, em 1995. Deixo-a transcrita abaixo, como forma de registrar o alerta não ouvido há 11 anos. A carta está na edição extra da revista Caros Amigos, nº 28, maio de 2006. Boa leitura.&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;"Não somos uma organização criminosa, muito menos uma facção, não somos uma utopia e sim uma transformação e uma nova filosofia: Paz, Justiça e Liberdade. Fazemos parte de um comportamento carcerário diferente, em que um irmão jamais deixará outro irmão sob o peso da mão de um opressor; somos um sonho de luta, somos uma esperança permanente de um sistema mais justo, mais igual, em que o oprimido tenha pelo menos uma vida mais digna e humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascemos num momento de opressão, em um campo de concentração, e sobrevivemos através de uma união. A semente foi plantada no asfalto, no cimento; foi regada a sangue, a sofrimento. Ela gerou vida, floresceu, e hoje se tornou o braço forte que luta a favor de todos os oprimidos, que são massacrados por um sistema covarde, capitalista, corrupto – um sistema que só visa massacrar o mais fraco. O sistema insiste em nos desmoralizar com calúnias e difamações; nos rotulam como monstros, como anti-sociais, mas tudo isso é parte de uma engrenagem que só visa esconder uma realidade, uma verdade, ou seja, o sistema precisa de um bode expiatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos irmãos já morreram nessa luta desigual, muitos se sacrificaram de corpo e alma por um ideal. O que o sistema negava, o que ele repudiava, hoje ele é obrigado a admitir que existe. O próprio sistema criou o Partido. O Partido é parte de um sonho de luta; hoje somos fortes onde o inimigo é fraco. A nossa revolução está apenas começando; hoje estamos preparados, psicologicamente, espiritualmente e materialmente para dar a nossa própria vida em prol da causa. A revolução começou no sistema penitenciário e o objetivo é maior, revolucionar o sistema governamental, acabar com este regime capitalista, em que o rico cresce e sobrevive massacrando a classe mais carente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto crianças morrerem de fome, dormirem na rua, não tiverem oportunidade de uma alfabetização, de uma vida digna, a violência só se tornará maior. As crianças de hoje, que vendem doces no farol, que se humilham por uma esmola, no amanhã bem próximo, através do crime, irão, com todo ódio, toda rebeldia, transformar seus sonhos em realidade, pois o oprimido de hoje será o opressor de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não se ganha com palavras se ganhará através da violência e de uma arma em punho. Nossa meta é atingir os poderosos, os donos do mundo e a justiça desigual; não somos criminosos por opção e sim somos subversivos e idealistas. Se iremos ganhar essa luta não sabemos, creio que não, mas iremos dar muito trabalho, pois estamos preparados para morrer e renascer na nossa própria esperança de que nosso grito de guerra irá se espalhar por todo o país. Pois se derramarem nosso sangue, com certeza aparecerão outros que irão empunhar armas em prol de uma única filosofia: Paz, Justiça e Liberdade. Se tivermos que amar, amaremos; se tivermos que matar, mataremos".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-115500437899737459?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/115500437899737459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=115500437899737459&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/115500437899737459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/115500437899737459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/08/lgica-do-pcc.html' title='A lógica do PCC'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-114775239656138230</id><published>2006-05-16T00:23:00.000-03:00</published><updated>2006-05-17T00:19:55.846-03:00</updated><title type='text'>Sobre o PCC e as futuras rebeliões</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/pcc%20grito.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 194px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" height="207" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/320/pcc%20grito.jpg" width="215" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;" – Pessoal, estamos dispensados. 'Simbora' que a coisa tá feia".&lt;br /&gt;Frase de um professor, colega de trabalho, pouco antes das 16 horas dessa segunda-feira. Passou pela sala, deu o aviso e sumiu. Até aquele instante, ninguém havia dito que seríamos dispensados. Duvidando, fui até a saída da faculdade para comprovar o fato. Encontrei a portaria quase fechada, a secretaria já trancada e alguns seguranças aguardando os últimos saírem. Convencido da retirada, voltei, ajeitei minhas coisas, peguei minha mochila e tomei o rumo dos demais. Não sem antes ouvir a recomendação do segurança: " – Tome cuidado... metralharam a estação Ana Rosa". Excelente notícia, justamente para onde me dirigia. Para minha sorte, apenas boato, como descobriria mais tarde. Uma amiga convidou-me para ir a sua casa. Achei que não era necessário. Sugeriu-me que fizesse outro caminho. Disse-lhe que não precisava e segui meu trajeto tradicional. Tentei ligar para alguns colegas, mas o celular não funcionava. Na cidade dos congestionamentos, até os celulares estavam com trânsito em excesso. Quatro e pouco estava em casa. Eu e mais cinco milhões de pessoas. Os outros cinco ainda estavam a caminho, travados no trânsito após deixarem suas ocupações para trás. Comércio fechado, ruas quase vazias, pessoas em passo acelerado. Um êxodo digno de entrar para a história, como parece que entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá estou, cidadão recluso, sem direito de ir, só de ficar. Não achei exagero quando um repórter da tv referiu-se ao "clima de 11 de setembro" provocado pelas ações do PCC em São Paulo. Milhões trancando-se em casa, muita sirene, muitos helicópteros, policiais desconfiados de qualquer cidadão que se aproximava. Mas, por mais inusitada que parecesse a situação, não a estranhei muito. Faz tempo que ecoa o tic-tac dessa bomba relógio pelas ruas de Sampa e do Brasil. Registrei isso em alguns textos desse blog. Já mencionei que somos potência olímpica na corrida de desigualdade, recordistas mundiais de concentração de renda, especialistas em desrespeito aos direitos humanos, nação contaminada há séculos pelo parco espírito público de seus governantes. Bases explosivas sobre as quais edificamos nosso país, berço esplêndido daqueles que nos atacam, pátria amada onde se formam, cotidianamente, os integrantes do PCC. A receita se completa quando são adicionadas doses extras de corrupção policial, de lotação carcerária, de descaso de nossas instituições e autoridades. Tantos ingredientes misturados só poderiam produzir essa reação química. Para ser sincero, achei que a reação viria das ruas, não dos presídios. Era a população excluída que mais parecia propensa à revolta. Afinal, é ela a mais atingida por todos os descasos desse país, inclusive dos PCCs da vida. Talvez ainda aconteça. Talvez a verdadeira bomba relógio ainda esteja para explodir. Nossa desigualdade social é a contagem regressiva de futuras rebeliões. Só espero não estar por aqui. Para mim, bastou o dia de hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-114775239656138230?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/114775239656138230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=114775239656138230&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/114775239656138230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/114775239656138230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/05/sobre-o-pcc-e-as-futuras-rebelies.html' title='Sobre o PCC e as futuras rebeliões'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-114714665405452261</id><published>2006-05-09T00:30:00.006-03:00</published><updated>2008-12-09T00:48:19.854-02:00</updated><title type='text'>A pegada ecológica</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/pegada.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="189" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/320/pegada.0.jpg" width="249" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em tempos de freqüentes discussões sobre desenvolvimento sustentável, não se espante se alguém lhe disser que a população mundial está a uma "pegada" da extinção. Pode ter certeza de que não é uma metáfora. Também não estranhe se adjetivarem o termo e lhe disserem que sua "pegada ecológica" é um risco ao nosso planeta. Se você ainda não ouviu esse tipo de conversa, ouvirá em breve. Dentre os estudiosos e partidários do desenvolvimento sustentável, "pegada ecológica" (&lt;em&gt;footprint&lt;/em&gt;, em inglês) significa o rastro que cada ser humano deixa no planeta para viver. Dito de outra forma, é a quantidade de recursos naturais que cada um de nós consome para suprir as necessidades diárias de alimentação, moradia e locomoção, só para citar os itens mais básicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade que vivemos um período de insustentabilidade no planeta Terra. A agressiva produção industrial do século XX, acompanhada de nosso consumo pouco consciente, produziu níveis inimagináveis de degradação ambiental. Poluição do ar, esgotamento da terra, escassez de alimentos e falta de água potável são os exemplos mais evidentes. Olhamos para esses cenários com extrema indignação e ainda apontamos o dedo da culpa para os países mais industrializados. Pois bem, se você é um desses que está com o dedo apontado, é melhor abaixá-lo. A responsabilidade também é sua, e não é pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de "pegada ecológica" é a ferramenta que permite mensurar a participação de cada indivíduo no processo de degradação de nosso planeta. Permite-nos avaliar o impacto de nossas opções diárias de consumo no meio ambiente, estimando a quantidade de recursos naturais necessários para produzir os bens e serviços que nos sustentam, bem como os resíduos que geramos. De acordo com esse conceito, cada ser humano necessita de uma quantidade mínima de espaço natural produtivo para atravessar toda sua existência. É como se, no dia de nosso nascimento, ganhássemos um lote terra (exatamente 1,7 hectare/habitante) de onde extrairíamos toda nossa alimentação, toda nossa água e todos os meios necessários para uma condição de vida digna. Seria o espaço de nossa moradia, de produção de nossos bens e, logicamente, de depósito de nosso lixo. Caso um de nós decidisse aumentar o tamanho de seu lote, o vizinho seria prejudicado e não teria recursos suficientes para sobreviver dignamente. Caso muitos decidissem multiplicar as dimensões de seu espaço, outros muitos ficariam à margem do sistema, sobrevivendo à míngua. Caso muitos gerassem resíduos em excesso, muitos outros lotes receberiam uma sobrecarga inviável desses resíduos, a qual afetaria o clima de todo o sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, o &lt;a href="http://www.pegadaecologica.org.br/"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;cálculo da pegada ecológica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; sinaliza que nosso padrão de consumo individual é insustentável em larga escala. Se você fez o cálculo a partir do &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; acima, já deve ter percebido que utilizamos recursos que requerem muito mais do que 1,7 hectare para suprir nossas necessidades. Os mais abonados, por exemplo, expandiram suas cercas para 7 hectares, aproximadamente, o que significa que a produção de nossos alimentos, moradias, carros, roupas, calçados e tecnologia, bem como os resíduos gerados a partir daí, requerem muito bem mais do que o espaço que ganhamos ao nascer. E se ocupamos esses hectares a mais, acabamos tirando o espaço de sobrevivência dos menos afortunados. Pior ainda, se quiséssemos que todos os atuais seres humanos excluídos tivessem um padrão de vida semelhante ao nosso, não haveria, em toda a Terra, recursos naturais suficientes para tamanha demanda. Basta olharmos para o lado para constatarmos a escassez de água potável enfrentada por parte da população mundial, assim como a impossibilidade de acesso à habitação e alimentos de boa qualidade que essa população enfrenta. Para resolver o problema, seria necessária uma reengenharia global em prol do bem estar de todos. Em nosso atual estágio de desenvolvimento, a única saída seria reduzirmos o tamanho de nossas propriedades e a utilização dos bens que nos confortam cotidianamente. Tarefa impossível num curto espaço de tempo, mas necessária para a continuidade da vida na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil encarar os fatos, mas só podemos manter nosso atual padrão de vida se boa parte da população mundial continuar à margem desse mesmo padrão de consumo. Não há solo, nem água, nem plantações que agüentem o consumo de 6,5 bilhões de pessoas. Se quisermos assegurar condições dignas para a existência das futuras gerações, teremos de viver de acordo com os limites da Terra, não de acordo com nossas vontades de consumo. Mas antes que as futuras gerações cheguem, milhões de seres humanos continuarão caminhando à beira do abismo da exclusão. Para esses, cada pegada será mais um passo em direção ao precipício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-114714665405452261?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/114714665405452261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=114714665405452261&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/114714665405452261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/114714665405452261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/05/pegada-ecolgica.html' title='A pegada ecológica'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-114326590183566100</id><published>2006-03-25T02:47:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T19:20:38.536-03:00</updated><title type='text'>Rezemos para vmat2</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/gene%20de%20deus.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 191px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="159" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/200/gene%20de%20deus.jpg" width="208" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Se Deus existe, por que Ele não faz alguma coisa?". Muitos seres humanos já fizeram essa pergunta, para si ou para outros, em algum momento de inconformismo ou desespero. Eu mesmo já me perguntei algumas vezes. Faz todo sentido perguntar, pois não é fácil compreender como um ser que habita o andar de cima, carregando tantos supostos poderes, pode consentir tamanhos absurdos na existência humana. Dizem-me que Ele age assim porque sabe o que faz, porque tem a absurda mania de escrever certo por linhas tortas. Escuto isso desde minha infância, mas a lavagem cerebral ainda não surtiu efeito. A não ser por esse pronome "Ele", que só consigo escrever em letra maiúscula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero uma ideologia de conto de fadas a crença em Deus da forma como ela está estabelecida: um ser divino, altruísta e benevolente, criador de toda a vida e que olha por nós a todo instante, pronto para resolver nossos problemas cotidianos. Fosse assim como o pintamos, não teria deixado o próprio filho padecer nas mãos dos neuróticos que Ele mesmo, segundo consta, teria criado à sua imagem e semelhança. Também não permitiria que outros tantos filhos tivessem atravessado a história da humanidade em meio ao sofrimento da miséria, da tortura, da incompreensão, da violência gratuita e da intolerância. É mais razoável assumir que Deus, caso de fato exista, seja o próprio paradoxo e contradição em pessoa, o que afasta a idéia sentimental que temos Dele, mas nos aproxima de sua verdadeira essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se depender da ciência, as céticas palavras acima encontram algum fundamento na biologia do século XXI, especificamente no campo da genética comportamental. Dean Hamer, geneticista americano, autor do livro "O gene de Deus" (Editora Mercuryo, 2005), gerou forte polêmica ao considerar que o Todo Poderoso pode ser apenas uma seqüência de nosso código genético. Na verdade, o velho Dean afirma que o gene determinaria a predisposição à fé nos humanos, não sendo exatamente o próprio Deus. Mas, como um bom título também estimula as vendas, a polêmica foi instaurada. O gene isolado por Hamer e sua equipe, no Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, é identificado pela sigla vmat2. Estaria envolvido no transporte de uma classe de mensageiros químicos do cérebro, conhecidos como monoaminas, do qual o mais famoso é a serotonina, a molécula do bem-estar. Só para constar, o ecstasy e o Prozac influenciam positivamente o humor alterando os níveis de serotonina em nosso sistema nervoso. Hamer chegou à descoberta por acaso, analisando os hábitos de pacientes tabagistas, dentre os quais a disposição à espiritualidade. Todos aqueles que se disseram mais crentes em Deus, considerando-se mais místicos ou espiritualizados, apresentavam o tal vmat2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de agora que Dean Hamer causa polêmica. Em 1993, afirmou ter descoberto um trecho de DNA supostamente responsável pela homossexualidade masculina. A descoberta lançou-o à fama e depois à lama, quando outros cientistas falharam em replicá-la. Mas, olhando por aí, parece que esse cientista tem alguma razão dessa vez. Afirmo isso porque tenho a plena convicção de que, se realmente acreditássemos em Deus e em toda sua onipresente força, certamente não teríamos agido e não continuaríamos a agir de forma tão predatória em relação à vida. Muitos daqueles que disseram crer em Deus promoveram e promovem a discórdia, patrocinaram e patrocinam a miséria, disseminaram e disseminam a violência, defenderam e defendem a ignorância, levaram e levam suas vidas com uma pobreza singular de espírito. Muitos são racistas, machistas, neo nazistas, terroristas e todo o tipo de falsos moralistas, só para não perder a rima. Também somos nós no dia-a-dia, no momento em que admitimos a desigualdade social de nosso país, a falta de ética de nossos governantes, a fome em nossos cidadãos, a submissão em nossos trabalhos, o autoritarismo de nossos professores, a intolerância de nossos pais, a hipocrisia de nossos semelhantes. Indicadores de nossa descrença em Deus, misturados à falta de cidadania, à falta de ética, à falta explícita de um norte espiritual que realmente fosse levado a sério. Só nos resta rezar. Não para Deus, mas para que a ciência consiga reparar o vmat2. Certamente há uma falha grave nessa seqüência genética.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-114326590183566100?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/114326590183566100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=114326590183566100&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/114326590183566100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/114326590183566100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/03/rezemos-para-vmat2.html' title='Rezemos para vmat2'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-114109336946566437</id><published>2006-03-11T01:30:00.001-03:00</published><updated>2009-06-10T09:32:50.211-03:00</updated><title type='text'>U2 e as duas horas de liberdade condicional</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/u2%20foto%202.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 219px; height: 211px;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/200/u2%20foto%202.0.jpg" width="212" border="0" height="208" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre gostei do som do U2, principalmente das letras de suas músicas, mas nunca levantei a h&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/u2%20foto%202.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ipótese de batalhar por um ingresso para o show do grupo em terras brasileiras. Tenho poucos gostos musicais, já não idolatro bandas ou cantores e nunca faria plantão para conseguir um lugar ao sol, como fizeram os fãs brasileiros de Bono "Vox". Também tenho uma visão crítica (para não dizer ranzinza), sobre mega espetáculos regados a milhões, principalmente num cenário como o Brasil, onde faltam tostões para o pão diário de milhares de cidadãos. Nada contra os shows em si. É o contraste que me incomoda, esse choque de nossa cotidiana pobreza com um momento único de gigantesco investimento financeiro. Neurose de quem vive num dos países mais desiguais do mundo. Também sentimento de culpa pela convivência incessante com os excluídos que vagam pelas ruas de São Paulo. Querendo ou não, já se tornou inevitável pensar naquilo que poderia ser feito com os milhões de reais que a mídia investe em duas poucas horas de êxtase. Enfim, não sei se foi por minha declarada falta de idolatria, talvez por minha postura de "isso não é pra mim", acabei ganhando, de última hora, um ingresso para o show do U2. Veio pelas mãos de um amigo, por sua vez amigo de um empresário envolvido com os patrocínios do show. Pela reação dos que souberam, eu havia acabado de acertar na loteria, tamanha tinha sido a disputa pelos ingressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o show entendi o porquê do delírio coletivo. Uma tecnologia de palco inédita no mundo, uma banda de rock politicamente correta, um vocalista engajado em causas humanitárias e um estádio no bairro mais nobre de São Paulo. Para completar, uma noite de calor e céu limpo, pouco comum nessa poluída metrópole. Há pouco tempo pedi, em outro texto &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;deste blog, um distanciamento temporário da angústia provocada pela miséria das ruas de São Paulo. Pedido feito, pedido aceito, pelo menos por duas horas foi me dada a chance de subir à tona, antes de mergulhar, novamente, em nossa realidade de exclusão. Durante essas duas horas, conforme as mensagens humanitárias ganhavam o super palco tecnológico do U2, a sensação era de que o mundo poderia dar certo. Ali, naquele instante, vendo aquela multidão sensibilizar-se e apoiar as causas do grupo, até parecia fácil mudar a realidade. Tive a sensação de que era só sair dali e começar a batalha. Ilha da fantasia, eu sei, mas foi bom viver assim por alguns instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se muitos curtiram, outros partiram para o ataque. Li críticas ácidas sobre a forma como Bono e o U2 tratam os problemas do mundo. Os mais mau-humorados dizem que o grupo mistura alhos com bugalhos, ou seja, o problema da fome com as desavenças religiosas do oriente médio, a excludente economia mundial com os ideais etéreos de uma humanidade sem direita e esquerda, sem elite e pobreza. Da forma como entendo, música, arte e cultura estão aí para mostrar como o mundo deveria ser idealmente, não para apresentar metodologias de como chegar até lá. Outros disseram que Bono equivocou-se ao procurar Lula para uma conversa. Também acho que nosso ofuscado presidente não é a liderança mais indicada para um bate-papo no momento, ainda mais após a terrível metamorfose que o transformou de borboleta em lagarta. Melhor faria Bono se tivesse conversado com Zilda Arns, da &lt;a href="http://www.pastoraldacrianca.org.br/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Pastoral da Criança&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ou Oded Grajew, do &lt;a href="http://www.ethos.org.br/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Instituto Ethos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Paciência, &lt;em&gt;pop star&lt;/em&gt; também erra de vez em quando. Muitos críticos também chegaram a dizer que o agito em torno de U2 e Rolling Stones só mostra que Brasil continua curvando-se ao domínio cultural dos gringos. Essa eu não entendi, pois estamos falando de bandas de rock que fizeram história por suas posturas críticas ou pela qualidade de suas músicas, não são grupos de pagode que já vêm com data de validade. Apreciar a arte de gringos um pouco mais conscientes não significa que ainda somos colônia cultural. Se fosse assim, nenhum estrangeiro poderia apreciar nossa MPB, sob o risco de cair como vitíma da cultura brazuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, tive minhas duas horas de folga. Seria bom viver sempre com essa sensação, mas a saída do show não deixou dúvidas de que o benefício de minha liberdade era por pouco tempo. Lá estavam as crianças de rua, os ambulantes desesperados, os excluídos pedindo mais um pouco de socorro. Começava a voltar à prisão da desigualdade. A ilusão foi ficando para trás, enquanto caminhávamos pelas ruas do Morumbi. Durante a volta ao cárcere, foi estranho notar uma grande quantidade de casas com a placa de "aluga-se" pelas ruas do bairro que já foi o mais luxuoso de São Paulo. Dizem que é por causa da insegurança crescente. Os moradores estão abandonando as mansões e mudando-se para prédios ultra seguros. Transferindo o problema, na verdade. Já disse que isso é atitude de &lt;a href="http://outravia.blogspot.com/2006/01/elite-que-no-se-preza.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;elite que não se preza&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Comecei a pensar em como estará o bairro do Morumbi no futuro. Parei de pensar no instante seguinte. Pelo menos para sentir um pouco mais a sensação de liberdade que tive naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Meu agradecimento especial ao Paulo, pelo convite gratuito para o show.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-114109336946566437?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/114109336946566437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=114109336946566437&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/114109336946566437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/114109336946566437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/03/u2-e-as-duas-horas-de-liberdade.html' title='U2 e as duas horas de liberdade condicional'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-113937170040909588</id><published>2006-02-08T01:55:00.001-02:00</published><updated>2007-09-18T23:54:53.149-03:00</updated><title type='text'>A que horas jantaremos?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/a%20que%20horas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" height="133" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/320/a%20que%20horas.jpg" width="167" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; - Como faremos daqui por diante? Sempre jantamos às sete!&lt;br /&gt;- Homens livres não têm hora para jantar.&lt;br /&gt;- Mas sempre fizemos assim! A que horas jantaremos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O breve diálogo é entre um escravo e a cidadã supostamente revolucionária que veio decidida a libertá-lo. A cena é do filme "Manderlay", do cineasta dinamarquês, Lars Von Trier, um exímio questionador de alguns arraigados hábitos da sociedade americana. Por tabela, sua crítica estende-se ao restante de nosso contraditório mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro de Marderlay transcorre durante os anos trinta do século XX, décadas após a escravidão ter chegado ao fim nos Estados Unidos. E ainda que a cena fizesse referência aos dias de hoje, seria inquestionável sua atualidade . A pergunta sobre o horário do jantar, apesar de aparentemente simples, traduz muito da mentira inventada pelas sociedades ocidentais sobre o fim da escravidão. Esconde, por detrás do óbvio, uma pergunta fundamental: como serei livre num mundo onde as regras e os condicionamentos já estão rigidamente estabelecidos? Pergunta básica, mas sem resposta plausível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou sociólogo, nem antropólogo, mas não é preciso ser especialista para perceber que a libertação dos negros parou na cerca que demarcava os direitos constituídos apenas para os "homens brancos". Liberdade só tem sentido quando todos, sem exceção, têm acesso aos seus direitos e os exercem em sintonia com os direitos alheios. O que ocorreu em fins do século XIX passou longe disso, pois as responsabilidades pelo fim da escravidão recaíram, basicamente, sobre os negros. Algo como dizer: "Fizemos nossa parte, agora se virem". Pura omissão com ares de bondade. Creio que nenhum anjo caído bolaria estratégia tão perversa. Se o propósito de libertação dos negros fosse realmente nobre, direitos civis, políticos, trabalhistas, sociais e econômicos teriam sido compartilhados sem exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta ao enganoso episódio do fim da escravidão vem sendo dada, em nosso país, desde 13 de maio de 1888. Nossos irmãos estão se virando nas periferias, nos subempregos, na marginalidade, no salário de fome, nas gorjetas para amenizar a miséria, na liderança do tráfico de drogas, na briga por cotas nas universidades, nos crimes contra aqueles que os excluem. E a maioria dos "homens brancos" sabe apenas lamentar o aumento da violência, num claro sinal da amnésia social que há tempos nos acomete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo passado estava em minha terra natal. Pouco antes do almoço, minha família presenciou o resultado da libertação de nossos escravos. Um homem negro havia entrado em casa, pela porta da frente, sem bater, sem avisar, sem qualquer cerimônia. Estava bêbado e encontrei meu pai "tocando-o" para fora, indignado com a invasão de propriedade sem aviso prévio. De minha parte, compreendi que era justa a atitude de nosso ilustre desconhecido. Estava apenas praticando a liberdade que lhe demos há muito tempo: liberdade de não possuir hora para morar, nem hora para se empregar, nem hora para comer, nem hora para ser respeitado, nem hora para ter dignidade. Nada mais natural, portanto, do que chegar para o almoço sem avisar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-113937170040909588?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/113937170040909588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=113937170040909588&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113937170040909588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113937170040909588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/02/que-horas-jantaremos.html' title='A que horas jantaremos?'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-113858964819310808</id><published>2006-01-29T23:33:00.000-02:00</published><updated>2007-10-30T20:18:57.120-02:00</updated><title type='text'>Subsolo social, por favor!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/elevador.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" height="164" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/200/elevador.jpg" width="216" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Não sou pessimista. O mundo é que é péssimo!". Frase de José Saramago, Revista Época (comprei a contra gosto), última semana de outubro de 2005. Preciso usá-la, pois meu blog começa a parecer o espaço de um pessimista, quando não sou. Na verdade, faço força para não ser, mas, quase cotidianamente, meu otimismo sofre alguma contusão em treino. Como hoje, por exemplo, quando acordei para com a seguinte manchete sobre a cidade em que vivo: "Pobreza cresce em São Paulo e cai no Brasil" (Folha de São Paulo, 29/01/06). Tudo bem que estamos na cidade dos superlativos, mas os números me assustaram e transformaram meu café num momento indigesto. Diz a matéria: "Na capital paulista, 214 mil pessoas ultrapassaram a linha que as separava da pobreza. Na Grande São Paulo, o contingente de pobreza subiu, em apenas um ano, de 7,292 milhões para 7,506 milhões de pessoas, ou 41,6% da população, de um total de 18,2 milhões de habitantes". Dados do &lt;a href="http://iets.org.br/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;IETS (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE. Para a coordenadora do estudo, pobreza, em São Paulo, corresponde a um rendimento familiar per capita de R$ 250,79. Dados que levaram mais de 200 mil pessoas para o subsolo social paulistano. E isso apenas nos últimos doze meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha &lt;a href="http://outravia.blogspot.com/2006/01/maisena-pro-meu-irmo-tio.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;postagem anterior&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, já me dizia angustiado com os efeitos da desigualdade, cujas vítimas batem, literalmente, a nossa porta. Cidadãos sem cidadania, sem acesso a nada, somente ao descaso da sociedade. Pedia, em meu texto anterior, um descanso, um pequeno intervalo da miséria sem fim que encontro, seja indo ao trabalho, às compras, ao cinema, a qualquer lugar. Não há como não carregar o sentimento de culpa a todo instante, já que quase metade da cidade onde moro não vive com a dignidade necessária. Faz tempo que atuo como em trabalhos voluntários, tenho muitos amigos que também estão nessa. Mas, cada notícia como a de hoje me traz a certeza de que não fazemos e talvez não cheguemos a fazer o suficiente para mudar essa situação. A mudança não depende de voluntariado, o problema é crônico, globalizado, demasiado desproporcional frente a uma intervenção homeopática como essa. Depende de estratégias de guerra, como diz um amigo meu, todo dia batalhões na rua para lutar contra a fome, exércitos para revitalizar a educação, comandos estratégicos para mudar as diretrizes da economia global excludente. Guerra que nunca houve, talvez nunca haja. Como disse, meu otimismo está na enfermaria. Após seu retorno, vou treiná-lo como se treina um atleta. Somente assim é possível ter forças suficientes para permanecer na batalha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-113858964819310808?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/113858964819310808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=113858964819310808&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113858964819310808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113858964819310808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/01/subsolo-social-por-favor.html' title='Subsolo social, por favor!'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-113832960307570110</id><published>2006-01-27T00:20:00.001-02:00</published><updated>2009-06-10T09:26:20.618-03:00</updated><title type='text'>Maisena pro meu irmão, tio</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/maisena%20tio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 227px; height: 150px;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/200/maisena%20tio.jpg" width="214" border="0" height="144" /&gt;&lt;/a&gt;Moro próximo à Rua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Vergueiro&lt;/span&gt;, uma das mais movimentadas de São Paulo. Rua com movimento e estrutura de avenida. Cinco pistas, talvez até mais, todas sempre cheias. Esses dias, enquanto aguardava meu pedido numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;lanchonete&lt;/span&gt; da esquina, parei para contar o número de carros que transitavam. Coisa de maluco, eu sei, mas foi só para passar o tempo. E passou. Foram 103 carros no primeiro minuto, 96 no segundo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Fiz&lt;/span&gt; os cálculos, abaixando um pouco essa média, afinal as madrugadas são razoavelmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tranqüilas&lt;/span&gt;. Em um único dia, por volta de 100 mil veículos passam por aqui. Não é muito quando comparado às marginais. Mas é um número expressivo, sem dúvida. Não só carros, mas muita gente, muita mesmo, circula por essa região. Agora a noite eu também circulei, fui até o hipermercado da esquina, sempre aberto 24 horas, uma vantagem numa cidade onde o tempo parece  escasso. Chegando próximo à primeira entrada, avistei várias crianças de rua, muitas aparentemente sozinhas, algumas com suas mães, raríssimos eram os pais. Quase sempre estão por ali, mas hoje pareciam mais, bem mais. É inevitável adentrar o hipermercado sem levar algum pedido acrescentado à lista. Sempre colaboro, muitos colaboram. Mesmo porque os pedidos são simples e quase sempre os mesmos: um pacote de macarrão ou uma lata de leite em pó. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Ação&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;emergencial&lt;/span&gt;, pouco eficiente, muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;assistencialista&lt;/span&gt;, mas creio que necessária e inevitável. Simples de se resolver naquele momento. Mas nem um pouco simples de digerir, pois eleva-se a sensação de impotência, redobra-se a falta de esperança em nossa sociedade, acumula-se o sentimento de culpa por não me dedicar a mudar esse quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu desviei dos excluídos. Dei meia volta. Faltou-me força, faltou-me coragem. Não queria ver esse tipo de sofrimento mais uma vez. Creio que uma das mães chegou a gritar o nome de um produto. Não sei se foi comigo, já estava me dirigindo à outra entrada, onde o movimento dos cidadãos da rua quase não existe. Fui me culpando, mas também tentando dar-me alguma razão, tentando justificar meu desvio, tentando convencer-me de que a culpa não é minha. Minhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;elocubrações&lt;/span&gt; duraram até alguém dizer: "Tio, compra um pacote de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;maisena&lt;/span&gt; pro meu irmão?". Bem...  não havia adiantado fugir, nem dar as costas. As vítimas da exclusão social estavam na outra entrada também. "Só &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;maisena&lt;/span&gt;?", foi a única pergunta que consegui fazer. "Só, é pra fazer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;mingau&lt;/span&gt; pro meu irmão". "Ta bom, já trago". Um pedido simples, um produto barato, mas que nos obriga a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;refletir&lt;/span&gt; sobre o caminho que nosso país decidiu percorrer. Tentei me distrair com a música ambiente do hipermercado, com as baladas românticas dos anos 80 que tentam relaxar os clientes. Não deu, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;baladinhas&lt;/span&gt; não combinam com exclusão social. Tentei, então, concentrar-me nos produtos, lembrei-me que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;maisena&lt;/span&gt; se escreve com s, não com z, como está na caixa. Também não deu, pois uma senhora passou comentando com outra garota: "Parece que aumentou o número de crianças de rua!... eu morro de pena". "Eu não tenho pena, sabia? disse a outra. "- Já cansei de ajudar! Esse pessoal se aproveita da gente!", completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vítimas reclamando de vítimas. De um lado, uma elite que se vê diante dos frutos de um descaso social histórico, sem saber como sair dessa. De outro, as verdadeiras vítimas, cuja única opção é "importunar" os clientes e lhes cobrar a dívida do descaso público, a única estratégia de sobrevivência dos excluídos naquele momento. De minha parte, parei para falar com o gerente. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Disse&lt;/span&gt;-lhe que precisamos nos mobilizar, que o hipermercado poderia fazer alguma coisa. Ele me disse que muitos clientes pensam o mesmo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Disse&lt;/span&gt;-lhe que nossa sociedade não pode conviver, de forma natural com uma desigualdade dessas. Ele concordou no ato: "- Absurdo mesmo!". &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Disse&lt;/span&gt;-lhe que poderíamos mobilizar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;ONGs&lt;/span&gt; da região, cobrar o poder público, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;acionar&lt;/span&gt; outras instâncias. Ele me disse que já tentaram, mas que poderíamos tentar de novo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Disse&lt;/span&gt;-lhe que iria pensar numa saída, conversar com amigos, procurar me mexer. Ele me apoiou e me desejou sorte. Deixei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;maisena&lt;/span&gt; com o rapaz, acrescida de um pacote de bolacha. Escrevo em péssimo estado, a culpa sentada ao meu lado, a frustração também, a raiva, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;inconformismo&lt;/span&gt;, creio que meu comodismo, já não sei mais por onde sair. Queria uma folga disso tudo, queria não pensar, queria não encarar essa situação, queria um descanso da desigualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei nos carros, foi por isso que falei dos milhares de carros. Talvez um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;pedágio&lt;/span&gt;. São 100 mil carros por dia. Talvez um real, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;cinqüenta&lt;/span&gt; centavos de cada um. Se fossem dez centavos, seriam dez mil reais por dia, trezentos mil por mês. Acho que dinheiro suficiente para alimentar nossa gente. Pelo menos alimentar, depois veríamos o resto. Talvez pudéssemos construir alguns abrigos, dar alguma educação, alguma assistência. Os carros estão passando, vou tentar me distrair com eles... sei que não vou ter uma noite muito boa... quem sabe a saída está nos carros? Delírio, eu sei... um pouco menos de miséria... uma folga para a angústia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-113832960307570110?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/113832960307570110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=113832960307570110&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113832960307570110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113832960307570110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/01/maisena-pro-meu-irmo-tio.html' title='Maisena pro meu irmão, tio'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-113719961645848825</id><published>2006-01-21T21:16:00.001-02:00</published><updated>2008-03-25T11:54:27.958-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de Lumiar</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/lumiar.2.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/200/lumiar.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em setembro de 2005, tive a grata satisfação de conhecer &lt;a href="http://outravia.blogspot.com/2006/01/escola-que-no-tive.html"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;a escola que não tive&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Achei que esse momento não chegaria tão cedo. Na verdade, sempre achei apenas utopia de minha parte sonhar com um ambiente escolar democrático, onde todos - alunos, professores e diretores - pudessem ter uma participação ativa, crítica e democrática nas decisões pedagógicas e administrativas da escola. Por sorte, meus achismos não se confirmaram e a &lt;a href="http://www.lumiar.org.br/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Lumiar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; está aí para provar que utopias não são tão etéreas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizada em São Paulo, capital, a escola Lumiar é um projeto inovador em termos educacionais. Baseada na &lt;a href="http://www.lumiar.org.br/escola/proposta.asp"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;pedagogia democrática&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, tem como filosofia a participação de todos os seus membros nas orientações administrativas e pedagógicas que a norteiam. Das regras para o uso da sala de computadores à forma como cada disciplina será ensinada, da estrutura da grade curricular à escolha das atividades extra-curriculares, tudo é decidido em roda, cada criança com seu voto, cada professor com seu voto, cada diretor com seu voto, sem distinção de idade. E há crianças de 5 anos votando, é bom ressaltar! Exercício de gente grande para aqueles que um dia também serão. Nada mais natural, nada mais oportuno, nada mais democrático, nada mais educativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia logo se espalhou e a crescente demanda fez com que a Lumiar abrisse suas portas uma vez por mês, para visitas monitoradas, a fim de receber educadores de todas as partes, cidadãos curiosos em conhecer o método. Foi assim que chegamos lá. Eu, Andréa, Laércio e Fernando caminhando, ao final da tarde, pela sonora Rua Bela Cintra, travessa movimentada da Avenida Paulista. A Lumiar está instalada num casarão antigo, não muito grande, não muito sofisticado. As paredes tiveram o reboco retirado, os tijolos estão à mostra, o que combina com o estilo do casarão e cria um ambiente confortável. Mais do que isso, proporciona a sensação permanente de que algo está em construção e ainda existe a possibilidade de interferir nesse processo. Há frases de pensadores famosos escritas ou penduradas nas paredes. Instigam a reflexão e a crítica, incomodam na medida exata para que ninguém se acomode. Não há luxo, apenas cadeiras, carteiras e estantes convencionais, o suficiente para um cotidiano comum e funcional. A visita começa com uma grande roda de curiosos, todos ouvindo, atentos, às palavras de um dos coordenadores. Perguntas surgem a todo momento: "como trabalham os conteúdos do vestibular?, "a pedagogia democrática funciona mesmo?", "como as crianças votam?", "os votos têm o mesmo peso?". Não resisti e também fiz minha pergunta: "os pais dos alunos não ficam preocupados com o fato dos filhos estudarem em um ambiente que não condiz com a realidade do mundo?". Pergunta chata, eu sei, mas fruto de minha percepção de que o mundo não é exatamente democrático como todos ali gostariam. A resposta do coordenador veio direta: "Isso aqui também não é real? Não estamos num ambiente escolar democrático? Os valores que praticamos aqui dentro existem e também fazem parte do mundo! Podem não ser tão comuns, mas nossos alunos são preparados para entender que o mundo pode ser democrático dessa forma, como pode ser o avesso disso tudo. Nesse ponto, estarão mais preparados do que aqueles que se acostumaram a ver uma realidade só".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi preciso dizer mais nada. A visita continuou e minha admiração só cresceu. Aquela era a escola que não tivera. Mas tudo bem, já sei que ela existe. E sei que posso levar a proposta para outras tantas gerações que ainda virão por aí. Não ter passado pela experiência só me motiva a buscar esse propósito como educador. É o que tenho feito, tenho tentado ser uma Lumiar ambulante. Sei que não basta, mas é um exercício para o futuro, para os projetos que tenho em mente. Até lá, a Lumiar está aí para provar que as utopias são possíveis. É o que diz a missão da Escola: "Formar pessoas socialmente responsáveis, autônomas e felizes". O Brasil agradece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto retirada de &lt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.unicef.org/brazil/colorido/roda_grande.gif"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.unicef.org/brazil/colorido/roda_grande.gif&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&gt; em 21/01/2006.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-113719961645848825?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/113719961645848825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=113719961645848825&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113719961645848825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113719961645848825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/01/um-pouco-de-lumiar.html' title='Um pouco de Lumiar'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-113727146805003317</id><published>2006-01-14T17:50:00.001-02:00</published><updated>2009-06-10T09:51:53.996-03:00</updated><title type='text'>Um corpo no meio do caminho</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/um%20corpo%20no%20caminho.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 240px; height: 136px;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/320/um%20corpo%20no%20caminho.1.jpg" width="248" border="0" height="141" /&gt;&lt;/a&gt;(Fulano 1) - Olha o sorveteeee!!! Refrigeranteee!!! Água geladinha!!! (- Pô, que cheiro ruim nessa praia hoje!...) Olha o sorveteee!!...&lt;br /&gt;(Fulaninho 2) - Mãe, vou brincar perto daquele homem que tá tomando sol com saco plástico!&lt;br /&gt;(Mãe do Fulaninho 2) - Tá bom, pelo menos assim eu não te perco. Cada mania... tomar sol coberto com saco plástico...&lt;br /&gt;(Fulano 1) - Olha o sorveteee!!! ... Ô, moleque!! Pára de jogar areia aí no cara! Só porque ele tá com esse saco plástico... vai procurar tua mãe...&lt;br /&gt;(Fulaninho 2) - Não vou! Você não manda em mim! Nem tem dinheiro pra ser meu pai!&lt;br /&gt;(Fulano 1) - Moleque sem educação! Cadê sua mãe? (Pô... cheiro ruim por aqui...).&lt;br /&gt;(Mãe do Fulaninho 2) - O que tá acontecendo, meu senhor?&lt;br /&gt;(Fulano 1) - A senhora é a mãe desse moleque? Olha só... o teu filho tá jogando areia aí no cara...&lt;br /&gt;(Mãe do Fulaninho 2) - Luiz Arthur! Ser humano não é brinquedo, meu filho! Desculpa, moço, vou tirar essa areia aí de cima... moço!... moço!!!!... iiih, deve ter bebido... nossa, que cheiro ruim! Acorda, moço!!!...&lt;br /&gt;(Fulano 1) - Melhor chamar o salva-vidas, dona! Esse aí não acorda tão cedo...&lt;br /&gt;(Mãe do Fulaninho 2) - Tá, vou chamar!... Olha lá!! Não é a Cléo Pires?? Cléo, vem cá!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diálogos eu bolei agora, mas o fato é verídico, aconteceu ontem, na praia de Ipanema. Sexta-feira 13, por ironia do destino. Também é verídico o mau cheiro do corpo, assim como a tranqüilidade dos que passavam e o tempo de seis horas que o cadáver ficou exposto até ser retirado. Alguns famosos, como Cléo Pires, também estavam na praia ontem, conforme atesta a reportagem. Virou notícia de primeira página da Folha de São Paulo de hoje, 14/01/2006. A matéria diz que o corpo não havia sido identificado ainda, pois estava com muitas marcas de violência. Mas deram um palpite sobre o itinerário pelo qual viera. Provavelmente lançado da favela do Vidigal, localizada próxima à Ipanema. Chegou nas ondas do descaso secular com nossa gente, da desigualdade que nos contaminou há muito tempo, da violência que nasce a partir daí e cresce a cada dia. Mas, segundo a reportagem, a rotina de Ipanema pouco mudou. Diz o texto: "Apesar da cena inusitada e do mau cheiro causado pelo cadáver em decomposição, a rotina da praia quase não mudou. O trecho é freqüentado por jovens da zona sul. A atriz Cléo Pires estava ontem na praia. Um estudante que estava com os amigos comentou: "Vamos fazer o quê? As férias são curtas e temos que nos divertir de qualquer jeito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que resta de uma sociedade que, definitivamente, não se preza. Escrevi esses dias sobre isso no meu blog. Quase um presságio. Alertei que a elite brasileira surfava na onda da desigualdade. E que a onda nos levaria para o esgoto. Errei. O esgoto da desigualdade veio até nós. Já transbordou, a ponto de trazer corpos para nossas praias. Mas, pelo jeito, ninguém se importou muito com o mau cheiro. Talvez sejam necessários mais corpos até tomarmos uma atitute. Até lá, vamos desviando, vamos jogando sacos plásticos em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mãe do fulaninho 2): - Consegui, gente! Consegui o autógrafo da Cléo Pires!... Nossa, esse homem ainda tá aí? Vamos embora, Luiz Arthur! Pelo cheiro, esse aí não toma banho há dias!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto retirada da ilustração da reportagem "Verão Macabro", da versão online da Folha de SP de 14/01/2006.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-113727146805003317?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/113727146805003317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=113727146805003317&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113727146805003317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113727146805003317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/01/um-corpo-no-meio-do-caminho.html' title='Um corpo no meio do caminho'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-113700164766699343</id><published>2006-01-11T14:50:00.000-02:00</published><updated>2007-10-30T15:45:47.588-02:00</updated><title type='text'>A elite que não se preza</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/desigualdade.6.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px" height="187" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/320/desigualdade.2.jpg" width="249" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os sociólogos, educadores e pessoas conscientes desse maltratado Brasil costumam dizer que não há elite em nosso país. Pelo menos não no sentido mais nobre dessa palavra. Com essa assertiva, injusta em raros casos, procuram demonstrar que uma elite, para ser classificada como tal, não admitiria um país com tamanho grau de miséria e desigualdade social. Muito menos conviveria, de forma tão duradoura, com tamanhos despropósitos. Em recente estudo do Banco Mundial (Bird), o Brasil não só está entre os quatro países mais desiguais do mundo, como apresenta mecanismos para perpetuar esse quadro, conforme matéria publicada na Folha de São Paulo, em 21 de setembro de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se isso não bastasse, na mesma reportagem, o Bird destaca que a "armadilha da desigualdade" no Brasil consolida-se quando as elites econômica e política perpetuam-se no poder, criando mecanismos financeiros e legais para manter posições de comando e obter vantagens. Um exemplo clássico, no caso brasileiro, são os poderes legislativo e judiciário, que elevam com freqüência os próprios salários e se recusam a cortar benefícios que não vigoram em nenhum outro setor da sociedade. Outro exemplo é a falta de financiamentos em condições iguais para ricos e pobres. Um dos pilares do desenvolvimento justo de um país é a concessão de poderes econômicos e sociais para sua população menos favorecida economicamente. É o que chamam de "eqüidade social", ou seja, chances iguais a todos, independentemente de cor, raça ou nível social. Como se tudo isso não bastasse, o Brasil possui uma das cargas tributárias mais altas do mundo. Hoje, ela supera 36% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 12% no México, por exemplo. Isso significa que pagamos caro, muito caro, para um Estado que insiste em jogar pelo ralo os recursos que seriam para nosso bem estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elite que se preza não hesitaria em chacoalhar governos, movimentos sociais e a si mesma pela melhora desse quadro social. Elite, com E maiúsculo, preza tanto seu bem estar quanto o bem estar alheio. Sem um, o outro não existe, nem pode. A não ser atrás das cercas elétricas, de condomínios fechados, de carros blindados e seguranças particulares. Mas isso está mais para estado de mal-estar social, pois representam a auto-exclusão por parte dos mais privilegiados. Parece que, nem de longe, a elite brasileira merece ser chamada como tal. Há exceções, como as importantes lideranças que estão à frente de movimentos como a &lt;a href="http://www.ethos.org.br/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;responsabilidade social corporativa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, além de inúmeras pessoas que atuam no &lt;a href="http://www.rits.org.br/"&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;terceiro setor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; brasileiro. Mas esses ainda nadam contra a corrente, pois a atual maré é regulada pelos inconseqüentes sociais desse país. Pessoas que surfam nas ondas da desigualdade, curtindo como podem. Só não percebem que essa onda está nos levando para o esgoto. Esporte radical. Um dos prazeres de nossa elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto retirada de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.aula7.org/EPPaz.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.aula7.org/EPPaz.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; em 12/01/2005.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-113700164766699343?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/113700164766699343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=113700164766699343&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113700164766699343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113700164766699343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/01/elite-que-no-se-preza.html' title='A elite que não se preza'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-113650863177738784</id><published>2006-01-05T21:39:00.003-02:00</published><updated>2009-06-10T09:40:35.930-03:00</updated><title type='text'>A escola que não tive</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/pedagogia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/200/pedagogia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Fomos maus alunos" é o título de um livro escrito por Gilberto Dimenstein e Rubem Alves. Um jornalista de renome e um acadêmico/filósofo idem. Sentaram-se para conversar sobre seus descaminhos escolares e publicaram um livro sobre a escola que não tiveram. Ou melhor, tiveram, mas seria melhor se não a tivessem tido. O livro é de 2003. Comprei-o mais pelo título, para ter na estante minha carta de alforria, um atestado de que o problema não foi só comigo. Já havia lido resenhas e conhecia seu conteúdo por cima. Comecei a lê-lo hoje, 5 de janeiro. Talvez nem precisasse, pois trago comigo, assim como qualquer aluno das décadas de 70 e 80, o dissabor da escola que tive. Antes de continuar a leitura do livro, decidi elaborar breves linhas sobre minhas lembranças escolares. Mero exercício de recordação pedagógica, talvez não das melhores, mas um importante exercício para quem optou por trabalhar com educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola que tive ensinou-me história através de questionários decorados, não de discussões sobre os significados reais dos fatos e de suas possíveis manipulações e interpretações ideológicas. Ensinou-me química através de fórmulas decoradas, as quais nunca consegui transpor para meu cotidiano quimicamente construído. Ensinou-me biologia através de uma enxurrada de terminologias decoradas. A lousa chegava a ficar interessante com tantos desenhos de estruturas celulares, mas a decoreba pouco esclarecia sobre o mundo biológico que me rodeava. Ensinou-me física através de fórmulas decoradas, mas nunca fui motivado a compreender por que o tempo às vezes parava (nas aulas) e às vezes corria (nas brincadeiras). Ensinou-me matemática através de equações decoradas, e essas judiaram de mim até não poderem mais. Professores e professoras particulares entraram na jogada. Pouco adiantou, sempre passei raspando, quase ficando, sem que qualquer sentimento maior fosse despertado pela beleza inquestionável dos números. Ensinou-me educação artística obrigando-me a pintar figuras com as cores que a professora ordenava, não com as cores que minha imaginação pedia. Quase nada falaram sobre os caminhos da arte pelo mundo, das obras, pintores e escultores famosos. Ensinou-me educação moral e cívica, nome bonito para uma manipulação invisível que doutrinava nossas mentes a mando da ditadura então instalada. Tentou-me ensinar educação física, mas, por sorte do destino, fui dispensado das aulas por ser atleta de natação. Extrema sorte, pois foi nadando que encontrei minhas grandes amizades, inúmeros de meus valores e até mesmo minha profissão. Mas soube que a educação física da escola também fizera suas vítimas, pessoas que nunca mais voltaram à prática de atividade física, pois a contínua experiência de exclusão nas aulas (10 jogavam, 30 ficavam fora) apenas desestimulava a prática saudável do movimento. Minha escola ensinou-me português através de regras gramaticais decoradas, estruturas frasais coordenativas e subordinativas repetidas à exaustão, as quais trago em minha memória até hoje. Ajudou-me muito ter um pai professor de português e uma mãe deveras exigente. Que nos faziam decorar, é verdade, mas também nos estimulavam a leitura. Foram as leituras que nos salvaram, a mim e a meus irmãos, e nos despertaram para a beleza de uma boa escrita, de uma frase corretamente dita, para a curiosidade constante pelo mundo das letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores que tive, até hoje não consigo julgar se eram algozes ou vítimas daquele sistema. Quero acreditar na segunda opção, pois a maioria chegava às aulas com o ânimo do réu que caminha para a execução. Postura de vítima, sem dúvida. Faziam da chamada um momento interminável. Cada minuto ceifado era importante para disfarçar o desânimo que enfrentavam. Por outro lado, aqueles mais dispostos vinham com a disposição do carrasco. E muitas vezes foram, principalmente alguns professores de matemática. Mas, até mesmo esses teriam nos ensinado de forma mais atraente se pudessem, se quisessem, se os permitissem. Dos professores, lembro-me também do escárnio que tínhamos com alguns. Aí os papéis invertiam-se, também tínhamos nosso momento de algozes. Creio que vários chegaram a fazer terapia, o que não seria pouco diante das atitudes perversas de nosso descontentamento incontido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a escola que não tive teria ensinado-me a importância da participação de cada aluno na construção de um ambiente escolar mais estimulante e mais democrático. A escola que não tive teria estimulado seus futuros protagonistas sociais a construir uma sociedade mais justa em todos os sentidos. A escola que não tive não exitaria em conscientizar seus alunos sobre a importância da igualdade social para o bem estar do próximo e do próprio mundo. A escola que não tive teria ensinado-me todas as matérias que listei de forma mais atraente, sem jogar nos alunos a culpa pelo desinteresse por uma pedagogia nitidamente deturpada. A escola que não tive teria ensinado sociologia e filosofia a alunos e professores, teria informado a todos sobre a pedagogia de Paulo Freire, teria nos dito sobre a existência de Summerhill. Encontrei-os depois de adulto, lamentando por não tê-los conhecido anteriormente. A escola que não tive teria professores dispostos, salários decentes, alunos críticos e participativos. Haveria, fundamentalmente, respeito entre todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola que não tive não me foi dada de propósito. Não seria interessante formar cidadãos tão conscientes assim. Não é até hoje. Paciência, estou aprendendo agora, espero que muitos também estejam. Poderíamos ter uma sociedade melhor hoje em dia, poderíamos estar um passo à frente, não fosse tanto tempo perdido com aulas insossas. Resta-nor ir atrás do prejuízo, pois o tempo ficou mais curto. Não sei se é suficiente para mudar as graves situações sociais e ambientais que transbordaram nos últimos anos. Correr é a opção que nos resta. Só não nos esqueçamos da educação crítica nessa corrida, pois o tempo nos devolverá a omissão do presente. Lei da ação e reação. Uma das poucas que aprendi em física.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilustração retirada de &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.universiabrasil.net/preuniversitario/images/unesp/pedagogia.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.universiabrasil.net/preuniversitario/images/unesp/pedagogia.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; em 07/01/2006&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-113650863177738784?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/113650863177738784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=113650863177738784&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113650863177738784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113650863177738784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/01/escola-que-no-tive.html' title='A escola que não tive'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-113640111794165228</id><published>2006-01-04T16:56:00.003-02:00</published><updated>2009-06-10T09:39:30.850-03:00</updated><title type='text'>A excomunhão de Bush</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/bush%202.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/200/bush%202.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Que o cara é o supra sumo da insensatez humana, isso todos já sabem. Que seus assessores diretos sejam o avesso da inteligência e da tolerância, também não é novidade. Que inúmeros políticos escolados pelo Tio Sam são anti-cristos de plantão, também não chega a espantar. Mas a náusea continua inevitável em alguns momentos. Como, por exemplo, ao assistir essas figuras comemorando o Dia de Ação de Graças, festividade religiosa típica do calendário americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ação de Graças? Peraí...!? Graças a quem, caras pálidas? Graças por que? Qual o motivo da comemoração? Por acaso, somente por acaso, estão agradecendo a Deus? Não! Não me digam isso! Grande piada! Piada mesmo! Sem graça, sem Graça, sem sentido! Mas uma piada, sem dúvida! Mr. Bush e sua quadrilha não deveriam ter permissão para comemorar qualquer data religiosa, pois são os algozes do sofrimento de milhares de pessoas mundo afora. Mas todos eles têm permissão. Têm porque nenhuma instituição religiosa nesse mundo foi capaz de excomungá-lo a tempo. Talvez não adiantasse muito, a própria ONU não conseguiu detê-lo. Mas, quem sabe, uma ameaça superior pudesse ter algum efeito. Os poderosos da igreja católica já deveriam tê-lo colocado para fora, juntamente com seu bando insano. Na verdade, se a Igreja Católica prezasse mesmo a ética, deveria mesmo excluir suas alas altamente conservadoras, deixando apenas os movimentos revolucionários que fizeram diferença em sua história. Exemplos não faltam e justiça seja feita às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), movimento de extrema importância no enfrentamento civil das ditaduras na América Latina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É querer demais, eu sei, mas poderia ser assim se as religiões não passassem de um teatro muito mal encenado. Mas isso não importa. A excomunhão de Bush, de seus assessores e dos desumanos de carteirinha já foi dada. Não por uma igreja qualquer, mas por eles mesmos, por suas ações que traíram a ética, o respeito ao próximo, a tolerância, a dignidade, que traíram a própria vida. São e serão sempre lembrados por isso. Não que isso baste, é bom que as críticas e manifestações continuem. Mas fica o alento de que já houve a excomunhão. Auto-excomunhão, é verdade. Pena que Mr. Bush não perceba isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Notas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. Pensado a partir do texto "Porque Bush é presidente daquele botequim", do blog de Carmen Fernandino: &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.resquiciosdodia.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.resquiciosdodia.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;2. Grato pela colaboração da Carmen com informações essencias sobre as Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica.&lt;br /&gt;3. Ilustração retirada de &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.rel-uita.org/sindicatos/campesinos_contra_bush.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.rel-uita.org/sindicatos/campesinos_contra_bush.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; em 05/01/2006.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-113640111794165228?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/113640111794165228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=113640111794165228&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113640111794165228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113640111794165228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/01/excomunho-de-bush.html' title='A excomunhão de Bush'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-113624981864762747</id><published>2006-01-02T22:54:00.000-02:00</published><updated>2007-10-30T00:04:47.161-02:00</updated><title type='text'>Deus é um gene (?)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/dna%20e%20deus%2060.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/320/dna%20e%20deus%2060.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Milhões juram que Ele existe, mas nunca o viram, nem o ouviram. Milhões conseguem imaginá-lo somente como um senhor com cabelos longos e grisalhos, uma longa barba, vestindo um manto branco e aguardando cada ser humano para um encontro &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt; após a morte... provavelmente para prestar contas, o que é o pior. Se você é um desses, cuidado! A crença em Deus pode ser uma grande peça pregada por seus genes!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação de católicos, espíritas, protestantes, dentre outros, seria aos gritos diante dessa afirmação. Mas para os milhões de desavisados, essa é uma suposição bastante considerada pela ciência, pelo menos desde a década de 1960! Foi uma britânica, com um singelo nome, quem primeiro levantou essa hipótese. Jane Goodall ou Jane "Tudo Bem" se forçarmos a tradução brazuca. Com esse nome abençoado por Deus (desculpe-me, não resisto), ela certamente não tinha a intenção de nos provocar, somente trazer um pouco de reflexão sobre o assunto. Jane "Tudo Bem" ficou famosa por estudar o comportamento de chimpanzés na Tanzânia, país da África oriental. A partir de suas numerosas observações, descobriu que essa espécie agia de maneira bastante estranha quando estavam, por exemplo, diante de uma simples cachoeira, demonstrando um comportamento inequívoco de reverência. Alguns permaneciam sentados em uma rocha diante da queda d'água, como se estivessem hipnotizados. Outros ficavam sob a queda d'água por longos períodos, até 50 minutos, quando o ato de se molhar sequer fazia parte dos hábitos desses animais. Uma das conclusões da pesquisadora é que esse comportamento representaria um traço de uma religiosidade primitiva. Em outras palavras, nossos parentes do elo perdido, assim como a espécie humana, carregam um gene que, durante toda nossa evolução, vem percorrendo nosso DNA e nos fazendo acreditar num ser superior. DEUS É UM GENE!! EURECA!!!... SOCORRO!! DEUS É UM GENE!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward O. Wilson, um dos pioneiros da sociobiologia, ciência que busca compreender o comportamento humano através da biologia, considerou que nossa predisposição para acreditar em um ser superior pode ser apenas parte da postura de submissão característica do mundo animal. Observando macacos rhesus (os mesmos do Rh), constatou que o macho dominante dessa espécie caminha com a cabeça e cauda erguidas, enquanto os dominados mantêm cabeça e cauda baixas, tanto em sinal de reverência quanto em troca de proteção, abrigo e comida. Portanto, a tendência de se submeter a um ser superior pode ser, também, "apenas" uma herança evolutiva que martela insistentemente nosso DNA, programando e desencadeando nossa crença em Deus. Na década de 1990, o radiologista, Andrew Newberg, e o psiquiatra, Eugene D'Aquili (já falecido), resolveram investigar um pouco mais os efeitos dessa determinação genética. Buscaram, diretamente no cérebro, a origem da experiência religiosa do ser humano. Utilizando aparelhos de tomografia, analisaram as áreas cerebrais de freiras franciscanas e monges budistas durante períodos de oração e meditação. A pesquisa indicou uma diminuição de atividade elétrica no lobo parietal superior desse grupo, região neural responsável por nossa orientação espaço-temporal, ou seja, por dizer onde termina nosso corpo e onde começa o mundo. Sem a ativação dessa área, surge a sensação de que se está unido a um todo, sensação muitas vezes descritas como uma aproximação ou encontro com Deus. Para a ciência, indícios apenas de um fenômeno neural. Ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, a discussão está longe de ser simples ou sequer aceita como suposição por muitos daqueles que se consideram religiosos. Mas a ciência está aí e não vai parar de investigar os fenômenos atribuídos, em nosso tempo, exclusivamente a Deus. Isso significa que talvez venhamos a aceitar, um dia, a experiência da fé como manifestação de alguma seqüência de nosso DNA. Portanto, na próxima vez em que se dirigir a Deus, vá com cautela. Seus genes não têm ouvidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Inspirado em diversas conversas e reflexões com amigos, amigas e na recente reportagem "Deus existe?" (Revista Superinteressante, dez. 2005). Referências utilizadas na matéria da Revista: Miles, Jack. Deus, uma biografia. Companhia das Letras, 2002. Dawkins, Richard. Desvendando o arco-íris. Companhia das Letras, 2000. Wilson, Edward O. Consiliência. Editora Campus, 1999. Sagan, Carl. O romance da ciência. Francisco Alves, 1982. Newberg, Andrew; D'Aquili, Eugene. Why God won't go away. Ballantine Books, 1982. Behe, Michael. A caixa-preta de Darwin. Jorge Zahar Editor, 1997.&lt;br /&gt;Ilustração: montagem em photoshop a partir das imagens encontradas em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.freedesktopwallpapers.net/art/michelangelo-creation.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.freedesktopwallpapers.net/art/michelangelo-creation.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.alzheimers.org/unraveling/images/large/DNA-HIGH.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.alzheimers.org/unraveling/images/large/DNA-HIGH.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-113624981864762747?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/113624981864762747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=113624981864762747&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113624981864762747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113624981864762747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/01/deus-um-gene_113624981864762747.html' title='Deus é um gene (?)'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-113613041978118057</id><published>2006-01-01T12:34:00.000-02:00</published><updated>2007-10-29T23:02:47.458-02:00</updated><title type='text'>A paz possível</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/1600/char01012006.0.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6404/796/320/char01012006.0.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O ser humano não se leva a sério. Definitivamente, vive às custas de seus intermináveis auto-enganos e não se dá conta disso. Pelo menos parece não fazer força. Vive em busca de utopias que, com o mínimo de esforço, poderiam não ser tão utopias assim. Como em todo final de ano, pede paz, mas não compreende o seu significado e não se esforça para promovê-la. No caso da sociedade brasileira, não há paz que se instale diante de tão indecente desigualdade social. Não adiantam orações, procissões de fé, passeatas, não adianta o armamento, nem o desarmamento. A paz não chegará enquanto não houver uma distribuição de renda que tire o Brasil do rodapé do ranking mundial da desigualdade. A paz não chegará enquanto milhões de cidadãos viverem em condições totalmente abjetas, tanto aqui, na esquina de casa, quanto no restante do país. A paz não chegará se nossa sociedade não pressionar governos e governantes para a reversão desse cenário. A paz não chegará se continuarmos organizando movimentos assistencialistas que não transformam, apenas conformam. A paz não chegará se cada cidadão não se esforçar para quebrar a inércia que insiste em ser nossa irmã. Só deveríamos pensar em paz se estivéssemos, realmente, trabalhando para semeá-la e colhê-lha. Mas, olhando por aí, parece que nem aramos a terra. Paramos antes de começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramos, por exemplo, quando milhões e milhões de pessoas vivem rogando a Deus pelo fim de nossas mazelas, aguardando uma providência divina, ao invés de partir para uma ação mais efetiva. Se Deus realmente estivesse nos ouvindo, já teria resolvido nosso problema, ainda mais sendo brasileiro, como dizem por aí. O mesmo vale para os santos, santas e quaisquer outros seres etéreos de plantão. Se essas supostas divindades olham por nós, certamente não é com a intenção de realizar a parte que nos cabe. Talvez aí resida a verdadeira transcendência desses seres celestiais: deixar o ser humano por conta própria, apenas acompanhando suas atitudes de livre arbítrio. De duas, uma: ou é uma prova e tanto da esperança dos seres metafísicos na capacidade humana de auto-preservação, ou é prova de que realmente estamos à sós nessa jornada&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Também deixamos de promover a paz quando perdemos nossos laços com o próximo. Há muitos "próximos" que, neste exato instante, padecem de extrema fome, dormem próximos aos esgotos, apodrecem na violência insana das periferias, carecem de respeito e dignidade. E a sociedade não pára. Deveria, mas parece que não vai. Preferimos a retaguarda, preferimos a comodidade das cercas elétricas e alarmes residenciais, fortalecendo a cultura do medo e enfraquecendo a cultura da cidadania. Preferimos conviver com favelas intermináveis, ao invés de exigirmos que o bem estar social seja repartido. Preferimos a benevolência das cestas básicas ao salário decente para cada família se alimentar. Preferimos uma economia excludente, ao invés de incluirmos a decência em nossa economia. Preferimos achar que somos uma democracia, quando nunca foram democratizadas a educação, a saúde, o saneamento básico, o transporte, nem o respeito, nem a condição de uma vida digna. Preferimos a distração acéfala dos faustões, gugus, hebes e xuxas de plantão. Preferimos acreditar que estamos fazendo nossa parte quando nos doamos em ações voluntárias muitas vezes vazias de propósitos de transformação. Preferimos nossos papéis superficiais de bons cidadãos, ao invés de tocarmos nas feridas de nossas tragédias sociais. Preferimos fingir que somos católicos, espíritas, budistas, judeus ou islâmicos, mas sem levar ao pé da letra aquela estória de amor ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São essas as preferências do ser humano, todas sólidas, todas já enraizadas. Resta-nos a esperança de, pelo menos, termos consciência dessa situação. Claro que somente a consciência não resolverá o problema, mas chegará o momento em que a consciência desperterá. Não será em 2006, nem em 2007, nem nos próximos tantos anos. Mas a consciência virá, gota a gota, homeopaticamente, em doses individuais. Só espero que haja tempo para agir quando todos despertarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ilustração publicada na Folha de São Paulo de 01/01/2006.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-113613041978118057?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/113613041978118057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=113613041978118057&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113613041978118057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/113613041978118057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2006/01/paz-possvel.html' title='A paz possível'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10351286.post-110651647671962053</id><published>2005-01-24T09:41:00.003-02:00</published><updated>2009-02-18T11:03:46.310-03:00</updated><title type='text'>Pra quem chega...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Se as contradições da existência humana também lhe fazem refletir, é provável que a gente se entenda. Este é o blog de alguém que se interessa por questões existenciais, educação, espiritualidade, terceiro setor, responsabilidade social empresarial, dentre outros. Ex-nadador, ainda estou na ativa, treinando diariamente e participando de uma ou outra competição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sou professor no ensino superior e batalho como voluntário em algumas ONGs. É assim que tento transformar a parte do mundo que me cabe. Mas não sem buscar minha própria transformação, o que parece exigir muito mais esforço. Nesse processo, aprendi a priorizar e interagir com o lado positivo de cada ser humano, de cada situação e local por onde passo. Não é fácil desenvolver esse olhar, pois muitas vezes nosso foco recai somente sobre problemas. Mas continuo tentando...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para esclarecimento, o nome "Outra Via" simboliza uma alternativa infinita de caminhos, uma forma de trilhar rumos que fujam de ideologias, posturas e pensamentos estagnados que sempre acabam tomando forma. Sempre haverá outra via possível. Não é uma tarefa fácil, mas a essência é essa, vale a tentativa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10351286-110651647671962053?l=outravia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outravia.blogspot.com/feeds/110651647671962053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10351286&amp;postID=110651647671962053&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/110651647671962053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10351286/posts/default/110651647671962053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outravia.blogspot.com/2005/01/pra-quem-chega.html' title='Pra quem chega...'/><author><name>Adriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637005774410815501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_VvIkuHnGuBM/S7FGapx2vII/AAAAAAAAAUk/3vz-oKCpTrQ/S220/123.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
